Ñande Reko Arandu – Memoria Viva Guarani
“Um projeto realizado pelas Associações Indígenas Tembiguai, Aldeia Morro da Saudade, Aldeia Rio Silveira, Bracuí-Acibra, e pela Comunidade Solidária, interlocução São Paulo. A cultura guarani, que abrangia toda a Mata Atlântica, hoje quase toda dizimada, sempre teve um cântico. E o cântico das crianças é sempre ouvido primeiro pelo Criador, pois elas são a própria pureza. Os mais velhos guaranis ensinavam as crianças a cantar e explicavam qual a importância, o significado daquele cântico.Eis um disco emocionante, que representa um trabalho incrível de aglutinação de centenas de crianças, de diversas aldeias guaranis, que desenvolveram esse projeto de resgate das suas raízes e cultura. Através dessa gravação, os Guaranis vão contando sua tradição. “A gente tinha contato antes da gravação, mas era diferente”, dizem alguns participantes. “Através do cd, de repente, uniram-se quatro aldeias. A força foi tão grande que se viu, naquele dia, o espírito guarani.” Através dessa reunião das quatro aldeias para a realização do cd, elas se fortaleceram. As crianças, os músicos e os organizadores jamais vão esquecer aquele momento especial.
Para nós, privilegiados ouvintes, a música das crianças guaranis, com menos de dez anos de idade, vindas de quatro grandes comunidades da quase extinta mata atlântica, que se encontraram para esse projeto cultura guarani, é emocionante, vai direto ao coração.
“Produzido pelo Projeto Memória Viva Guarani, este álbum traz os "avakue´i" (meninos) e as "kunhãgue´i" (meninas) das aldeias Guarani de São Sebastião (Rio Silveira), Ubatuba (Jaexaá Porá) e Parelheiros (Morro da Saudade), em São Paulo, e de Angra dos Reis (Sapucaí), no Rio de Janeiro, interpretando os cânticos milenares da tradição Guarani. O trabalho tem como objetivo mostrar e, principalmente preservar a cultura desta importante nação indígena. O disco traz ainda, em seu encarte, um extenso relato do índio Timóteo Verá Popyguá (pertencente à aldeia de Parelheiros) sobre a incansável luta das diversas nações indígenas espalhadas pelo Brasil pela sobrevivência, não só física, mas sobretudo cultural. “ (Don Genny)
.
Nhaneramoi’i Karai Poty
“Altar na casa de reza
Vamos nos fortalecer karai poty
Porta voz da nossa tradição
Mbaraka na casa de reza
Porta voz da nossa tradição
Vamos nos fortalecer, karai poty
Cânticos na casa de reza
Vamos nos fortalecer, karai poty
Porta voz da nossa tradição”
“Altar na casa de reza
Vamos nos fortalecer karai poty
Porta voz da nossa tradição
Mbaraka na casa de reza
Porta voz da nossa tradição
Vamos nos fortalecer, karai poty
Cânticos na casa de reza
Vamos nos fortalecer, karai poty
Porta voz da nossa tradição”
..
01. Nhanerãmoi'i Karai Poty
02. Gwyrá Mi
03. Mãduvi'ju'i
04. Xekyvy'i
05. Nhanderuvixa Tenondei
06. Nhamandu
07. Mamo Tetã Guireju
08. Oreru Orembo'e Katu
09. Oreyvy Peraa Va'ekue
10. Xondaro'i
11. Pave Jajerojy
12. Nhamandu Miri
13. Ka'aguy Nhanderu Ojapo Va'ekue
14. Oreru Nhamandú Tupã
15. Xondaro
02. Gwyrá Mi
03. Mãduvi'ju'i
04. Xekyvy'i
05. Nhanderuvixa Tenondei
06. Nhamandu
07. Mamo Tetã Guireju
08. Oreru Orembo'e Katu
09. Oreyvy Peraa Va'ekue
10. Xondaro'i
11. Pave Jajerojy
12. Nhamandu Miri
13. Ka'aguy Nhanderu Ojapo Va'ekue
14. Oreru Nhamandú Tupã
15. Xondaro
.
Clique na imagem para ler o interes-
santís-
simo artigo
..
“Mitos e Estações no céu Tupi-Guarani”.
“O físico e astrônomo Germano Bruno Afonso, professor aposentado da Universidade Federal do Paraná, é um dos mais premiados cientistas nacionais. Mestre em Ciências Geodésicas (UFPR), Doutor em Astronomia e Mecânica Celeste pela Universidade de Paris VI, Pós-doutorado em Astronomia pelo Observatório da Côte d`Azur (França), coordenador do curso de Pós-Graduação em Física da UFPR (1984-1990), Prêmio Jabuti de 2000 com o livro didático “O Céu dos Índios Tembé” (2000), Germano é também o único brasileiro especialista em Arqueo-astronomia, uma ciência reltivamente nova no país.
Mesmo com esse currículo invejável, o professor tem sido vítima de preconceito em virtude de sua dedicação ao estudo da Astronomia dos índios brasileiros. Não são poucos aqueles que desconhecem o volume e a complexidade dos conhecimentos que nossos indígenas possuíam, e ainda possuem, acerca do céu. A seguir, uma entrevista com o professor, realizada por Rosana Bond. “











2 Comments:
Neide, já disse que sou fã de suas postagens?
Não fosse a proibição da corte portuguesa, provavelmente o guarani seria a língua falada hoje em toda a América do Sul.
Não fosse a Guerra Grande (a Guerra do Paraguai), boa parte do sul de nosso (nosso?) Brasil falaria guarani.
E, apesar de todo o genocídio demonstrado nela, fala-se o guarani (principalmente, e depois o espanhol) lá na terras guaranis, ops, paraguaias.
Vale muito a pena uma boa pesquisa sobre a cultura guarani desenvolvida pelos "nuestros hermanitos paraguayos". A miscigenação de música folclórica guarani e o flamenco espanhol, por exemplo, deram excelentes frutos!
Os músicos paraguaios voltados para a música folclórica guarani enfatizam que a música é a expressão da alma de um povo. Todos têm plena consciência desse processo.
Pesquise (caso já não o tenha feito) a lenda argentina de Anahy, a rainha guarani que foi queimada viva amarrada em uma árvore.
Ouça a maravilha de canção criada por Mario Cardozo Ocampo (compositor paraguaio que a compôs a pedido do governo argentino)sobre essa lenda.
(Foi gravada por muita gente, mas tanto a música como a letra - em espanhol e somente 'traduzida', quando cantada em português - é de Mario).
Visite http://www.fotolog.com/leyendasymitos/41809420
É isso. Grato por suas postagens. Por sua inquietude insistentemente ameríndia.
(Ah, sim... aos desavisados que estranhem tais conversas num site "para baixar rock'n'roll", esse site é muito mais...)
Obrigada pelo belo comentário Delta, seguirei estas interessantes dicas de gravações.
Abraços, obrigada mais uma vez.
Postar um comentário
<< Home