Lagrima Psicodelica

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Blog Underground Lágrima Psicodélica

Bate-Papo: Chat Online

Terça-feira, 31 de Julho de 2007

Flashrock's

Oi pessoal do Lágrima!

Estou te mandando esse e-mail porque estou ajudando na divulgação dos Flashrock's que aconteceram pra comemorar o dia do rock aqui em Porto Alegre. O Jacaré Banguela, Tarja Preta, Ahtrineh e outros blogs já postaram e a gente queria que o blog também ajudasse a gente nessa divulgação, pra que aconteçam mais Flashrocks por aí. Dando força pra essa atitude rock and roll.

:D

Se tu quiser postar, aí vai o relato do meu amigo que participou:


>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Madrugada de 12 para 13 de julho. Já era o Dia do Rock quando uma galera do sul se reuniu pra celebrar a data. Mais do que um show, decidiram fazer algo diferente. Músicos, artistas e videomakers se reuniram pra fazer um flashrock. Recebi um vídeo que expkica o que é isso. Na prática, é assim. Uma banda toca uma música enquanto artistas gráficos fazem uma intervenção urbana e os videomakers registram o que rola. Tudo tem que acontecer antes que a polícia chegue. E, com o barulho da banda tocando embaixo de uma parada de ônibus, não deve ser difícil dos vizinhos perceberem o flashrock. A galera pelo visto curtiu.

Bom, o vídeo que recebi é da Pata de Elefante. Uma banda de rock instrumental muito bacana lá do sul. Esse vídeo foi lançado nesta sexta, no último dia do Gig Rock, um festival de rock alternativo.

Confere aí!


Flashrock pata de elefante:
http://www.youtube.com/watch?v=O_3NUpZlza0

Blog:
http://flashrock.wordpress.com/
Vídeo explicação flashrock -
http://www.youtube.com/watch?v=D0-LcLjggs8
Link do gig rock -
www.beco203.com.br


Valeu!:D


Qualquer coisa entra em contato.

beijinho!

SUPLICY RACIONAL

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Segunda-feira, 30 de Julho de 2007

Wishbone Ash - parte II


1980 - Just Testing
download parte 1
download parte 2


1980 - Live Dates IIdownload disco 1
download disco 2


1980 - Number the Brave
download



senha para todos os álbuns: lagrimapsicodelica


Post anterior do Wishbone Ash



Site oficial da Banda Wishbone Ash
Biografia obtida no Wikipedia.org
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Dúvidas, sugestões ou reclamações: Aqui

ACADEMIA DA BERLINDA

Academia da Berlinda é uma banda de Olinda, formada por Alexandre Urêa e Tiné nos vocais, Irandê César na bateria, Yuri Rabid, no baixo, Gabriel Melo na guitarra, Hugo Gila no teclado e Tom Rocha e Gilsinho na percussão.

A maior parte dos oito componentes da Academia fazem parte de outros grupos, como A Roda, Bonsucesso Samba Clube, Variante, DJ Dolores & Aparelhagem, Eddie e Mundo Livre S/A.

A Academia da Berlinda nasceu como banda brega e cresceu acrescentando composições próprias aos shows. Daí para o primeiro disco foi um passo. O disco foi lançado este ano e saiu fresquinho do forno.

A banda vem experimentando novas canções para fazer dançar agarradinho, numa mistura de ska, rumba, salsa, cumbia, merengue, guaracha, samba de matuto, e outros ritmos brasileiros.

O disco conta com a participação de alguns ilustres da cena pernambucana, como Jorge DuPeixe, Fred 04 e China.

2007 Academia da Berlinda

1. Academia da berlinda
2. Ciranda enrustida
3. Cumbia do lutador
4. Nague
5. Ivete
6. Comandante
7. Envernizado
8. Bela vista
9. Brega Francês
10. Se ela gostar
11. Mama me queira
12. O sonho e a dor
13. Academia da berlinda (Remix)

http://www.mediafire.com/?atthowz0f09

Para comprar o CD ligue para (81) 91530-9789, ou mande um e-mail para

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Domingo, 29 de Julho de 2007

O Martelo

Ola pessoal

Escrevi no ano passado propondo uma entrevista pois sou fa do blog. A lagrima tem mais do que afinidade estilistica com O Martelo. Estou enviando os flyers dos proximos shows do Mustang e a pagina inicial do Martelo. Se possivel deem uma checada em nosso trabalho. Grande abraco Carlos Lopes

MARTELO 8 – AGOSTO / SETEMBRO
A sua revista digital comemora um ano de existencia com: Sandra Brea, Voltaire, El Chupacabras, o reporter policial Alborghetti, Erasmo de Rotterdam, a maldicao de Tutankhamon, Recruta Zero, a antropologa e indigenista Felicitas Barreto, entrevistas com as bandas Beatallica (EUA) que mistura Metallica com Beatles; The Black Jetts (EUA) e as brasileiras Gonorreia (da Bahia) e Autoramas e unas cositas mas.

Acesse e leia: www.omartelo.com

Carlos Lopes
Caixa Postal 33132
Cep 22440-970
Rio de Janeiro



Mano do Martelo,

Valeu por suas palavras de carinho sobre o nosso blog...

Já recebemos muitos e-mails propondo entrevistas, mas nossa “parada” aqui é outra...

Como o próprio nome já diz, somos um blog Underground, e não gostamos muito dos “holofotes”...

Valeu garoto e boa viagem,

Johnny F

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Hermeto Paschoal - Missa dos Escravos (Slaves Mass)

Raul de Souza

Carioca do bairro de Bangu, começou a tocar trombone aos 16 anos, na banda da Fábrica de Tecidos de Bangu. Em seguida passou a atuar em gafieiras da cidade, e adotou o nome artístico Raulzinho, dado por Ary Barroso e adaptado mais tarde para Raul de Souza. De 1959 a 1963 esteve na Força Aérea Brasileira, onde tocava na banda. Quando saiu, foi tocar com Sergio Mendes, com quem excursionou pelos Estados Unidos e Europa. Também foi integrante da Orquestra Carioca da Rádio Mayrink Veiga. Em 1965 gravou o primeiro disco individual, "À Vontade Mesmo". Tocou com Luiz Carlos Vinhas e Gilberto Gil, morou em Paris, trabalhou no Cassino de Montecarlo e inventou o "souzabone", uma variação do trombone, com quatro válvulas (uma delas cromática) em vez das tradicionais três, e afinado dó. Em 1974 lançou o disco "Colors" nos Estados Unidos, produzido por Airto Moreira. Foi o primeiro de uma série de sucessos nos EUA, onde morou por vários anos e tocou ao lado de Sonny Rollins, Freddie Hubbard, George Duke, Chick Corea, Jimmy Smith e outros. Participou de festivais internacionais de jazz em Montreux, Monterrey e no Brasil, sendo considerado pela crítica especializada um dos maiores trombonistas do mundo. No final da década de 90 mudou-se para a França.



Ron Carter

Ron Carter (4 de Maio de 1937, Ferndale, Michigan) é um contrabaixista de jazz estadunidense. Seu som único e sua expressividade fizeram dele um músico de estúdio muito procurado — suas aparições em mais de 3.500 álbums fizeram dele um dos baixistas com o maior número de gravações na história do azz, provavelmente atrás apenas de Milt Hinton e George Duvivier. Carter possui ainda um extenso trabalho com gravações de música erudita. (in http://pt.wikipedia.org/wiki/Ron_Carter)


Airto Moreira

Estudou música desde criança em Ponta Grossa, Paraná, onde aprendeu canto, piano, violino e bandolim, além de teoria musical. Aos 13 anos já tocava e cantava profissionalmente. Trabalhou em casas noturnas como crooner, mas depois que foi para São Paulo passou a atuar principalmente como baterista. Tocou no Sambalanço Trio, ao lado de César Camargo Mariano (piano) e Humberto Claiber (baixo), no Sambossa Trio e no Quarteto Novo, do qual fazia parte Hermeto Pascoal. No fim dos anos 60 mudou-se para os Estados Unidos, onde trabalhou com diversos músicos e chegou a fazer parte da banda de Miles Davis entre 1970 e 72, junto com Chick Corea, Wayne Shorter e outros. Criou um estilo na utilização de variados instrumentos de percussão e foi aclamado pela crítica especializada, ganhando várias vezes o título "Melhor Percussionista do Ano". Mais tarde formou bandas e atuou como solista sendo requisitado por artistas como Paul Simon, Quincy Jones e Herbie Hancock. Apresenta-se freqüentemente com a cantora Flora Purim, sua mulher desde os anos 60 e desenvolve trabalhos ligados à world music, misturando música folclórica brasileira, marroquina e africana. Atua também como produtor e educador em diversos países. Airto faz parte do grupo de músicos brasileiros mais conhecidos no exterior do que no Brasil.


Chester Thompsom

From Jazz (Weather Report), to Rock (Frank Zappa and the Mothers), to Pop (Genesis/Phil Collins) to Gospel (Ron Kenoly), Chester Thompson has surpassed the boundaries of musical genres. Chester's performance and recording experiences have influenced over three decades of music and musicians. Whether he is playing drum kit or percussion, Chester's masterful subtleties and unyielding time create the firm musical foundation for any musical genre. Every time Chester plays he gives 110% - there is no such thing as practice.Born and raised in Baltimore, Maryland, Chester started playing in local nightclubs at age 13. He has spent extended periods of time in various musical centers including Los Angeles, CA and London. After a heavy touring schedule in the 1970s, 80s and 1990s, Chester and his family now call Nashville, TN home. Keeping extremely busy with live performances, studio recordings, clinics and writing, Chester's Nashville residence has also afforded him more time to invest in students. On faculty at Belmont University since 1998, Chester teaches applied drum lessons and directs a jazz ensemble. Known for his exceptional teaching style and zeal for music, Chester is a favorite among students and fellow colleagues. His album, Joyful Noise, was first released in 1991. He has released a DVD of a performance at the 2003 Paderborn Drum Festival entitled "On the Fly" and another DVD with Luis Conte, "Drum Talk, El Habla Tabor".



Flora Purim

Nascida no Rio, filha de um imigrante russo que tocava violino e de uma pianista amadora, desde pequena gostava de cantar, tocar piano e violão, e foi influenciada pelas cantoras de jazz, como Ella Fitzgerald e Sarah Vaughan. Freqüentou o Beco das Garrafas nos anos 60, e chegou a gravar um disco no Brasil, intitulado "Flora MPM". Em 1967 mudou-se para os Estados Unidos, para estudar música na Califórnia. Cinco anos mais tarde, casou-se com o percussionista Airto Moreira. Trabalhou ao lado de artistas como Stan Getz e Gil Evans e integrou o conjunto Return to Forever, que excursionou com êxito pelos EUA no início dos anos 70. Em 1973 partiu para a carreira solo com o disco "Butterfly Dreams", seguido por outros pela gravadora Milestone. Entre seus discos destacam-se "Light As A Feather" e "Return to Forever". Em 1971 foi presa nos Estados Unidos, sob acusação de tráfico de drogas, e, depois de recorrer da sentença, acabou detida em 1974, passando 18 meses na prisão e 12 anos em liberdade condicional, sem poder deixar o país. Nessa época, seu caso suscitou protestos na classe artística, que a elegeu, por meio de pool de críticos, a melhor cantora de jazz dos EUA por quatro anos sucessivos (de 1974 e 1977), em parte como instrumento de pressão para sua libertação, mas principalmente por seu real talento. Nos anos 70 gravou ainda ao lado de Carlos Santana, Hermeto Pascoal, Chick Corea e muitos outros, encantados com sua notável extensão vocal e capacidade de improvisação. Nos anos 80 gravou poucos discos solo (a maioria com Airto) e em 1994 lançou "Speed of Light".


Hermeto Pascoal

Hermeto Pascoal (Lagoa da Canoa, 22 de junho de 1936) é um compositor arranjador e multi-instrumentista brasileiro.
Nascido no interior de Alagoas, desde pequeno tocava flauta e acordeão; com 8 anos já se apresentava em forrós e feiras na companhia do irmão.
Deixou a cidade natal e foi para o Recife; no fim da década de 50 partiu para o Rio de Janeiro e depois São Paulo, aonde formou o grupo Som Quatro. Integrou o Sambrasa Trio, ao lado de Airto Moreira (bateria) e Claiber (baixo).
Em seguida, fez parte do Quarteto Novo, ao lado de Airto Moreira, Heraldo do Monte e Théo de Barros. Originalmente chamado Trio novo, acompanhava Geraldo Vandré e posteriormente seguiram Edu Lobo em "Ponteio", no Festival de Música Popular Brasileira. O nome para Quarteto só mudou quando da entrada de Hermeto.
Algum tempo depois, Airto Moreira apresenta Hermeto a Miles Davis, de cuja banda era integrante. Desse encontro são gravadas duas canções, com a participação de Hermeto Pascoal apresentando o Bruxo, ou Albino Doido (apelido dado a Hermeto) ao mundo.
Reverenciado pela crítica mundial como um dos maiores gênios da música, o mestre multi-instrumentista toca acordeão, flauta, piano, saxofone, trompete, bombardino, escaleta e diversos outros instrumentos musicais. Hermeto notabilizou-se por utilizar os mais variados objetos, tocando em bacias d'água, apitos, garrafas, brinquedos de plástico ou borracha, sons corporais, e até mesmo animais.
Atualmente, com 70 anos, com mais ou menos quatro mil músicas escritas, cerca de 30 discos próprios, centenas de participações em discos, Hermeto Pascoal toca com cinco formações musicais: Hermeto Pascoal e Grupo, Hermeto Pascoal e Aline Morena, Hermeto Pascoal Solo, Hermeto Pascoal e Big Band e Hermeto Pascoal e Orquestra Sinfônica.
Dentre as parcerias estão: Airto Moreira, Heraldo do Monte, Théo de Barros, Geraldo Vandré, Edu Lobo, Egberto Gismonti, Taiguara, Sivuca, Arismar do Espírito Santo, Miles Davis, Naná Vasconcelos, Elis Regina, Chick Corea, John McLaughlin, entre muitos outros.
Em 2000 lançou o livro Calendário do Som, com a partitura e cifra de uma canção para cada dia do ano, inclusive um dia a mais para anos bissextos.

Mais recente trabalho
Seu mais recente trabalho é a dupla Chimarrão com Rapadura, com a esposa Aline Morena, que em 2006, lançou CD e DVD independentes com esse mesmo nome.

Alguns de seus álbuns
* Chimarrão com Rapadura (2006) CD e DVD
* Mundo Verde Esperança (2002)
* Eu e Eles (1999)
* Música - O Melhor da Música de Hermeto Pascoal (1998)
* Hermeto Pascoal/Renato Borghetti - CCBB, ao vivo (1993)
* Hermeto Pascoal/Pau Brasil - Série Música Viva, ao vivo (1993)
* Festa dos Deuses (1992)
* Mundo Verde Esperança (não lançado)
* Hermeto Solo - Por Diferentes Caminhos ou Por Diferentes Caminhos: Piano Acústico (1988)
* Só Não Toca Quem Não Quer (1987)
* Brasil Universo (1986) ou (1985)
* Lagoa da Canoa, Município de Arapiraca (1984)
* Hermeto Pascoal & grupo (1982)
* Cérebro Magnético (1980)
* Ao Vivo Montreaux Jazz Festival (1979)
* Zabumbê-bum-á (1979)
* Missa dos Escravos (1977)
* Slaves Mass (1976)
* A Música Livre de Hermeto Pascoal (1973)
* Hermeto (1970) ou (1971)
* Quarteto Novo (1967)



Missa dos Escravos
(senha: lagrimapsicodelica)

1.Tacho 9:20
2.Missa dos Escravos 4:17
3.Chorinho Pra Ele 2:20
4.Cannon (Dedicado à Cannonball Adderley) 5:13
5.Escuta Meu Piano 7:10
6.Aquela Valsa 2:44
7.Geleia De Cereja 11:39

Ficha Técnica:
Hermeto Pascoal: sax soprano, flauta, piano, teclado, violão
Raul de Souza: trombone
David Amaro: guitarra
Ron Carter: baixo
Alphonso Johnson: baixo na faixa 1
Airto Moreira: bateria, percussão, efeitos com porcos na faixa 2
Chester Thompson: bateria na faixa 1
Flora Purim: vocais nas faixas 2 e 4
Hermeto Pascoal, Hugo Fattoruso, Raul de Souza, Laudir de Oliveira, Airto Moreira: vocais na faixa 4

(breves biografias extraídas dos sites http://cliquemusic.uol.com.br/artistas, http://pt.wikipedia.org/wiki/Hermeto_Pascoal e http://chesterthompson.com)

Simon Dupree and The Big Sound


Banda pop britânica formada em 1966 pelos integrantes remanescentes de outros dois conjuntos musicais: "The Roadrunners" (de Portsmouth) e "The Classics" (de Gosport). Seus membros eram três irmãos: Derek Shulman (n. 1947, vocais), Ray Shulman (n. 1949, guitarra, violino, trompete e vocais), e Phil Shulman (n. 1937, vocais, saxofone e trompete), além de Peter O'Flaherty (baixo elétrico), Tony Ransley (bateria) e Eric Hine (teclado). Tocando Rhythm & Blues, inicialmente nas cercanias de Portsmouth (terra natal dos irmãos Shulman), o grupo rapidamente atraiu fãs às suas apresentações. John King, cunhado dos Shulmans e produtor televisivo na época, tornou-se o empresário da banda, após vê-los ao vivo. Através de uma fita demo enviada à gravadora EMI com uma versão de "I see the light", dos norte-americanos "Five Americans", a banda assinou seu primeiro contrato.

"Kites" (1966) foi o maior êxito da banda, ficando entre as 10 melhores canções no Reino Unido; porém, tentativas posteriores de emplacar novos hits, com "For whom the bell tolls" e "Broken hearted pirates" (canção que contava com Dudley Moore nos teclados) foram infrutíferas. Então, desiludidos pelo fato de serem encarados não como uma banda soul, e sim como um grupo pop de um único sucesso, juntamente com pressões por parte da gravadora, o conjunto se desfez em 1969, e alguns de seus remanescentes (irmãos Shulman) logo em seguida formariam a seminal banda de rock progressivo Gentle Giant.

O grupo lançou dois álbuns: "Without Reservations", em 1967, pelo selo Parlophone, e uma compilação, "Amen", de 1982, gravado no estúdio Abbey Road [a compilação que estou postando chama-se "Kites" e foi lançada em CD em 1993, e tem as mesmas músicas do LP "Amen"]. Mais recentemente foi lançado "Part of my past", de 2004, contendo, além do material presente nos discos anteriores, todos os singles e gravações destinadas a compor um segundo álbum, mas na época não publicadas pela gravadora.

Um fato curioso é que, em 1967, um então desconhecido pianista chamado Reginald Dwight juntou-se à banda numa turnê pela Escócia, substituindo Eric Hine, que na ocasião adoecera. Durante a turnê, "Reg", como era chamado pelos demais integrantes, apresentou algumas canções de sua própria autoria aos companheiros, e perguntou se a banda não gostaria de gravá-las. Polidamente, os Shulman rejeitaram a proposta, afirmando que já possuíam material suficiente. Após isso, Dwight comentou que estava pensando em utilizar o nome artístico de Elton John; a banda inteira riu dele ao ouvir isso.

Algumas curiosidades

"A litle picture playhouse" foi escrita por Eric Hine, plagiando uma música que ele encontrou no piano de sua mãe.

Na faixa "Amen" o baixo propositadamente tocado desafinado (suavemente em "flat"). A linha do baixo também é tocada uma fração atras da batida. A intenção era dar ao número um pouco mais de sentimento. Por isso algumas pessoas dizem que "não é assim que devia ter sido tocado".

A faixa "Day time, night time" foi escrita por Mike Hugg, do "Manfred Mann", que a havia gravado previamente com o nome "Each day and every day". "Day time, night time" foi um grande sucesso no Canada em 1973, na interpretação de Keith Hampshire. Keith havia sido DJ (na época "sonoplasta") na Radio Caroline em 1966/67, onde ele tentou torná-la um hit, mas ele disse que não era tão boa.

A banda gravou seu LP "Without Reservations" no mesmo estúdio da Abbey Road em que os Beatles estavam gravando o álbum "Sgt. Peppers". Eles usavam o estúdio dois durante a noite e "Simon Dupree and The Big Band" o usavam durante o dia. Durante este período os carinhas da banda descobriram a "magia " do Mellotron que os Beatles estavam usando em "Sgt. Peppers". Eles o experimentaram e o usaram em algumas de suas faixas. Pouco depois eles adquiriram seu próprio Mellotron. Acredita-se que eles foram a segunda ou terceira banda a usar um Mellotron no palco além do "The Moody Blues".

"Simon Dupree" também gravou como "The Moles" uma música chamada "We Are The Moles".

Outras histórias e maiores detalhes em
http://homepages.ihug.co.nz/~peterkin/simon_dupree_trivia.htm

KITES

(não consegui imagem melhor)

(senha: lagrimapsicodelica)

01. Kites
02. Like the sun lihe the fire
03. Sleep
04. For whom the bells toolls
05. Broken hearted pirates
06. 60 minutes of your love / A lot of love (medley)
07. Love
08. Get off my Bach
09. There's a little picture playhouse
10. Day time, night time
11. I see the light
12. What is soul
13. Amen
14. Who cares
15. She gave me the sun
16. Thinking about my life
17. It is finished
18. I've seen it all before
19. You need a man
20. Reservations.

WISHBONE ASH-HOT ASH(1981)


Bom, voltando à naftalina, nada como ceder este modesto espaço à banda que disseminou as 'twin guitars'. O que Andy Powell -seja com seu primeiro parceiro Ted Turner, com sua mais longeva alma gêmea Laurie Wisefield ou com todos os demais privilegiados guitarristas que o escudaram- trouxe de contribuição para as seis cordas é inestimável. Fraseados de uma limpeza de execução ímpar terçados como a que parecer muito fácil pegar uma palheta, um pau com seis cordas de aço e um 'microfone' metido a besta e sair tocando/duelando com seu alter-ego.
E nada como conferir isso ALIVE! E só não é melhor porque tem menos de 50 minutos de duração e um show do Wishbone Ash não termina com menos de 2 horas.
Acho que fiz alguns parceiros um pouco mais felizes hoje.

PS: o ET está postando toda a discografia dos caras por aqui. No entanto, o achei meio desestimulado a continuar. Que tal a gallera parceira dar uma força? Valem até mesmo os antiquados gritos de ordem do tipo 'O povo unido...'. Se insistirem um pouco todos sairão ganhando.





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Sábado, 28 de Julho de 2007

Link BBC 2 - de Beatles a Punk

Os Mutantes 13/07/07 no Teatro El Rey Mais em Fotos

Vamos ver se desta vez dá certo. Este link é de uma série de programas de documentários da excelente rádio BBC 2. No momento estão em destaque os Beatles, mais especificamennte a Northern Songs, a companhia das músicas de Lennon e McCartney e como eles a perderam.

Link para BBC Radio 2

O outro programa em destaque é Sid Vicious, acho; pode ser Barret, que dispensam apresentações. Virão entre outros o Ray Manzarek, meu quase vizinho, sério, pronuncia ManZArek e outras feras quentíssimas do Rock 'n' Roll.

Hoje Os Mutantes tocaram em Glasgow, Escócia (estão a + 5 horas do Brasil.)

E eu vou fazer o que dizem eles, "tratar da minha saúde." Um abraço da velha pra vocês.

Valeu pela dica mano do Eu Ovo

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Sexta-feira, 27 de Julho de 2007

The Hangman's Beautiful Daughter (maio 1968)

Senhores lacrimejantes de plantão: mais velharia pra vocês.

Fazer o quê? Sou saudosista e quero compartilhar meu saudosismo.

The Incredible String Band (ou ISB) é uma banda acústica escocesa que nos anos 60 formou uma base de fãs entre o movimento de contra-cultura britânico, além de serem considerados pioneiros no estilo psych folk.

O grupo foi formado em 1965 pelos músicos folk escoceses Robin Williamson, Mike Heron e Clive Palmer. Depois de uma carreira instável e trocas de formação nas décadas seguintes a ISB continua se apresentando no Reino Unido e ocasionalmente em shows internacionais.


The Hangman's Beautiful Daughter (maio 1968)
(download)
senha: lagrimapsicodelica

Este álbum é considerado por alguns críticos como um exemplo quintessencial da cultura hippie, com sua promoção de novas idéias como o vegetarianismo, vida em comunidade e misticismo oriental.

A arte da capa [cover art, né Edson] consiste de uma fotografia tirada no Natal de 1967, onde aparecem as crianças de Mary Stewart, um amigo de Robin Williamson e Nicky Walton com seu cachorro Leaf. O título do álbum foi mencionado na música European Oils pelo Destroyer [Destroyer's Rubies, de 2005: "When I'm at war I insist on a slaughter and getting it on with the hangman's daughter"].

O álbum foi um grande sucesso comercial, permanecendo por 27 semanas nas paradas da Inglaterra, chegando até o 5º lugar. Vendeu 800 mil cópias na época. Nos EE.UU o ISB permaneceu underground, embora o álbum tenha alcançado a posição 161 entre os 200 melhores da Billboard.

Acendamos o fogão à lenha, preparemos o chazinho de ervas, retiremos a viola do saco, façamos um roda e cantemos as coisas boas da vida...

Allman Brothers Band - parte IV

Mais 2 álbuns dessa M A R A V I L H O S A banda.

A repostagem dos que sumiram virá na semana que vem.



senha para todos os álbuns: lagrimapsicodelica


Primeiro post sobre o The Allman Brothers Band
Segundo post sobre o The Allman Brothers Band
Terceiro post sobre o The Allman Brothers Band



Grande abraço a todos!



Álbuns a venda no Amazon
Informações no Wikipedia
Site da Banda Allman Brothers Band
Meus posts anteriores Aqui
Dúvidas, reclamações e sugestões Aqui

VELVET REVOLVER-LIBERTAD(2007)


Acho que dessa banda não preciso falar nada, né não? É o último álbum dos caras e está tão bom quanto o primeiro. Não me surpreenderia que alguns o achassem até melhor. Quase levei meus vizinhos de escritório à loucura.
Roquenrou até a medula!
Esse post foi pra tirar um pouco do cheiro de naftalina.




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Nathaniel "Naydog" Mayer


Um dos papas da soul music.
Originário de Detroit, já em 1962 era sucesso com "Village of Love".
Se você curte soul e não conhece esse cara, então deve estar dançando torto.
Se for o caso, vamos endireitar isso um pouco:
eu disponibilizo o álbum gravado em 2004
e você acessa um dos links abaixo para saber mais sobre o cara.
Feito?

http://en.wikipedia.org/wiki/Nathaniel_Mayer
http://www.metrotimes.com/editorial/story.asp?id=5426



01. I wanna dance with you 3'28"
02. I found out 4'04"
03. Satisfied fool 3'52"
04. I'm in love 2'36"
05. Leave me alone 3'20"
06. You gotta work 3'22"
07. From now on 2'30"
08. Stick or lick it 3'51"
09. You are the one 4'33"
10. What's your name 3"56"

download
(senha: lagrimapsicodelica)

Homenagem a Apocalypse Now, de F.F.Coppola

“Este é o fim
Belo amigo
Este é o fim
Meu único amigo, o fim”


“Dos nossos planos elaborados, o fim
De tudo que permanece, o fim
Sem salvação ou surpresa, o fim
Eu nunca olharei em seus olhos outra vez”

“Voce pode imaginar como será?
Tão sem limites e livre
Precisando desesperadamente da mão de algum estranho...
Em uma terra de desespero”

“Perdido em uma imensidão Romana de dor
E todas as crianças estão insanas
Todas as crianças estão insanas
Esperando a chuva de verão...”

(The Doors)

“Toda hora acho que vou acordar de novo na selva...
Quando estava aqui queria estar em casa
Quando estava em casa só pensava em voltar para selva
Toda vez que olho ao redor as paredes se mexem,
Fechando-se mais e mais...”


“Todo mundo consegue o que quer.
Eu queria uma missão e pelos meus pecados
Me deram uma...
Era uma missão de primeira classe,
E depois dela ter terminado
Eu nunca mais iria querer outra...
Não há como contar a história do Coronel Walter E. Kurtz sem contar a minha
E se a história dele for realmente uma confissão...
A minha também é...”
'
Apresentar Apocalypse Now como um filme sobre a guerra do Vietnã diz muito pouco. Entre as várias descrições adicionais possíveis, pode-se dizer que ele trata de duas pessoas internamente em conflito e do seu encontro. Somos apresentados à primeira na clássica seqüência de abertura, em que se sobrepõem imagens de ataque com as de Willard (Martin Sheen), ainda em seu quarto. A história, porém, não está fundada em uma situação simples de "soldado traumatizado pela crueldade da guerra", em um elo trivial de causa-efeito, mas sim num campo em que a insanidade psicológica e a insanidade da guerra encontram correspondências entre si e alimentam uma à outra. Apocalypse Now é uma obra sobre o absurdo da guerra e as situações-limite que ela propicia, mas também sobre o absurdo e as situações-limite que estão potencialmente no espírito humano.
A guerra na selva do Vietnã exerce uma atração irresistível sobre Willard, em suas palavras:
- "Saigon... merda. Estou ainda em Saigon. Imagino sempre que vou acordar de volta na selva".
- "Todos conseguem o que querem. Eu queria uma missão e, por todos meus pecados, me deram uma".
Sua missão será eliminar Kurtz (Marlon Brando), militar americano insurgente que comanda um exército próprio com métodos "heterodoxos".
'
“Eu vi uma lesma andar ao longo do fio de uma navalha...
Esse é o meu sonho...
Esse é o meu pesadelo...
Andando...rastejando...
Ao longo do fio...de uma navalha...
E sobreviver...
O que você diz quando assassinos acusam o assassino?
Eles mentem, mentem e temos que ser misericordiosos com esses mentirosos...
Esses...pomposos...
Eu os odeio...eu realmente os odeio...”

O diretor dentro e fora de cena:

“Continue correndo, é para a televisão.
Não olhe para a câmera.
Apenas continue andando
Apenas passe como se estivesse lutando...”

Durante o longo e perigoso percurso de rio que deve fazer, Willard estuda as informações que o exército lhe deu sobre Kurtz, porém, reconhece, elas parecem torná-lo ainda mais misterioso. Paralelamente, o próprio Willard, que está quase sempre em cena e possui falas em off, não se deixa reduzir facilmente como personagem à nossa compreensão, mantendo-se enigmático. Ao encontrá-lo, Kurt lhe diz:
- "Eu esperava alguém como você".
Como filme de guerra, Apocalypse Now é também incomum por concentrar as cenas de ação mais grandiosas na parte inicial. Ao fim, a violência pode se dar por flechas e facões (mais propriamente machetes). É igualmente no início do filme em que estão mais presentes os planos de cena abertos e "solares". Mesmo assim, deve-se notar que exemplos de comportamento e fatos insanos são mostrados desde o começo, não dependendo do tom soturno que se seguirá. Basta lembrar da célebre fala, "eu adoro o cheiro de Napalm pela manhã.

Ao som de Cavalgada das Valquirias, de Wagner, o bombardeio à ilha vietnamita.



Robert Duvall como o Coronel Kilgore, líder da Cavalaria aérea Primeira da Nona
(escolta da missão até o rio Nung) e o soldado surfista Lance (Sam Bottons)
Entre bombardeios, observações sobre arrebentação das ondas...

“Sente esse cheiro?
É napalm, nada mais no mundo cheira assim.
Adoro o cheiro de Napalm pela manhã...
Algum dia esta guerra vai acabar...”


“Algum dia esta guerra vai acabar...”, diz o Kilgore...

“Os garotos do barco não se importariam.
Procuravam um jeito de voltar para casa.
O problema é que já voltei pra lá...
E sabia que esse lugar já não existia mais...
Se era assim que Kilgore lutava esta guerra,
Eu começava a me perguntar o que eles tinham contra o Kurtz.
Não era só insanidade e assassinato.
Disso havia de sobra para todos...”

“I can’t get no...satisfaction...”


“Nunca saia do barco”
pode ter certeza disso...
A não ser que você vá fundo...
O Kurtz “saiu do barco”...

“Quanto mais eu lia seu dossiê e começava a entender,
Mais eu o admirava...
Sua família e amigos não conseguiam entender.
Poderia ter sido general,
Mas decidiu ser ele mesmo...”

Nas cenas noturnas, o diretor Coppola utiliza-se muito do contraste entre luz e sombra. Vale aqui lembrar do título do livro de Joseph Conrad que serviu de insipiração a Apocalypse Now, O Coração das Trevas. Se o horror está presente desde o início do filme, o percurso de Willard a Kurtz parece levá-lo ao seu centro, à sua raiz. A proximidade desse centro obscuro é indicada também por cenas cheias de neblina e fumaça.
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Reconhecem?
Muitos o marcaram pelo seu personagem Morpheus, do filme Matrix...
Quando a produção de Apocalypse Now teve início em 1976,
ele possuía apenas 14 anos.
Por conta desse detalhe, precisou mentir sobre sua idade,
para que pudesse participar das filmagens...
Estamos falando do grande Lawrence Fishburn, aqui no papel de “Clean”.

“Essa foi uma forma que encontramos de conviver com nós mesmos:
nós os cortaríamos ao meio com uma metralhadora e daríamos um band-aid.
Era papo-furado...e quanto mais eu via, mais eu odiava
A merda era tanta no Vietnã, que você precisava de asas para ficar fora dela...”
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Em Apocalypse Now quase não se vê os vietcongues. Uma parte importante da tensão do filme se dá na relação entre os próprios soldados americanos. Considerando a relação destes com as mulheres, não seria de se esperar algo mais tranqüilo. Coppola inicialmente integra a figura feminina através da apresentação conturbada das playmates, alimentada e comprometida por um fetichismo agressivo.
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Ao som de Susie Q, as coelhinhas da Playboy se apresentam no meio da selva...

“Estamos orgulhosos de vocês, sabemos que tem sido difícil.
E como prova disso, estamos oferecendo entretenimento,
Que sabemos que vão gostar!”


“Não é de se estranhar que Kurtz tenha contestado o comando
A guerra estava sendo comandada por um bando de palhaços de 4 estrelas
Que iam acabar entregando o circo...”

Lance e a depressiva “coelhinha”, ótima cena excluída da primeira versão e relançada na Redux

A importante sequência com os franceses,
excluída da primeira versão de Apocalypse Now e
relançada na versão Redux.

“Sabe, quando viemos para cá não havia nada, nada...
Trouxemos a seringueira do Brasil e a plantamos aqui.
Construímos algo, algo do nada.
Quando me pergunta porque queremos ficar, capitão...
Queremos ficar porque é nosso.
Digo, nós lutamos por isso aqui.
Enquanto vocês americanos, estão lutando pelo maior nada da história.”


“...uma pequena história sobre Paris e
Pessoas morrendo de fome durante a guerra.
Elas estão em volta da mesa e existe um silêncio, quando dizemos:
“Um anjo está passando por aqui...”
Então alguém diz:
“Vamos comê-lo!”

Na versão redux, a história ganha um inesperado interlúdio em uma plantation francesa. Lá temos, em contraste, a presença sensual mas compreensiva de Roxanne (Aurore Clement). Suas cenas com Willard possuem uma luminosidade suave, única no filme, correspondente a esse tom acolhedor e também, deve-se acrescentar, ao uso de ópio pelos dois personagens.
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“Vocês estão cansados de guerra.
Posso ver isso em seu rosto.
Era a mesma expressão nos olhos dos soldados da nossa guerra
Nós os chamamos “les soldats perdus””
(Os soldados perdidos)

“Eu costumava preparar o cachimbo para meu marido...
Ele usava morfina para os ferimentos que sofreu em seu coração
Ficava furioso e chorava, meu “soldat perdu”...
E eu lhe dizia “Existem dois de você, não está vendo?”
“Um que mata e outro que ama”
E ele me disse:
“Não sei se sou um animal ou um deus...”

“Não está vendo? Existem dois de você...”
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Ao som da sinistra”Strange Voyage”, a viagem vai chegando ao seu fim...

“Havia cheiro de morte lenta...
de malária...
de pesadelo...
Era o fim do rio...”
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viajando no barco e no ácido...

“Parte de mim estava com medo do que encontraria e do que eu faria ao chegar lá.
Eu conhecia os riscos...
Ou imaginava que conhecia
Mas a coisa que eu mais sentia,
Mais forte do que o medo,
Era o desejo de confrontá-lo...”

“Todos aqui são filhos de Kurtz...”

Frederic Forrest, como o nervoso “Chef”

Dennis Hopper, o jornalista

“Você não fala com o coronel, você escuta.
É um guerreiro poeta no sentido clássico...”

“Se o tivesse ouvido...Iria dizer que era louco?”
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Willard vê em Kurtz alguém que foi muito longe, que rompeu com todos e depois rompeu consigo mesmo. Concentrando-se no título de Apocalypse Now e no título da música que está no seu começo e fim, The End, pode-se reconhecer como outro tema do filme o ponto crítico a partir do qual não há saída senão um fim absoluto: a morte na dimensão pessoal, a destruição completa na dimensão militar. Pode-se pensar que a natureza da loucura diz respeito à essa incapacidade de retorno, à intolerância com o que não seja extremo.
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“Já pensou na verdadeira liberdade?
Liberdade de opinião dos outros...
Até opiniões sobre você?”

“Assassinos acusando assassinos...”


“O horror tem um rosto
E você deve ficar amigo do horror.”

“Somos os homens ocos,
Os homens empalhados,
Juntos, cabeça cheia de palha. Eis-nos!
Nossas vozes dessecadas quando sussurramos juntos,
Silenciosas e insignificantes como o vento na relva seca...
Ou pés de ratos sobre cacos
Em nossa adega evaporada

Fôrma sem forma, sombra sem cor
Força paralisada, gesto sem vigor;

Aqueles que atravessaram
De olhos retos, para o outro reino da morte
Nos recordam - se o fazem - não como violentas
Almas danadas, mas apenas
Como os homens ocos
Os homens empalhados”

(T.S.Eliot)

“Você tem que ter homens morais
E ao mesmo tempo que podem utilizar seus instintos
Primordiais para matar
Sem emoção, sem paixão.
Sem julgar, sem julgar,
É o julgar que nos derrota.”

“Eu ia virar major por causa disto.
E nem pertencia mais ao exército deles...”





“Treinamos os jovens para atirar nas pessoas.
Mas seus comandantes não permitem que escrevam "foda" nos
seus aviões porque é obsceno”

“Querido filho,
Deixarei na sua mão contar para sua mãe o que quiser desta carta
Quanto às acusações contra mim,
Não estou preocupado.
Estou além da moralidade tímida e mentirosa deles,
Por isso estou além da preocupação.
Você tem toda a minha fé,
De seu pai que o ama,

W. Kurtz “


“ O horror...o horror...”

Francis Ford Coppola fala sobre o
“final alternativo”,
um dos extras da versão em dvd

“Quando passamos para a fase final da edição de Apocalypse Now e nos preparamos para o lançamento, começou a surgir muita polêmica em torno do filme. Já estava previsto. Era um filme muito misterioso para a imprensa, porque não tinham visto nada dele, mas acima de tudo foi levantada a questão de que haveria dois finais para Apocalypse Now, o que não era o caso.
Acho que o que deu essa impressão foi que quando você faz uma edição você testa suas opções, logo você passa o filme com várias opções. Uma das opções que testamos foi a explosão do complexo de Kurtz..

Havíamos construído uma estrutura formidável, mas não foi construída como uma estrutura permanente, e por lei era exigido que a retirássemos. Claro que pensamos, “vamos explodí-la e filmar. Podemos filmar com muitas câmeras. Poderíamos usar filme infravermelho e talvez consigamos tomadas interessantes e surrealistas.” Então, obrigados a remover o complexo, nos preparamos para explodí-lo. Precisaríamos de muitos explosivos, e teríamos muitas câmeras...essas tomadas poderiam ser usadas no filme.
O filme acabava com o Willard virando o novo Kurtz, e eu queria dar minha própria visão do futuro, de que uma vez que se supera a guerra, esse conflito extraordinário dos tempos modernos, talvez pudesse existir um futuro sem guerra. Eu queria que Willard largasse suas armas, e que os seguidores fizessem o mesmo. Ele pegaria o jovem Lance pela mão e o levaria a uma nova era. Por isso a idéia dele pedir um ataque aéreo, o qual mataria todas aquelas pessoas, parecia errada dada a mensagem que eu queria passar.
Mas tínhamos as tomadas.
'
“Quando o filme foi lançado, no formato original de 70 milímetros, não havia título nem créditos. O filme terminava, as pessoas recebiam um programa e fim. Mas antes do filme ser lançado em 35 milímetros, a idéia de distribuir programas não era mais viável, e acho que cometi o erro no final, em colocar os créditos com a sequência das explosões.
O surgimento dessas imagens no lançamento geral parece confirmar a idéia de que havia duas opções para o fim, e que as explosões do complexo de Kurtz realmente apoiavam a idéia de que havia outro fim mais bélico e apocalíptico, o que não era a minha intenção. E assim que percebi , na versão 35 milímetros, os créditos por cima das explosões apoiando essa visão, a tirei do mercado e criei uma sequência de créditos sobre um fundo preto, a qual você tem a opção de ver atualmente se selecionar “lançamento em filme”.
Novamente, quero lembrar que o filme não tinha créditos no formato original, somente um programa. Temos essa sequência surrealista do complexo do Kurtz voando pelos ares filmado com várias câmeras, em variados formatos.

Peço que a assistam como algo por si só, e certamente não como um fim alternativo...”


Direção: Francis Ford Coppola
Ano: 1979
País: EUA
Duração: 202 minutos aproximad.

Elenco:

O fundo preto com os créditos, citado por Coppola no texto acima
'
“Um dos filmes mais espetaculares de todos os tempos, que custou a Coppola quase quatro anos de trabalho, mais de 30 milhões de dólares, um colapso nervoso e a perda de vinte quilos durante as filmagens nas Filipinas. Livremente inspirado no romance O Coração das Trevas, de Joseph Conrad, mas transpondo a ação da África do final do século passado para o Vietnã de 1969, o filme conta uma história simples: o capitão Willard (Martin Sheen) tem a missão de encontrar e matar o coronel Kurtz (Marlon Brando), um oficial de carreira brilhante que aparentemente perdeu o juízo e se refugiou nas selvas do Camboja, onde comanda um exército fanático de nativos e desertores.
Mas, por trás da aparente simplicidade do enredo, Coppola realiza uma dilacerante reflexão sobre a ambigüidade moral do homem, servindo-se da guerra do Vietnã apenas como pretexto para construir o que ele mesmo chamou de "ópera-filme". Em sua longa jornada para dentro da selva, tendo como acompanhantes um punhado de garotos ensandecidos, Willard mergulha não apenas no horror da guerra, mas também e principalmente nas trevas da alma humana, e descobre que Kurtz não tanspôs somente a fronteira entre o Vietnã e o Camboja. Ele subverteu a linha divisória entre a razão e a loucura, a civilização e a barbárie, o bem e o mal.
Nessa descida aos infernos, Willard assiste estarrecido todos os absurdos possíveis: o bombardeiro de uma aldeia só para que o alucinado tenente-coronel Kilgore (Robert Duvall) pudesse surfar numa praia localizada em território sob o domínio vietcong; um show coelhinhas da Playboy em plena mata vietnamita, o incêndio de campos e florestas, etc; etc; etc.
"Muito da odisséia de fazer o filme era a imagem refletida da história que estávamos contando", diz Coppola. "Ninguém saiu ileso". De fato, as condições das filmagens eram tão duras que o ator Martin Sheen teve um enfarte, vários membros da equipe foram derrubados por doentes tropicais, outros tantos desistiram no meio do caminho. Só na seqüência do bombardeio da aldeia civil, foram mobilizadas 450 pessoas, entre técnicos, atores e extras, além de uma esquadra de helicópteros, uma pequena frota de barcos e mais de cem veículos de todos os tipos. Inúmeros sets tiveram de ser reconstituídos depois de arrasados pelas chuvas torrenciais nas matas filipinas. "Fizemos o filme da mesma forma que os americanos fizeram a guerra no Vietnã: havia dinheiro demais, excesso de equipamento, e pouco a pouco fomos enlouquecendo. Eu pensei que estava fazendo um filme de guerra e o filme acabou me fazendo", define o cineasta.
O resultado final é polêmico, mas sua grandeza é inesquecível. Marlon Brando declamando The Hollow Men (Os Homens Ocos), de T.S. Eliot, na penumbra de uma choça imunda, ficará por muito tempo como um dos momentos verdadeiramente grandes do cinema..” (José Geraldo Couto)
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Sobre o escritor de “Coração das Trevas”
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JOSEPH CONRAD (1857 -1924)

"Vivemos como sonhamos - sozinhos" (O Coração das Trevas)

“O objetivo que tento atingir, pelo poder da palavra escrita, é fazer você escutar, fazer você sentir e acima de tudo, fazer você ver. Isto, e nada mais, é tudo”. Palavras de Joseph Conrad, talvez um dos mais vicerais escritores que a literatura ocidental já produziu. Jósef Teodor Konrad Korzeniowski nasceu em 1857, na cidade de Berdichev, na Ucrânia, uma região que foi parte da Polônia mas na época estava sobre controle russo.
Seu pai, Apollo Korzeniowksi, poeta e tradutor de literatura francesa e inglesa, criava o garoto num ambiente efervescente, num país onde se falavam quatro línguas, havia quatro religiões e diferentes classes sociais em combate. Por serem szlachta, uma classe herditária abaixo da aristocracia que possuia qualidades de nobreza, seu pai detinha um enorme poder político.
Porém, em 1861, envolvido em um movimento contra o domínio Czarista, Apollo teve que se exilar em Volgoda, norte da Rússia, junto com sua família. Foram sustentados pela Igreja Católica, o jovem Joseph contraiu pneumonia e sua mãe faleceu em 1865, de tuberculose. Tragédias singulares em menos de dez anos de vida.
Apollo criou o garoto com trabalhos de Dickens, Fenimore Cooper e do Capitão Marryat. Em 1869, seu pai também morreu de tuberculose. Conrad vai então para a Suíça, abrigado com seu tio materno, Tadeusz Bobrowski, que o influenciou definitivamente. Ele volta à Polônia e frequenta escolas em Cracóvia, criando tantos problemas até que seu tio o permitisse tentar a vida de marinheiro. Bem visto em vários círculos, acabou sendo dominado por seus amigos boêmios, que o introduziram à ópera, ao drama e ao teatro.
Mas a vida marítima o chamava. Consegui se tornar um observador em alguns barcos. E todo este pano de fundo se tornaram essenciais em suas obras futuras. Na metade da década de 1870, ele se juntou à Marinha Mercante da França como aprendiz e fez três viagens às Índias Ocidentais entre 1875 e 1878. Tudo isto para evitar ter que se juntar ao Exército Russo. Também se envolveu em contrabando de armas para a Espanha, que quase acabou em tragédia, com Conrad tentando o suicídio e não obteve êxito.
Seu tio o encorajou a entrar para a marinha Mercante Britânica e conseguir a cidadania inglesa. E durante dezesseis anos ficou nos barcos da Rainha. Em 1886 era o comandante de um navio. No mesmo ano conseguiu a cidadania britânica. Em 1889 perdeu o direito de ser russo e assim pode visitar a Polônia novamente. E mudou seu nome para Joseph Conrad.
Em 1890 foi contratado como capitão de um navio que iria atravessar o Congo, onde padeceu de malária e desinteria. Esta experiência foi fundamental para o livro “O Coração das Trevas”, de 1902. Sua fúria e condenação do colonialismo foi brutal. Em 1894 abandonou o mar definitivamente. E decidiu se dedicar à literatura. Aos 36 anos se estabeleceu definitivamente na Inglaterra.
Em 1895 publicou Almayer`s Folly, trabalho que consumiu cinco de seus anos. Seguiu-se An Outcast of the Islands, 1896, The Nigger of the Narcissus, Lord Jim, Youth. Ainda em 1896, casou-se com Jessie George e mudou-se para Kent. Nostromo surge em 1904, um romance que explora a vunerabilidade e corrupção humana. Under Western Eyes, de 1911, é considerado seu melhor livro, estilo Dostoievski. Ao término deste livro, Conrad sofre de um colapso nervoso. Conrad também aventurou-se na dramaturgia mas suas peças eram um fracasso de público e rejeitado pela crítica. Em 1919 é aclamado como escritor. Sofrendo de reumatismo, no dia 3 de Agosto de 1924, Joseph Conrad sofre um ataque cardíaco fulminante e faleceu. Seus restos mortais foram depositados em Canterbury. Porém sua influência na literatura do século 20 é essencial. F. Scott Fitzgerald assumiu que Nick-Carraway-Jay Gatsby foram moldados a forma do relacionamento de Marlow e Kurtz. Ernest Hemingway não escondeu sua admiração por Conrad além de Arthur Koestler, T.S. Eliot, Marcel Proust, André Malraux, Louis-Ferdiand Céline, Jean-Paul Sartre e Graham Greene. (Artigo de Danilo Corci)
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“O horror! O horror!" Estas palavras, as últimas do personagem Kurtz, têm confundido e fascinado os leitores desde a primeira publicação de O Coração das Trevas (Heart of Darkness), de Joseph Conrad, em 1902.
Numa narrativa baseada na idéia de contraste (luz versus escuridão, branco versus negro, civilizado versus selvagem, etc.) e interpenetração de opostos (por exemplo, sempre que aparece um elemento branco ele está cercado de negro, e vice-versa), o livro é ao mesmo tempo provocante e perturbador, atraindo e incomodando em doses iguais.
É o mesmo narrador de Lord Jim, outro livro de Conrad, Charlie Marlow, espécie de alterego do autor, que nos conta (por figura interposta, já que existe uma história dentro da história) sua estranha aventura em O Coração das Trevas. Na verdade, o próprio Conrad fez uma viagem muito semelhante à de Marlow, subindo o Rio Congo num barco a vapor.
Marlow faz a viagem em busca de Kurtz, um comerciante de marfim que se teria deixado influenciar demasiadamente pela magia do continente negro e sucumbido aos instintos selvagens. A história pessoal de Kurtz simboliza a trajetória do europeu civilizado em contato com o primitivo continente africano. No início, ele representa toda a cultura do homem branco, sendo ao mesmo tempo poeta, músico, político, comerciante, um polivalente homem da renascença. Ao final de sua trajetória, porém, já cometeu os mais diversos crimes contra a sociedade civil, que para ele já não faz sentido, e acaba por permitir um crime contra a religião cristã, o de ser adorarado ele mesmo como um deus.
Marlow e Kurtz são quase como uma só pessoa, duas faces do mesmo ser separadas por um mundo de possibilidades. Marlow é o que Kurtz poderia ter sido, Kurtz é o que Marlow poderia vir a ser. Em sua viagem rio acima, enquanto Kurtz não passa de uma figura mítica formulada em descrições divergentes de outros personagens, Marlow se afasta, aos poucos, física e mentalmente, do mundo dos brancos, retratado como brutal, e adentra a escuridão da selva, símbolo da realidade e da verdade. Mas também esta simbologia é ambígua, e por vezes não sabemos (nem nós leitores, nem o próprio Marlow) de que lado está a virtude ou onde reside a verdadeira escuridão.
O Coração das Trevas já foi interpretado de diversas formas. Numa leitura historicista, pode ser considerado uma dura crítica ao colonialismo. Ou, numa visão psicológica, pode ser encarado como uma jornada pesadelo adentro, ou mesmo um esbarrão com a própria loucura, da qual Marlow escapa mas não Kurtz. Ou, para o antropólogo ou sociólogo, o livro pode ser um debate sobre o contraste entre civilização e selvageria. Ou ainda pode ser visto como uma reflexão moral sobre o bem e o mal, que parecem ser os pontos centrais da trama. Como tão poucas páginas podem conter tanta coisa?
Um aspecto algumas vezes enervante de O Coração das Trevas (mas talvez seja exatamente o que gera seu encanto) é a forma como Conrad deixa o próprio leitor na escuridão. As trevas são sempre mencionadas mas nunca definidas, o horror balbuciado por Kurtz nunca chega a ser explicado, tudo é calculado para que o mistério se perpetue. Ser explícito, como o próprio Conrad escreveu anos mais tarde, é fatal para o fascínio de qualquer obra artística, roubando a sugestividade e destruindo a ilusão.
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Apocalypse Now: Original Motion Picture Soundtrack
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Disc 1

1 The End (4:15)
2 Saigon (Narration and Dialogue) (1:38)
3 The End (Pt. 2) (1:37)
4 Terminate (Narration and Dialogue) (5:44)
5 Delta (2:38)
6 P.B.R. (Narration and Dialogue) (2:02)
7 Dossier #I (1:51)
8 Colonel Kilgore (Narration and Dialogue) (5:43)
9 Orange Light (2:15)
10 Ride of the Valkyries Vienna Philharmonic Orchestra (2:00)
11 Napalm in the Morning (Dialogue) (:55)
12 Pre-Tiger (4:50)
13 Dossier #II (1:51)
14 Susie-Q (4:26)
15 1 (3:07)
16 75 Klicks (Dialogue) (1:09)
17 Nung River (3:10)

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Disc 2

1 Do Lung Bridge (9:37)
2 Letters from Home (2:39)
3 Clean's Death (3:10)
4 Chief's Death/Strange Voyage (4:16)
5 Strange Voyage (4:16)
6 Kurtz' Compound (Dialogue) (2:18)
7 Willard's Capture (1:18)
8 Errand Boy (Dialogue) (2:04)
9 Chef's Head (2:04)
10 Hollow Men (1:09)
11 Horror (Dialogue) (5:42)
12 Even the Jungle Wanted Him Dead (Dialogue) (1:01)
13 The End (3:14)

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Sobre o compositor
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“Carmine Coppola, elaborou grandes obras além de partes da trilha de Apocalypse Now.
A morte do compositor e regente, no dia 26 de abril 1991, em Los Angeles, de apoplexia, aos 80 anos, fez com que a edição da trilha sonora de "O poderoso chefão - III" (Sony music, março/91) adquirisse ainda maior interesse, à época em que foi lançada. Afinal, esta foi a última soundtrack que o veterano maestro-compositor, pai do diretor Francis, criou e regeu. Se na primeira parte, há 19 anos, Carmine teve a felicidade de ter a colaboração de um dos maiores compositores da música do cinema, Nino Rotta (conhecido por sua parceria com o diretor Fellini) - falecido em 1979 - o que por certo ajudou ao trabalho merecer o Oscar, nas duas seqüências (a segunda foi em 1974), Carmine teve que remexer o caldeirão e trabalhar sozinho.
No episódio dirigido por Coppola para "Contos de Nova York" (1989), além da trilha sonora, Carmine fez uma ponta - justamente no papel de um idoso flautista.
Sua contribuição à música de cinema não ficou apenas nos filmes do ilustre filho. Tendo estudado flauta e composição na escola de música Jilliard, em Nova York, foi músico da sinfônica de Detroit e, mais tarde, tocou sob a regência de Toscanini na sinfônica da NBC.
Dirigiu comédias musicais na Broadway ("Kismet" e "Oen upon a maitress") e seu primeiro trabalho no cinema foi "A caminho do arco íris", (Finninan's rainbow), musical dirigido por Francis, com Fred Astaire e Petulia Clark.
Um de seus trabalhos mais importantes foi criar uma trilha sonora original para "Napoleon", que Abel Gance (1889-1981) realizou em 1925, que Francis reconstituiu e levou ao Rádio City Music Hall, em projeções com as três visões simultâneas, concebidas pelo genial realizador. Agora, quando num evento promovido pela Prefeitura de Niterói, pela primeira vez esta projeção tríplice aconteceu no Brasil, Carmine estava acertado para reger a Orquestra da Universidade Federal Fluminense, nos dias 20 e 21 de abril de 1991. Como teve o derrame, foi substituído pelo seu assistente, o maestro Paul Bogaev. No Estádio Caio Martins, na Capital fluminense, mais de 4 mil pessoas assistiram a versão restaurada de "Napoleon", com a música ao vivo pela grande orquestra (há 12 anos, a trilha já havia sido editada em lp nos Estados Unidos).”


Hospedagem, imagens/manipulação, transcrições das falas, etc, etc: Neide

Fusão de informações encontradas em:

Angulo Cinema
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Dedicado a mim, Neide, e ao incrível momento
em que descobri este filme,
há 18 anos atrás...


Quinta-feira, 26 de Julho de 2007

Delta 5

Link: Gardenal
Postagem: Johnny F


Singles & Sessions 1979-1981

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Download Alternativo

Quase que era vc, mano Delta 9...

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Guitar Battle

Hospedagem, Texto e Montagem: Fireball


Esse á mais um daqueles discos que uns adoram e outros odeiam.
Juntaram, num mesmo projeto, 8 feras da guitarra para tocarem: Al Pitrelli (Savatage, Megadeth), John Petrucci (Dream Theater), Steve Morse (Deep Purple), Reb Beach (Whitesnake), Brad Gillis (Ozzy Osbourne), George Lynch (Dokken), Andy Timmons (Danger Danger) e Michael Lee Firkins.
O tracklist de apenas 6 músicas é composto basicamente de regravações de clássicos do rock, mas também sobra espaço para uma inusitada versão de "Purple Rain" do Prince, que acabou se tornando uma das melhores do álbum.
Sempre vai ficar aquela discussão entre os que veneram a técnica dos músicos e os que julgam tudo isso apenas "masturbação" a auto-indulgência.
Se não me engano, o cd saiu apenas no Japão e, portanto, não é dos mais fáceis de serem encontrados.

1- Train Kept a Rollin’
featuring: Al Pitrelli, George Lynch, Michael Lee Firkins, Reb Beach and Steve Morse

2- Something
featuring: Al Pitrelli, Brad Gillis, John Petrucci, Michael Lee Firkins, Reb Beach and Steve Morse

3- Memphis
featuring: Al Pitrelli, Andy Timmons, Brad Gillis, Michael Lee Firkins and Steve Morse

4- Purple Rain
featuring: Al Pitrelli, Andy Timmons, Brad Gillis and John Petrucci

5- Mambo King
featuring: Al Pitrelli, Andy Timmons, Brad Gillis and Reb Beach

6- Birdland
featuring: Al Pitrelli, George Lynch, John Petrucci, Michael Lee Firkins and Reb Beach

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The Bonzo Dog Doo-Dah Band

Uma banda de rock-psicodelico-non-sense à la Monty Python e The Rutles (paródia dos Beatles).
O som dos caras, para quem não conhece, é vaudeville, jazz, e rock de muito boa qualidade. Inegável a semelhança com o "Freak-Out" e seguintes de Zappa and the Mothers.

A baderna e gozação é geral e de bom gosto, lembrando muito algumas faixas dos Beatles em White Album e Abbey Road

No filme Magical Mistery Tour, além das músicas dos Beatles, participam com número musical, os membros da banda Bonzo Dog Doo Dah Band que cantam a música "Death Cab for Cutie" durante a sessão de strip-tease, protagonizada pela stripper Jan Carson (veja o vídeo). A banda Death Cab tirou seu nome dessa música.




Gorilla
(senha: lagrimapsicodelica)
  1. "Cool Brittannia" - 1:00
  2. "The Equestrian Statue" - 2:49
  3. "Jollity Farm" - 2:29
  4. "I Left My Heart in San Francisco" - 1:04
  5. "Look Out There's a Monster Coming" - 2:55
  6. "Jazz (Delicious Hot, Disgusting Cold)" - 3:11
  7. "Death Cab for Cutie" - 2:56
  8. "Narcissus" - 0:27
  9. "The Intro and the Outro" - 3:04
  10. "Mickey's Son and Daughter" - 2:43
  11. "Big Shot" - 3:31
  12. "Music for the Head Ballet" - 1:45
  13. "Piggy Bank Love" - 3:04
  14. "I'm Bored" - 3:06
  15. "The Sound of Music" - 1:21

vídeo: Love is a cilindrical piano
vídeo: New Faces 1966

Alguns dizem que a frase "Cool Britannia, Britannia you are cool", teria surgido com essa banda. No entanto vemos o John Lennon já zoando com essa música no filme A Hard Day's Night, na cena em que ele está na banheira brincando com um barquinho (aliás, se alguém puder me informar com segurança qual é a música, agradeço. Parece ser um hino inglês, talvez da marinha, sei lá...)

A seguir trechos da declamação, ou melhor, da apresentação dos músicos que estão tocando na faixa "The Intro and The Outro":

Hi there, nice to be with you, happy you could stick around.
Like to introduce "Legs" Larry Smith, drums.
And Sam Spoons, rhythm pole.
And Vernon Dudley Bohay-Nowell, bass guitar.
And Neil Innes, piano [que posteriormente interpretaria no The Rutles o personagem caricato baseado em John Lennon].
Come in Rodney Slater alto saxophone.
With Roger Ruskin Spear on tenor sax.
I, Vivian Stanshall, trumpet. [Stanshall é o narrador nesta faixa]

Depois segue incluindo vários improváveis membros tais como:

Big hello to big John Wayne, xylophone.
And Robert Morley, guitar.
Billy Butlin, spoons.
Looking very relaxed Adolf Hitler on vibes. Nice.
Princess Anne on sousaphone. Mmm.
Introducing Liberacce on clarinete.

Entre outros, incluindo

Eric Clapton on ukulele [atualmente sabe-se que era Clapton no Ukalele],
And specially flown in for us, the session's gorilla on vox humana. [alto e feio urro]
Nice to see Incredible Shrinking Man on euphonium.
Drop out with Peter Scott on duck call. [som de um pato]
Hearing from you later, Casanova on horn.
Count Basie Orchestra on triangle. [Soa uma única nota] Thank you.
Yeah! Digging General de Gaulle on accordion. [breve solo de acordeon] Really wild, General! Thank you, sir.
Roy Rogers on Trigger [som de líquido derramando].
We welcome Val Doonican as himself. [Vozes irlandezas repetem "Hello there"].

A faixa termina com uma menção de "J. Arthur Rank on gong". Incrível: esta faixa foi gravada num gravador de quatro pistas.

Bem depois Stanshall narrou a introdução para o primeiro álbum instrumental de Mike Oldfield, Tubular Bells, que faz lembrar o estilo de "The Intro and The Outro", mas sem as menções absurdas.

Destaque especial para a maravilhosa versão de "I left my heart in San Francisco", de Douglass Cross e George Cory, enorme sucesso lançado por Tony Bennett em 1962 (apesar de composta em 1954). Sabiam que ela foi adotada como hino oficial pela Prefeitura da Cidade de São Francisco? E ainda o comecinho baião de musica "Look Out There's a Monster Coming".


Quarta-feira, 25 de Julho de 2007

Slade - Discografia

Montagem: Mr Bad Guy

1969 - Beginnings
1970 - Play It Loud
1972 - Slade Alive!
1972 - Slayed
1973 - Sladest
1974 - Old New Borrowed and Blue
1974 - Slade in Flame
1975 - Live in London/New Victoria Theatre (Bootleg)
1976 - Nobody's Fools
1977 - Whatever Happened to Slade
1978 - Slade Alive Vol. 2
1979 - Return to Base
1981 - Till Deaf Do Us Part
1981- We'll Bring the House Dawn
1982 - Slade On Stage
1983 - The Amazing Kamikaze Syndrome
1984 - Keep Your Hands Off My Power Supply
1985 - Rogues Gallery
1987 - You Boyz Make Big Noize
1994 - Keep on Rockin!
2002 - Cum On Let's Party


Beginnings

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01. Genesis
02. Everybody's Next One
03. Knocking Nails Into My House
04. Roach Daddy
05. Ain't Got No Heart
06. Pity The Mother
07. Mad Dog Cole
08. Fly Me High
09. If This World Were Mine
10. Martha My Dear
11. Born To Be Wild
12. Journey To The Centre Of Your Mind



Play It Loud

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01. Raven
02. See Us Here
03. Dapple Rose
04. Could I
05. One Way Hotel
06. Shape Of Things To Come
07. Know Who You Are
08. I Remember
09. Pouk Hill
10. Angelina
11. Dirty Joker
12. Sweet Box



Alive !

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01. Hear Me Calling Listen
02. In Like A Shot From My Gun Listen
03. Darling Be Home Soon Listen
04. Know Who You Are Listen
05. Keep On Rockin' Listen
06. Get Down And Get With It Listen
07. Born To Be Wild



Slayed ?

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01. How D'you Ride
02. Whole World's Goin' Crazee
03. Look At Last Nite
04. I Won't Let It 'Appen Agen
05. Move Over
06. Gudbuy T' Jane
07. Gudbuy Gudbuy
08. Mama Weer All Crazee Now
09. I Don' Mind
10. Let The Good Times Roll/Feel So Fine



Sladest

01. Cum On Feel The Noize
02. Look Wot You Dun
03. Gudbuy T' Jane
04. One Way Hotel
05. Skweeze Me, Pleeze Me
06. Pouk Hill
07. The Shape Of Things To Come
08. Take Me Bak 'Ome
09. Coz I Luv You
10. Wild Winds Are Blowin'
11. Know Who You Are
12. Get Down And Get With It
13. Look At Last Nite
14. Mama Weer All Crazee Now



Old New Borrowed and Blue

01. Just (Want) A Little Bit
02. When The Lights Are Out
03. My Town
04. Find Yourself A Rainbow
05. Miles Out To Sea
06. We're Really Gonna To Raise The Roof
07. Do We Still Do It
08. How Can It Be
09. Don't Blame Me
10. My Friend Stan
11. Everyday
12. Good Time Gals



Slade in Flame

01. How Does It Feel
02. Them Kinda Monkeys Can't Swing
03. So Far So Good
04. Summer Song (Wishing You Were Here)
05. O.K. Yesterday Was Yesterday
06. Far Far Away
07. This Girl
08. Lay It Down
09. Heaven Knows
10. Standin' On The Corner



Live in London

01. Them Kinda Monkeys Can't Swing
02. The Bangin' Man
03. Gudbuy T'Jane
04. Far Far Away
05. Thanks For The Memory
06. How Does It Feel?
07. Just Want A Little Bit
08. Everyday
09. Ok Yesterday Was Yesterday
10. Raining In My Champagne
11. Let The Good Times Roll
12. Mama Weer All Crazee Now



Nobody's Fools

01. Nobody's Fool
2. Do The Dirty
3. Let's Call It Quits
4. Pack Up Your Troubles
5. In For A Penny
6. Get On Up
7. L. A. Jinx
8. Did Your Mama Ever Tell Ya
9. Scratch My Back
10. I'm A Talker
11. All The World Is A Stage



Whatever Happened to Slade

01. Be
2. Lightning Never Strikes Twice
3. Gypsy Roadhog
4. Dogs Of Vengeance
5. When Fantasy Calls
6. One Eyed Jacks With Moustaches
7. Big Apple Blues
8. Dead Men Tell No Tales
9. She's Got The Lot
10. It Ain't Love But It Ain't Bad
11. The Soul, The Roll And The Motion



Slade Alive Vol. 2

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01. Get On Up
02. Take Me Bak 'ome
03. My Baby Left Me
04. Be
05. Mama Weer All Crazee Now
06. Burning In The Heat of Love
07. Everyday
08. Gudbuy T'Jane
09. On Eyed Jacks With Moustaches
10. C'mon Feel The Noize



Return to Base

01. Wheels Ain't Coming Down
02. Hold On To Your Hats
03. Chakeeta
04. Don't Waste Your Time (Back Seat Star)
05. Sign Of The Times
06. I'm A Rocker
07. Nuts Bolts And Screws
08. My Baby's Got It
09. I'm Mad
10. Lemme Love Into Ya
11. Ginny, Ginny



Till Deaf Do Us Part

01. Rock and Roll Preacher (Hallelujah I'm on Fire)
02. Lock Up Your Daughters
03. Till Deaf Do Us Part
04. Ruby Red
05. She Brings out the Devil in Me
06. Night to Remember
07. M'Hat M'Coat
08. It's Your Body Not Your Mind
09. Let the Rock Roll out of Control
10. That Was No Lady That Was My Wife
11. Knuckle Sandwich Nancy
12. Till Deaf Resurrected



We'll Bring the House Dawn

01. We'll Bring the House Down
02. Night Starvation
03. Wheels ain't Coming Down
04. Hold on to Your Hats
05. When I'm Dancing I Ain't Fightin'
06. Dizzy Mamma
07. Nuts Bolts and Screws
08. My Baby's Got It
09. Lemme Love Inyo Ya
10. I'm a Rocker



Slade On Stage

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01. Rock & Roll Preacher
02. When I'm Dancin' I Ain't Fightin'
03. Take Me Back 'Ome
04. Everyday
05. Lock up Your Daughters
06. We'll Bring the House Down
07. Night to Remember
08. Gudbye T' Jane
09. Mama Weer All Crazee Now
10. You'll Never Walk Alone



The Amazing Kamikaze Syndrome

01. Slam The Hammer Down
02. In The Dog House
03. Run Runaway
04. High And Dry
05. My Oh My
06. Cocky Rock Boys (Rule Ok)
07. Ready To Explode. The Warm Up. The Grid. The Race. The Dream
08. (And Now The Waltz) C'est La Vie
09. Cheap 'N' Nasty Luv
10. Razzle Dazzle Man



Keep Your Hands Off My Power Supply

01. Run Runaway
02. My Oh My
03. High and Dry
04. Slam the Hammer Down
05. In the Doghouse
06. Keep Your Hands off My Power Supply
07. Cheap 'N' Nasty Luv
08. Can't Tame a Hurricane
09. (And Now the Waltz) C'Est la Vie
10. Ready to Explode
11. Radio Wall of Sound
12. Universe



Rogues Gallery

01. Hey Ho Wish You Well
02. Little Sheila
03. Harmony
04. Myzsterious Mizster Jones
05. Walking on Water, Running on Alcohol
06. 7 Year Bitch
07. I'll Be There
08. I Win, You Lose
09. Time to Rock
10. All Join Hands



You Boyz Make Big Noize

01. Love Is Like a Rock
02. That's What Friends Are For
03. Still the Same
04. Fools Go Crazy
05. She's Heavy
06. We Won't Give In
07. Won't You Rock with Me
08. Ooh La La in L.A.
09. Me and the Boys
10. Sing Shout (Knock Yourself Out)
11. Roaring Silence



Keep on Rockin!

01. I Hear Ya Callin'
02. Hot Luv
03. Do You Want Me
04. Black and White World
05. Miracle
06. Cum on Let's Party
07. Johnny Played the Guitar
08. Howlin' Wind
09. Red Hot
10. Dirty Foot Lane
11. Merry Xmas Now!



Cum On Let's Party

01. Cum On Let's Party
02. Johnny Played The Guitar
03. Run Run Rudolph
04. Merry Xmas Now!
05. Black & White World
06. Hold On To Love
07. Take Me Home
08. Wild Nites
09. I Hear Ya Callin'
10. Red Hot
11. Some Exercise


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Allman Brothers Band - parte III

Então...

Desejo que o incólume órgão copulador do infeliz que denunciou a postagem anterior retraia-se todo e lhe adentre o próprio e fétido orifício exterior do reto.

Mais 3 álbuns dessa M A R A V I L H O S A banda.

Corrigindo também a primeira postagem, onde aparece apenas algumas músicas do álbum de 1976... vai o link pras últimas músicas.



1992 - Live Unplugged Los Angeles
download parte 1
download parte 2


1993 - Hittin' the Note
download parte 1
download parte 2
download parte 3



1994 - Where It All Begins
download parte 1
download parte 2



1976 - Wipe The Windows, Check The Oil, Dollar Gas
download (somente a parte 2)




senha para todos os álbuns: lagrimapsicodelica


Post anterior sobre o The Allman Brothers Band
Segundo post sobre o The Allman Brothers Band



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BEGGAR'S OPERA-PATHFINDER(1972)


A Escócia foi sempre um generoso manancial de excelentes bandas e músicos, principalmente no gênero blues/hard. O Beggars Opera, fugindo a esta tendência, decidiu-se pelo prog com uma grande influência de psych e, capitaneado por Martin Griffith(vocal) e Alan Park(Hammond B3/piano), contou ainda com Ricky Gardiner(guitarras/vocal), Gordon Sellar(baixo/vocal) e Ray Wilson(bateria). Posteriormente, Virginia Scott juntou-se à tropa pilotando teclados. O primeiro trabalho, influenciado por bandas da linha Collosseum, foi 'Act One'(70) recheado de referências eruditas e que obteve uma excelente resposta por parte do público prog. Neste mesmo ano lançam o single 'Sarabande', que torna-se um dos clássicos da banda, fornecendo suporte ao lançamento de 'Waters Of Change', para muitos seu melhor trabalho.
A esta altura o respeito no fechado meio prog havia sido consolidado e, já no ano seguinte, lançam este 'Pathfinder'. A despeito de seu antecessor ser um grande álbum, tenho uma enorme predileção por este, em parte pela excelente qualidade das composições, outro tanto pelos arranjos concisos e de gosto a qualquer prova e também pelo estupendo cover do clássico 'McArthur Park', imortalizado por Richard Harris e já inúmeras vezes 'assassinado' -até mesmo por Donna Summer. Mas o principal motivo talvez seja o de não parecerem prepontentes demonstrando um potencial pop antes somente insinuado.
Lançaram com esta formação mais um álbum, o irregular 'Get Your Dog Off Me'(73), quando uma debandada generalizada é deflagrada sobrando apenas Sellar e Scott, que ainda conseguem lançar mais dois trabalhos com este nome até seu fim definitivo.

PATHFINDER



8

Terça-feira, 24 de Julho de 2007

Só pra dar as caras...

E aí, meus amigos?

Putz! Quanto tempo não dou as caras por aqui desde minha última postagem!!! Caras! Como o tempo voa! E voa bem, sem acidentes, à velocidade do trem da juventude (que, quando vai olhar, já passou)! Daqui a menos de três semanas, estarei enfrentando aquele concurso de que tanto falei, lembram-se?

Aliás! Lembram-se de mim??? Mutumutum; dono do blog mais badalado do pedaço (putz!), o cara das listas, curtidor de hard rock farofa, rock instrumental e algumas velharias! Como vão os amigos? E aí, mano Jhonny F? Como vai, JH II? Tudo bem por aí, mano Et? Olá, amigas Neide e Alê!!! Pow! Não creio: mano Delta9 resgatado?!?! Boa notícia... o/

É, minha gente! Como o tempo passa... Meu concurso cairá num domingão, no dia 12 de agosto! Tenho estudado razoavelmente bem, fazendo cursinho à noite. Não é uma vida muito divertida não! Eu garanto! Não vejo a hora de voltar a postar regularmente por aqui, e escrever mais porcarias no meu blog; além (claro!) de voltar às atividades pirateiras, baixando mp3 feito louco pra recuperar o tempo perdido (hehehe)

_ Pow! Mas você veio aqui pra disponibilizar MP3 pra gente, ou pra ficar falando m*** por aqui???” – As duas coisas, meus hermanos; as duas coisas. E como já falei as merdas, vou para os discos.

Saindo um pouco do estilão rock n’ roll, e migrando mais pro lado pop, rock industrial, ou seja lá qual for o rótulo que quiserem dar ao estilo, vou postar umas coletâneas oficiais que encontrei boiando na net, de artistas que tanto curtia nos anos 80. Putz! Amo os anos 80. Até postagem a respeito já fiz!

Só uma pequena ressalva: os links que ora vos disponibilizo NÃO são meus. Sim! Catei tudo da net (mas estão todos ativos, ok?). Mas como não sou um cara chupim (pelo menos, não assim... na cara dura), indicarei os sites onde os encontrei. São poucos discos... mas são os que deu pra disponibilizar, por ora.

Lá vai:

ROXETTE - Collection of Roxette Hits: Their 20 Greatest Songs
Essa banda é FANTÁSTICA, meus hermanos! Daquelas que a gente olha o nome, torce o nariz, acha que vai ser um saco… mas, quando escuta as músicas, se surpreende!!! Alguém se lembra de “The Look”, “Spending My Time”, “How Do You Do” e “It Must Have Been Love”??? Não?!?! Pois digo: lembra SIM! São músicas do tipo: “putz! Conheço essa… mas nem me lembrava que era dessa banda!”. Baixem este CD, galerinha! Garanto que vão curtir. Se não curtirem, corto um dedo fora… do mano Delta9 (hehehehe). Brincadeirinha, mano Delta o/
1. One Wish
2. The Look
3. Dressed For Success
4. Listen To Your Heart
5. Dangerous
6. It Must Have Been Love
7. Joyride
8. Fading Like A Flower (Every Time You Leave)
9. Spending My Time
10. How Do You Do!
11. Almost Unreal
12. Sleeping In My Car
13. Crash! Boom! Bang!
14. Run To You
15. Wish I Could Fly
16. Stars
17. The Center Of The Heart
18. Milk And Toast And Honey
19. A Thing About You
20. Reveal

DOWNLOAD
CRÉDITOS: http://limaxmp3.blogspot.com/2007/07/roxette-collection-of-roxette-hits.html
.

SIMPLY RED - Greatest Hits
1. Holding Back The Years
2. Money's Too Tight To Mention
3. The Right Thing
4. It's Only Love
5. A New Flame
6. You've Got It
7. If You Don't Know Me By Now
8. Stars
9. Something Got Me Started
10. Thrill Me
11. Your Mirror
12. For Your Babies
13. So Beautiful
14. Angel
15. Fairground

DOWNLOAD
CRÉDITOS: http://musicgratis.blogspot.com/2007/07/pedido-simply-red-greatest-hits.html

.

THE POLICE - Greatest Hits
1. Roxanne
2. Can't Stand Losing You
3. So Lonely
4. Message in a Bottle
5. Walking On The Moon
6. The Bed's Too Big Without You
7. Don't Stand So Close To Me
8. De Do Do Do, De Da Da Da
9. Every Little Thing She Does Is Magic
10. Invisible Sun
11. Spirits In The Material World
12. Synchronicity II
13. Every Breath You Take
14. King Of Pain
15. Wrapped Around Your Finger
16. Tea In The Sahara.
DOWNLOAD
CRÉDITO: http://hugoteacher.blogspot.com/2007/05/fora-total.html


É isso aí, meus hermanos! Não é que o tempo voou de novo?!?! Putz! Fiquei quase meia hora nesta postagem! Tenho que correr, estudar e trampar um pouco. Deixo-vos, por ora!

Aliás, que tal desejarem-me sorte neste concursinho que tanto me aflige. Comentem alguma coisa aí! Torçam por mim aí, onde estiverem. Não que isso faça alguma diferença, mas me anima; pow! Escrevam alguma coisa legal aí pra mim, no COMENTÁRIOS. Sei lá: digam coisas do tipo: “aê cara! Tô aqui, torcendo muito pelo seu sucesso”, ou “vai, meu mano! Você consegue”... ou, simplesmente, me mandem àquele lugar, por que isso não é postagem que se faça... mas comentem alguma coisa aí, tá certo? Pode ser aqui, no lagrimas... ou lá no meu blog... sei lá!

Abraços a todos! E até... sei lá quantos dias (ou meses, ou anos)... o/

SUPER-HIPER-ULTRA-MEGA-CORDAS

O Supercordas é uma banda que parece que saiu dos anos 70 e saltou direto para o ano 2000. A banda tem um timbre psicodélico e já esta no segundo disco. A banda também já lançou um EP virtual, e valeu-se principalmente da distribuição digital de seus discos.

O primeiro foi lançado em 2003, 'A Pior das Alergias', e em 2004, foi lançado o EP virtual, 'Satélite no Bar'. No ano de 2006, a banda já havia sido premiada com algumas horas de estúdio num concurso da Trama Virtual, e lançou o single do seu próximo disco com as músicas 'Ruradélica', '3.000 folhas' e 'Ricochete'.

Os integrantes do Supercordas são Bonifrate nos vocais, guitarra e teclado, Valentino nos vocais e no baixo, Eduardo ‘Cabelo’ Wakaplot na bateria e Filipe Giraknob nos sintetizadores, programações, distorções e barulhinhos.

O nome da banda só pode ter sido uma alusão aos instrumentos utilizados na música popular, com a física, através da Teoria das Supercordas. Essa teoria explica que os seres, objetos, enfim, todos componentes do universo, não são pontos uniformes, como se pensavam, mas sim filamentos, barbantes, elásticos, ou cordas que se tensionam e fibram infinitamente.

O som da banda, pode ser definido como um estilo de rock ruradélico, uma mistura de rural com psicodélico, Os rapazes lembram um fase pré-histórica do 'Clube da Esquina', quando Beto Guedes gravava 'Belo horror' e Lô Borges atacava de 'Um girassol da cor de seu cabelo'.

O Supercordas gravou um disco maduro o suficiente para receber inúmeras críticas positivas das publicações do gênero, como as revistas, 'Bizz' e 'Rolling Stone'. O disco 'Seres Verdes ao Redor; Música para samambaias, Animais rastejantes e Anfíbios Marcianos', foi lançado em 2006, e desde então a banda não parou.

A primeira música do disco, 'O sol brilhou sobre o verde', é uma abertura instrumental com vocais que lembram muito os Beatles. A segunda faixa, 'A charneca', é um rock rural no melhor estilo 'Sá, Rodrix e Guarabyra', com temperos psicodélicos de Syd Barret.

Na terceira faixa, 'Ruradélica', a banda mostra a que veio e entrega uma canção extremamente grudenta, bem no estilo dos ‘quatro fabulosos’ de Liverpool. Com essa canção, o Supercordas pode gabar-se de ter sua própria 'Strawberry Fields forever'. Então '3.000 folhas' é a 'Lucy in the sky with diamonds'.

As músicas 'Sobre o frio', 'Frog rock' e 'Sobre o calor', também pedem assobios instantâneos, pés marcando ritmo, e dedos tamborilando sob a mesa. Mas a banda também mostra um lado bem experimental, em canções como a suíte dos eme’s, 'Mofo', 'Musgo' e 'Mangue'. O disco termina com uma homenagem para as árvores, 'Fotossíntese'.

O som do Supercordas é o encontro do rock rural brasileiro de 'Sá, Rodrix e Guarabyra', com imagens lisérgicas de Syd Barret, os timbres psicodélicos do 'Pink Floyd', nas melodias assobiáveis dos 'Beatles'.

2006 Seres Verdes ao Redor

1. O sol brilhou sobre o verde
2. A charneca
3. Ruradélica
4. 3.000 folhas
5. Mofo
6. Sobre o frio
7. Ricochete
8. Musgo
9. Frog rock
10. Sobre o calor
11. Mangue
12. Fotossíntese

http://www.mediafire.com/?93xwwj35kyz

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Segunda-feira, 23 de Julho de 2007

Allman Brothers Band - parte II

Então...

Deixemos o molusco pra lá....

Mais 4 álbuns dessa M A R A V I L H O S A banda.


1971 - At Fillmore East
download parte 1
download parte 2


1981 - Brothers Of The Road
download



1990 - Seven Turns
download parte 1
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1991 - Shades Of Two Worlds
download parte 1
download parte 2




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PATA DE ELEFANTE(2004)



Dando sequência à contagem regressiva para o primeiro aniversário do meu, do seu, do nosso Gravetos & Berlotas, continuo tentando mandar bem agora com este excelente power trio instrumental gaúcho que finalmente aporta por aqui após muito tempo insistindo com o energúmeno, degenerado, pustulento, excremento, e outros adjetivos menos pronunciáveis, do Miguel -ou Sarah Celeste, como queiram- para me enviar este primeiro e único, espero que por pouco tempo, trabalho dos caras. Gostaram e desejam saber mais a respeito destes talentosos músicos brazucas, visite-os no Pata de Elefante.

Pata De Elefante(2004)



9

LIXO EXTRAORDINÁRIO OCIDENTAL

Lixo Extraordinário é um projeto independente com composição de Batone, produção musical de Júlio Anizelli e direção de arranjos de Mizão. O resultado é um disco que segue fielmente a nova corrente da música brasileira, que é a mistura de elementos, ritmos, gêneros e estilos.

Logo de cara o disco apresenta uma composição em homenagem a Glauber Rocha, com direito a trechos do filme ‘Terra em Transe’, o título da canção ‘Der Leone’ nos remete a um dos filmes que o cineasta fez no exílio, ‘Leão de 7 cabeças’.

A psicodelia dos timbres está presente em ‘Trégua’, assim como a cacofonia do solo de saxofone e a voz berrada de Batone, que apresenta figuras de linguagem muito eficientes. ‘Aos poloneses do Brasil’, Batone oferece ‘batatas aos vencedores’ e mais uma vez apresenta letras fortes e repletas de poesia.

O disco segue com rock’n’roll da melhor qualidade, com ‘Amarelo quase roxo’, que traz um riff de guitarra digno de Led Zeppelin. A música seguinte continua o rock forte com pegada, efeitos espaciais e teclado supersônico, não é a toa que a canção chama-se ‘Super’. O vocal de Batone nessa música lembra David Bowie na época de ‘Ziggy Stardust e as aranhas de marte’.

A voz de Batone também encaixa perfeitamente nas canções mais populares do disco, como ‘Gang bang’, ‘Acidente na rua Prof. Azevedo Marques’, ‘Tudo te é fácil ou inútil’, ‘Rosa dos ventres’ ou ‘O inventor’. Mais uma vez a poesia de Batone demonstra letras cada vez mais assobiáveis.

O disco também mostra versatilidade quando apresenta outros ritmos, como um samba moderno em ‘Tarzan moderno’, e um tango com ‘My heart now is rock’, que tem a tradução em português cantada na melodia, ‘Meu coração agora é pedra’. Em ‘Acrobatas epiléticos’ os arranjos trazem o circo delicioso de Fellini para a o cancioneiro da música moderna brasileira.

Enfim, como o próprio Batone definiu seu trabalho, o disco é “um extraordinário liquidificador sonoro”.

2007 Lixo Extraordinário

1. Der Leone
2. Trégua
3. Aos poloneses do Brasil
4. Amarelo quase roxo
5. Super
6. Gang bang
7. Acrobatas epiléticos
8. My heart is now rock
9. Acidente na rua Prof. Azevedo Marques
10. Tudo te é fácil e inútil
11. Rosa dos ventres
12. Tarzan moderno
13. O inventor

http://www.mediafire.com/?bxmtmakzzsy

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Domingo, 22 de Julho de 2007

Jimi Hendrix

Montagem: Mr Bad Guy

FRASES: "Se pareço livre, é porque estou sempre correndo." "Meu cabelo funciona como antenas elétricas, sintonizadas nas vibrações do universo." "Não existe vida em lugar nenhum." "Acredito em mim, principalmente. Se existe um Deus, e ele criou você, o fato de você acreditar em si faz com que automaticamente acredite nele!"


Discos disponíveis para download:

1967 - Are You Experienced
1967 - Axis- Bold As Loved
1968 - Electric Ladyland
1968-70 - Hear My Freedom
1969 - Live At The Royal Albert Hall
1969 - The Last Experience
1970 - Band Of Gypsys
1971 - War Heroes
1973 - Jimi Plays Monterey
1986 - Live At Winterland
1988 - Radio One
1990 - First Rays Of Rising Sun
1992 - Woke Up This Myself Dead
1993 - Jimi Hendrix Collection
1993 - Stone Free-A Tribute


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Vários Links (Coletâneas)

The Best of Solo Albums

01. Ace Frehley - New York Groove
02. Gene Simmons - Living in Sin
03. Gene Simmons - See You Tonite
04. Ace Frehley - Rip It Out
05. Ace Frehley - Fractured Mirror
06. Peter Criss - Don't You Let Me Down
07. Gene Simmons - Radioactive
08. Paul Stanley - Tonight You Belong to Me
09. Paul Stanley - Take Me Away (Together As One)
10. Peter Criss - Rock Me, Baby
11. Peter Criss - I Can't Stop the Rain
12. Paul Stanley - Hold Me, Touch Me

Download "The Best of Solo Albums"


Tribute To Metallica: Metallica MTV Icon

01. Sum 41 - Medley
02. Staind - Nothing Else Matters
03. Avril Lavigne - Fuel
04. Snoop Dogg - Sad But True
05. Korn - One
06. Limp Bizkit - Sanitarium
07. Metallica - Medley
08. Metallica - Untitled-Snippet

Download "Tribute To Metallica: Metallica MTV Icon"


Rock Ballads

01. Extreme - More Than Words
02. Bon Jovi - Bed of Roses (Acoustic)
03. Kiss - Beth
04. Black Sabbath - Changes
05. Yes - Soon
06. Queen - Love of my Life
07. King James - Face to Face
08. Emerson. Lake & Palmer - C'Est La Vie
09. 4 Non Blondes - What's Up
10. Alice Cooper - How You Gonna See Me Now
11. Nazareth - Love Hurts
12. Whitesnake - Is This Love
13. Rolling Stones - Angie
14. Def Leppard - Love Bites
15. Europe - Carrie
16. Kid Rock - Only God Knows Why
17. Styx - Babe
18. Faith no More - Easy

Download "Rock Ballads"


Heavy Metal Love

01. Accept - The King
02. Bad Company - If You Needed Somebody
03. Black Sabbath - No Stranger to Love
04. Bon Jovi - Silent Night
05. Cinderella - Nobody's Fool
06. Dream Theater - Hollow Years
07. Mötley Crüe - Home Sweet Home
08. Lita Ford - Close My Eyes Forever
09. Quiet Riot - Thunderbird
10. Sammy Hagar - A White Shade of Pale
11. Nelson - Only Time Will Tell
12. Twisted Sister - The Price
13. Vandenberg - Burning Heart
14. Whitesnake - Don't Fade Away
15. Winger - Miles Away
16. Stryper - O Come All Ye Faithful

Download "Heavy Metal Love"


The Very Best of Metal Ballads

01. Aerosmith - Amazing
02. David Coverdale- Into the Light
03. Dio & Yngwie Malmsteen - Dream On
04. Extreme - Love of my Life
05. Faster Pussycat - House of Pain
06. Firehouse - When I Look Into Your Eyes
07. Great White - The Angel Song
08. Journey - Faithfully
09. Kiss - Forever
10. Queensrÿche - Anybody Listening
11. Skid Row - Wasted Time
12. Stryper - Honestly
13. Viper - Moonlight
14. Warlock - Catch My Heart
15. Warrant - Heaven

Download "The Very Best of Metal Ballads"


Interview With Antone's Blues

01. Snooky Pryor - Wlakin' With Snooky
02. Lavelle White - Voodoo Man
03. Ronnie Earl - Midnite Clothes
04. Candye Kane - Don't Blame it on Me
05. Lewis Cowdrey - It's Lewis
06. Sue Foley - Open Up Your Eyes
07. Teddy Morgan - Dear Ted Letter
08. Lavelle White - Stop This Tear Drops
09. Snooky Pryor - Pay for All Our Sins
10. Sue Foley - This Time
11. Guy Forsyth - Needle Gum
12. Teddy Morgan - Cryin' Time Again
13. Steve James - Country Line Road

Download "Interview With Antone's Blues"


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Garantia do poder de compra!!


É, os tempos estão mudando!!

A partir de agosto [2007], as cerca de 11 milhões de famílias atendidas pelo programa Bolsa Família terão seus benefícios reajustados em 18,25% [nossa!!]. Esta é a primeira vez, desde que o programa foi criado em 2003, que há uma recomposição nos valores recebidos pelos beneficiários. Com a correção, o valor mínimo da bolsa passará de R$ 15 para R$ 18 e o máximo de R$ 95 para R$ 112. Já o valor médio nacional passa de R$ 62 para R$ 72 [reajuste médio de incríveis 16,12%].

A intenção do governo é garantir o poder de compra dos beneficiários e manter a função do programa de combater a pobreza no País.

[Boletim EM QUESTÃO, nº 533, de 20/07/2007, www.brasil.gov.br/emquestao]


[O pior cego não é o que não quer ver,
mas o que nem sequer sabe que é.]


Orquestra Imperial

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre [mas não mesmo!! hehehe]. A Orquestra Imperial é uma Big Band brasileira, formada em 2002. Com o objetivo de formar uma orquestra típica de gafieira, o grupo reúne nomes notáveis da cena pop carioca: os crooners Rodrigo Amarante (do grupo Los Hermanos), Moreno Veloso (Filho de Caetano Veloso), Nina Becker e a também atriz Thalma de Freitas.

A orquestra conta ainda com um timaço de instrumentistas: os produtores e fundadores do projeto Berna Ceppas (teclados e efeitos) e Kassin (contrabaixo e arranjos), o baterista Domenico (parceiro de Kassin e Moreno, que também toca com Adriana Calcanhoto), os guitarristas Nelson Jacobina (parceiro de Jorge Mautner), Rodrigo Bartolo (que toca com Arnaldo Antunes e Duplexx) e Pedro Sá (um dos preferidos de Caetano Veloso), além do trombonista Bidu Cordeiro (que acompanha o Paralamas do Sucesso e Reggae B). Recentemente, juntou-se ao grupo, como crooner, o baterista, cantor, compositor e sambista do Império Serrano, Wilson das Neves. Outro parceiro nas apresentações vem sendo o DJ Marlboro, que ganhou o título de "DJ oficial da Orquestra Imperial".

A estréia internacional da Orquestra foi em 2006, quando o grupo tocou no Festival do Sudoeste, em Portugal, para mais de 30 mil pessoas. Depois, partiram para uma turnê nos Estados Unidos, onde participaram do baile de inauguração do anfiteatro da Universidade de Montclair, Nova Jersey, e da noite brasileira do World Music Festival, em Chicago. A revista Time Out considerou a banda como "The Rio Deal". Em maio deste ano, o grupo foi uma das grandes atrações da exposição sobre a Tropicália num dos maiores centros culturais da Europa, o Barbican Centre, em Londres.

A orquestra costuma contar com participações especiais em seus shows. Já dividiram o palco com nomes como Seu Jorge (um dos primeiros integrantes do grupo), Caetano Veloso, Marisa Monte, Erasmo Carlos, Elza Soares, Fernanda Abreu, Ed Motta, Andreas Kisser (do Sepultura), Miúcha, Chrissie Hynde (do Pretenders) e muitos outros.


ORQUESTRA IMPERIAL
Carnaval só o ano que vem

01. O mar e o ar - 3'52''
02. Não foi em vão - 3'09''
03. Ereção - 3'18''
04. Jardim de Alah - 2'53''
05. Rue des mes souvenirs - 4'13''
06. Yarusha Djaruba - 4'15''
07. Era bom - 3'45''
08. Salamaleque - 3'03''
09. Ela rebola - 2'35''
10. De um amor em paz - 3'48''
11. Supermercado do amor - 2'37''

(senha: lacrimapsicodelica)


Confira o ecsScelente site da Orquestra.
http://www.orquestraimperial.com.br/

Stryper - The Roxx Regime Demos

Montagem: Mr Bad Guy

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Foi lançado no dia 10 de julho pela gravadora Fifty Three Five Records um CD contendo demos gravadas pelo STRYPER na época em que ainda se chamavam ROXX REGIME, que foi a banda formada em 1983 pelos irmãos Robert e Michael Sweet, juntamente com Oz Fox e Timothy Gaines.


The Roxx Regime Demos

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01. From Wrong to Right
02. My Love I'll Always Show (versão original)
03. Loud N Clear
04. You Know What To Do
05. You Won’t Be Lonely
06. Co'mon Rock
07. Tank (com solo de bateria de Robert Sweet)
08. Honestly (versão original)


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ERASMO CONVIDA


Eu adoro essas coisinhas de “copiar/colar”, CTRL+C / CTRL+V. Tão mnemônico. Tão técnico. Tão moderno. Tão high-tech.

E o “desfazer”? CTRL+Z. É a própria marca do Zorro, o sempre-eterno subversivo (copyrights a parte). Eu acendo uma vela para esse santo que inventou o comando “desfazer”, CTRL+Z. E você, lacrimejante de plantão?

É uma maravilha: nada de riscar e escrever por cima; nada de passar borracha e escrever encima do borrão; nada de corretivos alcagüetes. Tudo limpo, lindo, maravilhoso. Incólume. Impávido. Um colosso!!

Coisa feia você pegar um original de Carlos Drumond de Andrade e vê-lo todo rabiscado, corrigido, alterado pelo autor. Revisto em suas idéias originais. Expondo impudicamente seu processo criativo. Oferecendo ao vulgo os pormenores de suas intimidades intelectuais. A planta baixa e rasa, a estrutura aramada de um magnífico edifício de idéias que impressiona pela sua beleza.

Que pobreza ver um autor perder seu tempo redigindo A CANETA, pasmem, seu livro. Depois, corrigi-lo. Datilografá-lo!! Em plena época de editores de texto que tudo permitem, que facilitam até o discorrer dos pensamentos, que automatizam procedimentos corriqueiros com suas “macros”. E, depois de datilografado, corrigir o texto novamente; passá-lo a limpo. Revê-lo todo. Lê-lo, como se nunca o conhecesse. Deixá-lo guardado uns dias, semanas, meses. Depois, talvez por saudades ou curiosidade, voltar a lê-lo. Fazer novas correções, acrescentar algumas coisinhas tão insignificantes. Então... datilografá-lo novamente.

Porém, alguns fazem quase isso. Ariano Suassuna demorou anos para escrever sua segunda obra. Seu processo criativo parece-me complicado.

Autores que trabalham como mencionei perdem muito tempo. Pensam muito. Avaliam e auto-criticam-se demais.

Estou procurando novas técnicas. Por isso maravilho-me com os comandos de meu sacrossanto editor de textos: CTRL+C e CTRL+V. Quanto a filosofia não teria ganho se esses princípios tivessem se estendido à ela nos últimos cinco séculos, quando proliferou-se a imprensa e o conhecimento tornou-se acessível a todos (ao menos é o que se sustenta até hoje!).

Assim, detenho-me em maiores prolegômenos, pois isso é coisa de gente que não usa computador para digitar um texto por sentir falta daquela alavanca para mudança de linha.

Segue a resenha que copiei relativa ao álbum “Erasmo Convida Volume 2”.

Abaixo do belo texto original, o querido lacrimejante de plantão encontrará os links para “downloadar” (ui, ui), os álbuns Erasmo Convida (de 1980) e Erasmo Convida Volume II.

Deliciem-se.


Erasmo Carlos - Convida vol. 2 (2007)


" Nunca na história desse país, e desta vez é verdade, uma dupla de compositores criou tantos sucessos e clássicos como Roberto e Erasmo Carlos, que o tempo faz cada vez melhores. Erasmo Carlos é um das melhores seres humanos e um dos artistas mais talentosos que já conheci, me orgulho de sua amizade. Agora ele nos presenteia com um disco de duetos que é uma homenagem de Chico a Los Hermanos, de Milton ao Skank, de Marisa Monte a Djavan, de Paula Toller a Zeca Pagodinho, a um grande ser humano e um enorme artista. O tempo só fez bem a Erasmo, que está cantando cada vez melhor e sempre nas melhores companhias".
Nelson Motta


Sonhos & memórias da música brasileira, volume 2.

Por Pedro Alexandre Sanches (*)

O bochicho correu solto em 1980, quando Erasmo Carlos lançou o pulo de gato que colocaria em novos termos sua (monumental) importância como compositor (e cantor) popular brasileiro. Erasmo Carlos Convida... dava veludo novo a clássicos do cancioneiro nacional co-escritos por ele, enfileirando duetos ilustres com Gal Costa , Tim Maia, Gilberto Gil, Rita Lee, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Jorge Ben, Nara Leão, Wanderléa e, claro, Roberto Carlos. O bochicho: se o caso era chegar perto de completar um "quem é quem" da geração de Erasmo (& Roberto), estavam faltando Chico Buarque, Elis Regina, Milton Nascimento...

As razões para as ausências só ele mesmo pode dissipar, mas hoje, 27 anos mais tarde, Erasmo Carlos Convida II reata o fio da meada - e, de quebra, volta a oferecer ao Brasil a oportunidade (seguidas vezes desperdiçada) de redimensionar (de novo) a estatura de um dos dois compositores mais populares da nossa história.

Hoje já não há como Elis duetar com Erasmo, mas aqui estão enfim Chico e Milton, duelando respectivamente "Olha" (de 1975) e "Emoções" (1981), as duas originalmente lançadas pelo outro autor mais popular de todos os tempos (você sabe quem). A primeira virou bossa carioca à la João Gilberto; a segunda se transformou em toada jazz-mineira à la Milton Nascimento; e eis-nos aqui instados (outra vez) a entender (se quisermos) que Erasmo & Roberto são a espinha dorsal da música popular brasileira, de toda e qualquer música brasileira.

Em 1980, Erasmo abriu apenas duas exceções a assinaturas de fora de sua heróica (e inúmeras vezes esnobe) geração: chamou também para brincar no primeiro disco coletivo os jovens grupos A Cor do Som e Frenéticas, que eram então pimpolhos mal saídos das fraldas. Hoje, ele inverte a equação. Convida o agora veterano Mu Carvalho, integrante original d'A Cor do Som, para produzir o volume 2. E coalha o CD de convidados que, se não são exatamente noviços, devem muito do quilate pop que possuem a pai Erasmo Carlos.

Quem dá liga especial ao convescote de gerações de 2007 é o trio pop-rock Kid Abelha , em versão desbragada da arrepiante "O Portão", lançada em 1974 por Roberto Carlos. Recobrando a co-autoria d'"O Portão", o rebelde número 1 da jovem guarda dos anos 60 reafirma: a marca registrada da música emotiva brasileira também é dele, sim, senhores e senhoras.

(A propósito: Paula Toller é a única a participar pela segunda vez de um projeto coletivo de Erasmo: em 1989, ele rendeu homenagem exclusiva à geração 80 em Ao Vivo – Sou uma Criança, cantando iê-iê-iês com Paula, Paulo Ricardo, João Penca & Seus Miquinhos Amestrados e Léo Jaime.)

Em praia vizinha, o roqueiro Lulu Santos retrabalha o samba-rock "Coqueiro Verde", jóia da coroa riquíssima de lados B de Erasmo. Lulu se vale, ainda por cima, do alucinante arranjo da gravação de 1971 do Trio Mocotó, lado B do lado B.

Em praia mais afastada, mas também egressa dos anos 80, Zeca Pagodinho transforma "Cama e Mesa" num autêntico samba de fundo de quintal. E reinstala a eterna dúvida do ovo & da galinha: "Cama e Mesa" virou samba agora, ou a dupla dos Carlos já escondiam o ouro sambista em 1981, quando Roberto emplacou a melô em favelas & motéis & rádios de todo o Brasil? Por via das dúvidas, não custa reconstruir a provocação: os roqueiros românticos Erasmo & Roberto são, no mínimo há uns 40 anos, dois dos mais certeiros sambistas do Brasil.

Um breque no samba: a geração 90 abre passagem para fazer mesuras de ritmos os mais diversos ao mestre. O Skank se responsabiliza pela tarefa corajosa de recriar um dos mais irônicos e iconoclastas não-sucessos de Erasmo, "Banda dos Contentes" (do genial LP homônimo de 1976).

Marisa Monte encara um Robertão de frente, na canastrona "Não Quero Ver Você Triste" (de 1965), avó materna e paterna de "Amor, I Love You".

Los Hermanos mergulham no lado B com a pungente "Sábado Morto", do incrível álbum Sonhos e Memórias – 1941-1972 (1972), numa integração quase assustadora entre as vozes de Erasmo e de Rodrigo Amarante.

Adriana Calcanhotto forra de bom humor e de leveza partimpim o punk pop "Ilegal, Imoral ou Engorda", surgido em 1976 como um canto de cisne do lado mais malcomportado de Roberto Carlos.

Uma pausa nos saltos entre gerações (cuja diversidade, aliás, está expressa também num time de arranjadores que alterna Vittor Santos, Rildo Hora, Nivaldo Ornelas, Luis Cláudio Ramos, Dadi, Domenico e Kassin, entre outros): quase contemporâneos de Erasmo, Simone e Djavan completam o elenco, em duas canções mui românticas. A primeira tira do baú tudo que sabe sobre suavidade e faz Erasmo se sentir bem à vontade em "Vou Ficar Nu pra Chamar Sua Atenção" (1970), que originalmente integrou o filme Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa. O segundo vem acompanhado de cordas ternas na dramática "De Tanto Amor", que estourou em 1971 na voz de Claudette Soares.

O dueto com Simone reavalia delicadamente a fase de desamparo que Erasmo viveu ao final da jovem guarda, enquanto Roberto decoloava para longe do rock'n' roll e se lançava à façanha de ídolo romântico número 1 do Brasil. O encontro com Djavan confirma e reafirma a co-participação de Erasmo na escrita de dez em cada dez sucessos incontestáveis de Roberto Carlos - a quem, afinal, Erasmo Carlos Convida II é dedicado.

Por fim, antes de terminar: entre dedicatórias e homenagens (às vezes ao avesso), justo seria que Erasmo Carlos caprichasse na homenagem a si próprio. Coladinha a "O Portão" do Kid Abelha, aparece por isso faixa mais irreverente do CD, "Pão de Açúcar (Sugar Loaf)", recolhida do lado B do LP Amar pra Viver, ou Morrer de Amor (1982), aquele acachapante libelo pop em cuja capa Erasmo apareceria libertando uma pomba branca de dentro do próprio peito em carne viva.

"Pão de Açúcar" renasce povoado de scratches modernos e de levadas em samba-rock, mas também das exímias harmonias vocais do grupo Os Cariocas. É o único momento em que pai Erasmo reverencia os mais velhos, numa confissão terna de amor à pré-bossa nova e ao elo perdido de vocalizações perfeitas (à moda daquelas que o próprio Erasmo, apesar de muito tímido, sempre construiu) de conjuntos vocais como Bando da Lua, Anjos do Inferno, Garotos da Lua (de onde saiu João Gilberto) ou, bem mais tarde, MPB 4.

Pode se tratar de um breve tributo do cantor a seu próprio passado, mas é mais que isso: há mais de uma década, um dos maiores amigos de Erasmo, Tim Maia, gravou um disco inteiro com Os Cariocas ( Amigo do Rei, 1996). Um remoinho de tempos & espaços se condensa em "Pão de Açúcar" – Carmen Miranda, Os Cariocas, João Gilberto, Erasmo & Roberto & Tim Maia, samba-rock, hip-hop... E esse é mesmo o sentido deste novo (e amorosíssimo) ajuste de contas (ou melhor, de notas musicais) de Erasmo Carlos com o passado, o presente e o futuro.

(*) Jornalista militante em críticas, entrevistas e reportagens, nunca pensei seriamente que algum dia fosse escrever o release de um disco. Não simpatizava com esse tipo de "intercâmbio" entre imprensa e indústria fonográfica, nem muito menos com o tom tipo "Erasmo Carlos está no melhor momento de sua carreira!!!" que esse gênero de texto volta e meia acaba adotando. Mas essa convicção contrária durou até o dia em que Léo Esteves, empresário e filho de Erasmo, fez chegar até mim o recado de que queriam que eu escrevesse este texto.

Balancei no ato: não se tratava tão-somente daquele que é, em minha opinião, um dos maiores artistas populares (e nem sempre devidamente reconhecidos) que já conhecemos aqui neste Brasilzão. Tratava-se, além disso, de Erasmo Carlos, nada menos que o co-protagonista do meu livro Como Dois e Dois São Cinco – Roberto Carlos (& Erasmo & Wanderléa) (editora Boitempo, 2004)! Nem preciso dizer, mas digo mesmo assim: seu convite me enche de orgulho, dá aura de legitimidade a cada uma das palavras que ali deixei escritas, enobrece meu trabalho e me faz ficar muito, muito, muito feliz.

Releio então as minhas mal traçadas linhas neste release, e até receio que afinal ele esteja, sim, um tantinho bajulatório. Mas (que saco, eu não sou de ferro!), não, não é sacrifício nenhum reconhecer que, mesmo que Erasmo não esteja no ápice, estou diante de um belo disco, de um belíssimo, gigantesco artista. Ora, esse não é o dever de qualquer "crítico" que se preze, ainda que seja uma criança e não entenda nada? Então é isso, "seu" Erasmo... Meus sinceros parabéns, e obrigado por mais (este disco e) esta lição.

(in http://www.erasmocarlos.com.br/discografia.asp)





Erasmo Carlos Convida - 1980


01 Sentado à beira do caminho (com Roberto)
02 Detalhes (com Gal Costa)
03 Além do horizonte (com Tim Maia)
04 Mane João (com Gilberto Gil)
05 Minha fama de mau (com Rita Lee)
06 Sou uma criança, não entendo nada (com A Cor do Som)
07 Cavalgada (com Maria Bethânia)
08 Quero que vá tudo pro inferno (com Caetano Veloso)
09 O comilão (com Jorge Bem Jor)
10 Café da manhã (com Nara Leão)
11 Na paz do seu sorriso (com Vandeléia)
12 Se você pensa (com Frenéticas)

Erasmo Carlos Convida Volume II - 2007


01 Coqueiro verde (com Lulu Santos)
02 Olha (com Chico Buarque)
03 A banda dos contentes (com Skank)
04 Tema de Não quero ver você triste (com Marisa Monte)
05 Cama e mesa (com Zeca Pagodinho)
06 Sábado morto (com Los Hermanos)
07 Ilegal, imoral ou engorda (com Adriana Calcanhoto)
08 De tanto amor (com Djavan)
09 Vou ficar nú pra chamar sua atenção (com Simone)
10 O portão (com Kid Abelha)
11 Pão de Açúcar (com Os Cariocas)
12 Emoções (com Milton Nascimento)

(nenhum arquivo com senha)

Sexy 70

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Para o Tico...
1
19 mulheres e 1 homem

Nova Hospedagem e Montagem: Neide

Texto: yb

Baixado do ótimo blog fhensofunkmusic
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“ Houve um tempo, num mundo pré - Buttman, pré - vídeo ou DVD, em que a rapaziada se virava no escurinho do cinema mesmo, vendo o sexo implícito e sonhando com o explícito. Eram os anos 70, quando a ditadura ainda nos assombrava, o rock era uma coisa meio subversiva, as mulheres usavam tanga e a pornochanchada era uma deliciosa forma de aliviar todas as tensões, adolescentes ou não. E aí entra em cena o autor desse imperdível "Sexy 70": o músico e produtor Alexandre Caparroz, vulgo Che. Alexandre - que já foi baterista do Professor Antena - queria organizar uma compilação com aquelas maravilhas soul-bossa-lounge-jazz-telecoteco que serviam de trilha para histórias de mulheres frígidas a procura de prazeres insólitos, colegiais virgens descobrindo o mundo-cão e outros temas edificantes no Sala Especial.
Trilhas de filmes exibidos em constantes reprises da Sala Especial da TV Record como Ainda Agarro Essa Vizinha, Procura-se uma Virgem, Kung Fu Contra as Bonecas e Bacalhau.
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Carlos Imperial,“A viúva virgem”
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Com a dificuldade de liberar os fonogramas do filme, virou as noites nos horários vagos de seu estúdio gravando, ele mesmo, temas escritos, por ele mesmo, para pornochanchadas imaginárias, com a maior fidelidade instrumental. O disco conta com participação especial de dois ícones da era "gemendo no banco de trás de um opalão", Paulo Cesar Pereio e Helena Ramos em diálogos pra lá de picantes do tipo: num clima cool-jazz-funk-lounge-mambo. É 100% tocado e arranjado com referências nas trilhas e compositores da época, como: Enio Morricone, Piero Piciano, Maestro Erlon Chaves, Hereton Salvanini, Oberdan Magalhães (da consagrada Banda Black Rio), Lincoln Olivetti, Robson Jorge e tantos outros.Como Martin Luther King, ele teve um sonho, mas foi sonho erótico. Ele sonhou com filmes como "Noites das Taras", "A Viúva Virgem", "Ainda Agarro Essa Vizinha" e "19 Mulheres E Um Homem". Sonhou com deusas como Aldine Muller, Matilde Mastrangi, Rossana Ghessa e Helena Ramos.
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Viu imagens de valetes como Paulo César Pereio, David Cardoso e Roberto Maya, atores pegadores. Ouviu claramente a música que tocava naqueles filmes (assinada, entre outros, por craques como o maestro Erlon Chaves): uma espécie de soul-jazz-funk à moda da casa, essencialmente instrumental, na mesma linha que consagraria a Banda Black Rio. E quando Nicole Puzzi começou a sussurar coisas impubliváveis no seu ouvido, ele...acordou. Fertilizado pelo sonho e ainda pensando naquele gênero maldito do cinema brasileiro, Che gerou o prafrentex "Sexy 70 - music inspired by the Brazilian sacanagem movies of the 1970 's". Como entrega o hilário subtítulo, o disco não recicla, a partir de samples ou colagens, o som daqueles filmes. Melhor que isso. Che, ex - integrante do grupo Professor Antena e dono de um estúdio em SP, resolveu gravar as músicas (todas inéditas) do zero, tocando quase todos os instrumentos, numa orgia musical de um homem só, a guitarra em wahwah transando com o vibrafone e ambos sendo abraçados por cordas e metais em brasa. Na abertura do disco, estão presentes as vozes de Pereiro ("Não é qualquer vadia que entra no meu Maverick") e Helena Ramos ("Piranha também é filha de Deus, meu filho"), numa homenagem ao cinema da Boca do Lixo, o "lado cafona do tropicalismo", como alguém disse na época. E no recheio desse delicioso bolo nostálgico, há grooves ultrafunk como "HelenaXAldine" e "O Eterno Balanço Horizontal"; e também suaves embalos como "Suíte para Pereio"(em que a melodia quase nos leva a "Close To You", de Burt Bacharach) e "Vera, a Diaba Loira". Resumo da história: um disco atraente, sensual e cheio de curvas. “

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BACALHAU (BAC’S)
de Adriano Stuart, São Paulo, 1975.
Com Maurício do Valle, Hélio Souto, Marlene França, Helena Ramos, Dionísio Azevedo.

De todas as paródias brasileiras a grandes sucessos de bilheteria dos anos 70, a mais lendária é sem dúvida a nossa recriação de Tubarão, batizada sarcasticamente de Bacalhau ou Bac´s - só para tirar uma onda com o título original do filme do Spielberg (Jaw´s).
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Um monstro marinho espalha o pânico entre os moradores de uma pacata cidade do litoral paulista. Depois que uma série de cadáveres (ou melhor, esqueletos) são encontrados na praia, o prefeito decide reunir esforços e caçar (quer dizer, pescar) o bicho.



Um oceanógrafo português consegue descobrir que o monstro é na verdade o terrível Bacalhau da Guiné...
O ator Adriano Stuart é também diretor e roteirista de Bacalhau (Bac´s). No elenco, Marlene França, Helena Ramos e Matilde Mastrangi

“Em diversas cenas do filme, aparece escrito na cauda do animal um incisivo made in Ribeirão Preto, cidade onde se localiza a firma de material náutico responsável pela construção da engenhoca, toda de fibra de vidro. “Apenas a cauda foi feita de cortiça, para uma mobilidade maior”, explicou um técnico. Na concepção inicial, alias, o bacalhau deveria ser movimentado por figurante Escondido no interior. “Só que ninguém teve coragem de permanecer lá dentro, devido à falta de ar”, comenta Adriano Stuart. “Mas até em uma superprodução como Tubarão o mecanismo eletrônico andou falhando. Por isso não me incomodo em dizer que o nosso peixe movimenta-se com finíssimos cabos de aço e fios de náilon”. Problemas mais grave enfrentou Stuart durante as filmagens. Ele e o mecânico bacalhau jamais chegaram a um entendimento harmonioso. Numa das sequências, por exemplo, o peixe deveria passar perto do barco de seus perseguidores. “Mas ele teimava em não obedecer ao comando. A certa altura, desisti de esperar, alterei o script, nadei até onde estava o bicho e matei o bacalhau a murros mesmo”. (Veja, 26/05/1976) '
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Che - Sexy 70: Music Inspired By The Brazilian Sacanagem Movies Of The 70's
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1. Intro/ A Jeitosa do Morro - 3:27
(Alexandre Caparroz)
2. Helena x Aldine - 3:36
(Alexandre Caparroz)
3. A Babilônia de David - 2:10
(Alexandre Caparroz)
4. Desejos Ardentes - 2:43
(Alexandre Caparroz)
5. Vinheta - 0:35
(Alexandre Caparroz)
6. Pixoxó em Lua de Mel - 2:21
(Alexandre Caparroz)
7. Vera, a Diaba Loira - 3:03
(Alexandre Caparroz)
8. Simplesmente Glória - 3:06
(Alexandre Caparroz)
9. Mulher Objeto - 1:55
(Alexandre Caparroz)
10. Um Grapete Antes, um Cigarro Depois - 0:38
(Alexandre Caparroz)
11. O Eterno Pecado Horizontal - 3:58
(Alexandre Caparroz)
12. Suite para Peréio - 4:29
(Alexandre Caparroz)
13. Sala Especial - 3:00
(Alexandre Caparroz)
14. Tá Tudo Errado Porra! - 1:48
(Alexandre Caparroz)
15. Pixoxó Remix - 3:17
(4Nazzo)
16. Babilônia Dub Version - 4:49
(Rodrigo F. Leão)
17. Ainda Te Pego (bônus track) - 2:55
(Alexandre Caparroz)


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Leiam aqui na Playboy entrevista com nosso querido Paulo Cesar Pereio!



Quem quiser ir mais a fundo, acesse:

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Sábado, 21 de Julho de 2007

CHRISTIE(1970)

Contagem regressiva para o 1º Aniversário do Gravetos & Berlotas


Com esse post inicio a contagem regressiva para a comemoração do aniversário deste espaço 'etilbrenfofutebolcinesexymusical'. Serão 10 posts sendo o auge um post monstro de uma banda que, acredito, todos adoramos.
Escolhi para abrir o álbum Christie, da banda de mesmo nome, por ser flashback geral e extremamente raro -estou há, pelo menos, 5 anos procurando esse cd. Quem nunca ouviu 'Yellow River' e saiu cantarolando e dançando que atire a primeira pedra.
A banda Christie leva esse nome devido ao fato de o cantor, baixista e compositor Jeff Christie ser seu fundador e líder. Em 69, depois de compor uma penca de hits para diversos artistas bretãos, Jeff convoca Vic Elmes (guitarra) e Mike Blakely (bateria) para formar uma banda de power pop com forte influência do country. Assim, é lançado este primeiro trabalho puxado por 'Yellow River', um hit mundial instantâneo, e que vendendo acima de todas as expectativas os catapulta ao estrelato. O álbum, recheado de soft rocks e uma ou outra faixa de maiores teores, emplacou ainda 'San Bernardino'. Após o lançamento, Blakely é substituído por Paul Fenton. Em 71 lançam 'For All Mankind', outro excelente trabalho -em muitos aspectos superior a seu predescessor, além de ligeiramente mais pesado- mas sem conseguir sustentar o enorme sucesso conseguido por aquele apesar do relativo retorno obtido com a faixa 'Jo Jo's Band'. Houve mais uma tentativa com 'Iron Horse'(72) e alguns singles em 74, mas a banda já respirava por aparelhos e o fim era inevitável.
Devido ao sucesso que 'Yellow River' faz até hoje, Jeff Christie vive, nababescamente aliás, de seus royalties e de jingles publicitários. Periódicamente, acontece uma convenção de fãs onde a banda se reune para uma apresentação.
E estamos falando de, praticamente, uma 'one hit band'.
Bom, mais uma 'bolacha' em vinil que poderá descansar em paz. R.I.P..





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CARLOS, ERASMO: SONHOS E MEMORIAS

Erasmo e um Bad Block Fake!

Embora dispense apresentações, trago SIM uma breve biografia do cara que, na moita e sem estardalhaço, é responsável direto por inúmeros grandes sucessos de Roberto. Por força de contrato assinam Roberto Carlos e Erasmo Carlos (a la Lennon-McCartney, todos sabem), porém "ele é o cara". Tudo bem: ele não canta muito bem. Mas o Roberto também. O lance aqui é sentimento, coração, experiência de vida, trilha sonora para a vida dos outros.
E, além disso, o Erasmo tinha/tem aquele jeito "bandido", como disse a Rita Lee, ao afirmar que o Erasmo é o pai do rock brasileiro, que ele sempre foi bandidão, o "marginal" na Jovem-Guarda.

E não é que o tal ainda tem o displante de ganhar um prêmio como ator? É, lacrimejantes, Prêmio Coruja de Ouro como melhor ator coadjuvante por sua interpretação no filme "Os Machões", atuando ao lado de nada menos que Flavio Migliaccio e Reginaldo Farias, que além de excelentes atores sabem tudo de cinema nacional (na minha modesta opinião). E mandou bem, interpretando com os outros dois pirados, três safos que desmunhecam e vão trabalhar num salão de beleza, só pra traçar as gatas. E tá lá o Erasmo: aquele viadão enorme, com um bigodão de Rivelino-na-copa-de-70.


Espécie de "Shampoo" brasileiro - três anos antes do filme de Hal Ashby se tornar clássico instantâneo nos anos 70 - o filme explora uma realidade que, na naquela época distante, já era febre entre as mulheres: os feéricos salões de cabalereiro, visitados como continuação da sala de estar, onde o cabelo, a unha e os cremes viram nobres justificativas para a convivência - pacífica ou não - entre os seres do sexo feminino.

Nessa onda, o trio Didi (Reginaldo Faria), Telecão (Erasmo Carlos) e Juca (Flavio Migliaccio) tem por esse sexo feminino aquela espécie de furor que Nelson Rodrigues [o sempre unânime] descreveria como iracundo, quase obssessivo, antecessor em cinco minutos à gênese da humanidade. Ao conhecer a jovem Mona, que narra as maravilhas da convivência nos salões de beleza, cheios de lindas mulheres, os safos decidem entrar imediatamente para a profissão de cabelereiro.

Extremamente cuidadosos na produção, os irmãos Faria usam e abusam do auxílio luxuoso da trilha sonora de Erasmo Carlos e da onipresente e paradisíaca cidade, vista de um deslumbrante apartamento no alto da Avenida Niemeyer, onde Erasmo é visto dormindo, assediando a arrumadeira e consumindo ovinhos de codorna para melhor desfrute da vida.

O filme é diversão muito boa, ainda mais se considerar sua contextualidade. Ah, sim: foi patrocinado pela Helena Rubinstein. Direção de Roberto Faria.


Começo da carreira

Na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, o garoto Erasmo Esteves cresceu cercado por elementos que tornariam sua identidade musical singular. Já adolescente, fez destacar sua personalidade no meio de um bando de fãs de rock´n´roll e bossa nova que se reunia no hoje famoso Bar Divino, na Rua do Matoso. Tim Maia e Jorge Ben, ambos maníacos por música, faziam parte dessa turma. Logo depois, conheceu o capixaba aspirante a cantor Roberto Carlos, quando do concerto de Bill Haley no ginásio do Maracanãzinho. Aquela visão do herói do rock americano em solo brasileiro abriu a mente de Erasmo: de volta ao bairro, formou os Snakes com os dissidentes de outro grupo local, os Sputniks - que encerraram atividades após lendária briga entre dois de seus integrantes, Roberto Carlos e Tim Maia.


O grupo vocal de Erasmo estrelou algumas aventuras no underground do mercado musical, até ser contratado pela gravadora pernambucana Mocambo como "concorrentes" dos Golden Boys. Na Mocambo, os Snakes gravaram um bolachão de 78 RPM e também um compacto duplo em 1960, antes de chegarem, por fim, a um único LP, “Só Twist”, pela CBS em 1961. Como nem nesta oportunidade o grupo alcançou o sucesso, seu final foi decretado.

Sem seu conjunto e sem a perspectiva de gravação como artista solo, Erasmo foi arranjar trabalho como assistente do apresentador e produtor Carlos Imperial - por intermédio de quem viria a tornar-se crooner do grupo Renato & Seus Blue Caps, em 1962. Com Erasmo dividindo os vocais com o baixista Paulo César, Renato & Seus Blue Caps publicaram seu primeiro LP para a Copacabana. Curiosamente, não muito depois, os Blue Caps acompanhariam o próprio Roberto Carlos na gravação de "Splish Splash", numa versão para o português feita por Erasmo. O sucesso do disco garantiu não só a contratação de Renato & Seus Blue Caps pela CBS, como também o nascimento da lendária parceria entre Roberto e Erasmo.


Ao mesmo tempo, Erasmo - já com o nome artístico Erasmo Carlos - tornou-se versionista para diversos artistas. Isso, somado ao sucesso de suas parcerias com Roberto, o levou no final de 1964 até a gravadora RGE (mais direcionada à MPB e ao samba), para ser o nome do selo no já disputado mercado do iê-iê-iê. O pop-rock brasileiro, que começara com o rock´n´roll dos anos 50 e havia passado pelo twist do início dos anos 60, chegava ao iê-iê-iê naquele 1964 como um reflexo comportamental local à beatlemania. A Jovem Guarda agrupou as influências do pop britânico e ganhou popularidade definitiva a partir de setembro de 1965 - quando a TV Record estreou o programa Jovem Guarda. Apresentado por Roberto, Erasmo e Wanderléa em São Paulo por três anos seguidos, o programa deu visibilidade para que Erasmo e Roberto se tornassem os principais nomes e também compositores da Jovem Guarda, com talento de sobra para garantir material de qualidade até para os colegas.

Em pouco mais de cinco anos na RGE, que se estenderam até o final dos anos 60, Erasmo gravou discos com acompanhamento dos amigos Renato e seus Blue Caps, os Fevers, The Jet Black´s e The Jordans, além do Som Três de César Camargo Mariano. Participou da Jovem Guarda onde tinha o apelido de Tremendão, imitando as roupas e o estilo de seu ídolo Elvis Presley. Seus maiores sucessos como cantor nessa fase foram Gatinha Manhosa e Festa de Arromba. Com o fim do programa (e do movimento) Jovem Guarda, Erasmo mergulhou ainda mais na bossa e na MPB que vinha tangenciando ao longo dos anos.


O disco Erasmo Carlos e Os Tremendões já é um trabalho transitório na carreira do artista. O LP, de 1969, traz interpretações muito peculiares para canções de compositores da MPB - Caetano Veloso (Saudosismo), Ary Barroso (Aquarela do Brasil, lançada no filme Roberto Carlos e o diamante cor-de-rosa, em que ele atua com Roberto e Wanderléa) e a dupla Antônio Adolfo e Tibério Gaspar (Teletema, canção originalmente interpretada por Regininha, sucesso por ter sido tema da novela Véu de noiva, da Rede Globo). Nessa fase de transição fez sucesso cantando Sentado à beira do caminho e Coqueiro Verde



Década de 70

Na década de 1970, Erasmo assina com a Polygram. Naquele início dos anos 70, a gravadora formou um elenco invejável de MPBistas e lá Erasmo deixaria gravados discos que bem mesclaram suas raízes roqueiras com as tendências da MPB.


A "revolução ingênua" da Jovem Guarda estava esgotada, e Roberto e Erasmo entravam em suas vidas adultas. O Rei, apesar das referências a carros e rebeldia ("120... 150... 200 Km Por Hora"), já ia fundo na fase soul-gospel ("Jesus Cristo"), e Erasmo descobrira sua persona mais poética nas belas "Sentado À Beira Do Caminho" e "Coqueiro Verde".


No ano seguinte, 1971, viria o lançamento daqueles que são, talvez, seus álbuns definitivos: Roberto Carlos e Carlos, Erasmo. Roberto chegou à fase mais introspectiva de "Detalhes" e "Debaixo Dos Caracóis Dos Seus Cabelos", escrita para Caetano no exílio de Londres, além de seu primeiro hit de motel, "Amada Amante".

O Tremendão, curtindo o casamento com Narinha, tendo viajado muito - nos dois sentidos -, e sem a pressão do estrelato, estava atento à realidade, digamos, mais alternativa e psicoativa, apesar de seu canto suave. A revolução sexual aparece em Carlos, Erasmo nas faixas "Masculino, Feminino" e "Não Te Quero Santa", e as drogas em "Maria Joana". Os músicos incluem os Mutantes (Serginho, Liminha, Ronaldo), o guitar hero Lanny Gordin (das bandas de Gil, Gal e Macalé), e o maestro Rogério Duprat.

Um who's who de compositores inclui Caetano (no malemolente arranjo de berimbau para "De Noite Na Cama"), Jorge Ben ("Ninguém Chora Mais" em versão hendrixiana), Marcos Valle e um agressivo Taiguara ("26 Anos De Vida Normal" e "Dois Animais Na Selva Suja Da Rua", com pegada soul). E, claro, Roberto & Erasmo, no modo surpreendentemente lúcido e intenso de "É Preciso Dar Um Jeito Meu Amigo", "Mundo Deserto", "Ciça Cecília", "Gente Aberta". Pra se ter uma idéia, o momento bíblico do repertório é... "Sodoma E Gomorra".


Em 1972 lançaria outra pérola: Sonhos e Memórias – 1941-1972, que reúne músicos como Azymuth, Luizão, Pedrinho, Tavito, Jorge Amidem, Lafayette (inventor do órgão iê-iê-iê), Renato e Paulo César (dos Blue Caps), Roberto (irmão de Wilson) Simonal etc., e é um dos álbuns mais geniais da história da música brasileira.


Sobre esse trabalho encontramos um depoimento do cantor e compositor Hyldon:

“O Erasmo Carlos chamou eu, Luis Vagner e Helinho para gravar um disco com ele, chegamos a iniciar a gravação. Não deu certo, mas Erasmo usou levadas que criamos nas sessões, que não foram aproveitadas no disco que ele concluiu com outras pessoas. Não lembro o nome do disco, mas a música que caracterizava a nossa marca era "Mané João" O que foi legal para mim foi que o Erasmo me convidou pra ir para Argentina e Paraguai e me nomeou diretor musical, com total liberdade para convidar os músicos que eu quisesse. Adivinha quem eu chamei? Claro, o Azymuth. Como o tecladista Zé Roberto [Bertrami] não podia ir, eu chamei o Cidinho, um pianista que havia trabalhado comigo na banda da Eliana Pittman, para substituí-lo. Foi muito bom, porque passamos quase 40 dias viajando e essa convivência com o Mamão e o Alex Malheiros [os componentes do Azymuth, com Bertrami] refletiria no nosso entrosamento na gravação do meu disco, que eu começaria a gravar no ano seguinte”.


O existencialismo prossegue em seus outros LPs - Projeto Salvaterra e Banda dos contentes. Sou uma criança, não entendo nada, Cachaça mecânica e Filho único são algumas canções de destaque no período. Pelas esquinas de Ipanema, seu LP de 1978, inclui uma impactante canção que denuncia o descaso do homem com a ecologia - Panorama Ecológico.


Anos 80

Erasmo Carlos começa os anos 80 com um projeto ambicioso. Erasmo Carlos convida... é um pioneiro projeto no Brasil. Foram 12 canções interpretadas em dueto - com artistas como Nara Leão, Maria Bethânia, Gal Costa, Wanderléa, A Cor do Som, As Frenéticas,Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee, Tim Maia e Jorge Ben. A faixa de abertura do álbum foi a que teve maior destaque nas rádios - Sentado à beira do caminho, com Roberto Carlos.


No ano seguinte, o LP Mulher tem uma grande repercussão, com as canções Mulher (sexo frágil) (escrita com sua mulher, Narinha)e Pega na mentira . O sucesso na mídia (que continuou com Amar pra viver ou morrer de amor, (1982)) trouxe uma cobrança para Erasmo -- assim como o parceiro Roberto Carlos (no auge do sucesso), ele deveria lançar um trabalho inédito todos os anos. Lentinha para tocar no rádio, como disse o cantor ao relembrar seus discos na época. Embora seja a década com mais lançamentos de trabalhos novos, Erasmo tem algumas ressalvas sobre os seus discos a partir da segunda metade da década - Buraco negro (1984), Erasmo Carlos (1985), Abra seus olhos (1986) e Apesar do tempo claro... (1988). O disco de 1988 seria seu último na PolyGram.


Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura, cantou, ainda que numa participação especial diminuta, no coro da versão brasileira de We are the world, o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África ou USA for Africa. O projeto Nordeste Já (1985), abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes num compacto, de criação coletiva, com as canções Chega de mágoa e Seca d´água. Elogiado pela competência das interpretações individuais, foi no entanto criticado pela incapacidade de harmonizar as vozes e o enquadramento de cada uma delas no coro.


Em 1989, ele ainda faria o álbum ao vivo Sou uma criança, com participações de Léo Jaime e dos grupos Kid Abelha e João Penca e Seus Miquinhos Amestrados e lançados pela gravadora pequena SBK.


Anos 90

Nos anos 90, o trabalho de Erasmo apareceu de forma bissexta na canção. Além de sempre assinar com Roberto Carlos as canções feitas para seus discos anuais, ele lançou dois discos. Homem de rua, lançado pela Sony Music em 1992, chegou a ter repercussão com a faixa-título, que fez parte da trilha da telenovela De corpo e alma, mas a canção era tema do personagem de Guilherme de Pádua, que, ao lado da esposa Paula Tomás, assassinou a atriz Daniela Perez, num crime que chocou o país. Outra gravação de destaque foi A carta, na qual Erasmo cantou com Renato Russo.


Em 1995, ele voltou a ter destaque nas comemorações dos trinta anos da Jovem Guarda, que rendeu discos e shows. No ano seguinte, Erasmo gravou o álbum É preciso saber viver, com regravações de canções de seu repertório. O destaque foi para Do fundo do meu coração, dueto com Adriana Calcanhotto.


Século XXI

Após trabalhar mais esporadicamente durante a década de 90 (quando regravou antigos sucessos, participou de homenagens à Jovem Guarda e de discos-tributos vários), Erasmo adentrou o terceiro milênio contratado pela Abril Music. Em 2001, completou 60 anos e lançou seu 22º disco, “Pra Falar de Amor”, que traz interpretações dele para canções apenas suas, além de cançòes de Kiko Zambianchi e Marcelo Camelo. O destaque é “Mais um na multidão”, dueto com Marisa Monte e de autoria de Erasmo Carlos, Marisa Monte e Carlinhos Brown. "O melhor amigo do Rei recupera, enfim, o lugar a que faz jus", saudou a revista Época. "Erasmo ainda é demais para nossos pobres corações", deliciou-se a Folha de São Paulo. O show desse álbum foi lançado depois em CD e DVD: “Erasmo Ao Vivo”, que, além de registrar um momento histórico de um mito da música brasileira, ajudou a compor um painel de sua vasta obra – com um mini-documentário contando com depoimentos de Erasmo, Rita Lee, Gilberto Gil, Wanderléa, Marina Lima, Adriana Calcanhotto, Renato Barros e Roberto Menescal.


No final de 2002, os 40 anos de carreira de Erasmo foram comemorados com o lançamento da caixa “Mesmo Que Seja Eu” – contendo toda a sua discografia no período 1971-1988, recheada de material bônus raro e inédito. No ano seguinte, ao final do 10º Prêmio Multishow de Música, Erasmo foi o grande homenageado da noite – com um prêmio especial pelo conjunto da obra. Erasmo estabeleceu parcerias novas com amigos como Roberto Frejat e Max de Castro, e no início de 2004, lançou seu trabalho mais autoral: Santa Música, com doze canções de autoria apenas de Erasmo Carlos.


Além da faixa-título, destaca-se a faixa Tim, feita em homenagem a Tim Maia, e produzido por Marcelo Sussekind. Com sua capa provocante e uma sonoridade moderna sem deixar o lado bom do som vintage, o novo trabalho confirmava o que todos já percebiam: Erasmo Carlos entrou no novo milênio com toda disposição, e – para a felicidade de todos – com o bom humor e a inteligência que sempre lhe foram peculiares


Em 2007, Erasmo novamente lançou um disco no qual recebe convidados. Erasmo Carlos convida - Volume II apresenta novos encontros musicais em que Erasmo interpreta parcerias dele com Roberto. Adriana Calcanhotto, Lulu Santos, Simone, Marisa Monte, Milton Nascimento e as bandas Skank e Los Hermanos estão entre os convidados. A faixa de maior destaque nas rádios é Olha, cantada com Chico Buarque, e tema da novela das 21 horas, Paraíso tropical (Rede Globo).



Textos encontrados na Wikipédia, e nos sites:

http://www.gardenal.org/bscene/musica/discografia.htm#erasmo (sobre o álbum “Carlos, Erasmo”).

http://pedroalexandresanches.blogspot.com/2006/01/hyldon-guitarras-violinos-e.html (depoimento do Hyldon).

http://estranhoencontro.blogspot.com/2006/11/os-maches.html (comentários sobre o filme "Os Machões").

Carlos, Erasmo (1971)

01 De noite, na cama
02 Masculino, feminino (part. Marisa Fossa)
03 É preciso dar um jeito, meu amigo
04 Dois animais na selva da rua
05 Gente aberta
06 Agora ninguém chora mais
07 Sodoma e Gomorra
08 Mundo deserto
09 Não te quero santa
10 Ciça, Cecília (tema de Ciça)
11 Em busca das canções perdidas
12 26 anos de vida normal
13 Maria Joana
14 A semana inteira (bônus)


Sonhos e Memórias: 1941-1972 (1972)

01 Largo da segunda-feira
02 Mané João
03 Bom dia ronck'n'roll
04 Grilos
05 Minha gente
06 Mundo cão
07 Sorriso dela
08 Sábado morto
09 É proibido fumar
10 Vida antiga
11 Meu mar
12 Preciso encontrar um amigo

(nenhum arquivo com senha)

Erramos, Erasmo.

(repostagem com link para baixar as três músicas)

O meu amigo Erasmo Carlos!


Tem coisas que eu não consigo entender, prestimosos colaboradores e irredentos frequentadores desse blog.
Psicodélicos lacrimejantes de plantão: de que planeta veio esse senhor chamado Erasmo Carlos?
Alguém aqui já deve ter parado o mundo (como diria Castañeda) e ouvido Erasmo. Assistido Erasmo. Lido as letras de Erasmo. Observado o jeito do Erasmo.

Quem é esse cara? Porquê essa genialidade toda não é escancarada para que todo mundo veja, ouça, entenda?

Um crítico disse que dez entre dez grandes sucessos de Roberto tem a genialidade do Erasmo. Mas só falam do Roberto, que eu considero genial. Tudo bem que o próprio Roberto inúmeras vezes mencionou a genialidade criativa de Erasmo. Mas no final, e ao cabo de tudo, restou apenas a frase "meu amigo Erasmo Carlos".

Minha visão: a luz de um holofote sobre o Roberto e a escuridão ao redor. O pequeno círculo de luz intensa é Roberto; a escuridão ao redor, é o Erasmo.
Mas a luz só brilha devido à escuridão. "A luz brilhou nas trevas, mas essas não a conheceram". Caralhaaaaaçooo. Viajei para outra dimensão e foda-se!!

Quero trazer um lado de Roberto-Erasmo desconhecido: Erasmo.

Ouçam atentamente, com muita atenção. Considerem não somente os momentos históricos e factuais em que foram concebidas as músicas e realizadas as gravações. Considerem mais: a atemporalidade das letras do cara. Ouçam as melodias: a facilidade com que pode ajeitar arranjos e ritmos; a simplicidade é difícil de ser alcançada. Os gestaltistas afirmam que a percepção busca a simplicidade; e das percepções traçamos nossos conceitos. A simplicidade das músicas de Roberto-Erasmo (Erasmo, no caso) penetram fundo no subconsciente individual e coletivo.

No entanto e entretanto - e não de outro modo - Erasmo tem composições muito fora dos "padrões estabelecidos pelo mercado", como teria dito o Tom Zé.

Leiam atentamente as letras abaixo, todas DO ERASMO.
Ouçam as melodias e os arranjos sensacionais.

Acham que tô exagerando? É CLARO QUE TÔ!!
Estou tentando deixar o óbvio ululante, acender a luz do Sol, molhar a água...
Estamos perdendo a capacidade de assombro!!
Consumimos a serialidade até durante o sexo!!! Nascemos não quando queremos vir ao mundo, mas quando a agenda do ob-gin permite realizar a cesária!!
Pensamos dentro dos conformes, e nossas emoções são previamente produzidas pelos roteiristas das novelas e filmes!!!

Sejamos surpreendidos por nós mesmos!!

Certa vez eu estava olhando um grupo de formigas. Elas iam e vinham, como é bem próprio das formigas, carregando seu fardo. Fiquei ali agachado um tempo. Minha filha chegou e ficou admirada com meu procedimento. Depois que eu expliquei que era mais interessante procurar entender o porquê daquilo tudo, que aquilo é princípio de vida, inter-relacionamento entre as diferententes formas de vida, que todos somos células complexas do organismo de Gaia (e eu expliquei a ela quem é Gaia), ela não me disse nada: agachou-se do meu lado e ficou observando as formigas também.
No dia seguinte assistimos o nascer do Sol, às 5h45: tudo escuro, depois um frio que aumenta (pra mim é a hora mais fria do dia), então, no clarão que se eleva os pássaros começam a cantar. Minha filha perguntou por que os passarinhos começavam a cantar todos juntos feito doidos. Eu lhe disse que era para acordar o Sol, senão ele não levantava. Ela me lançou um sorrizinho com um olhar meio desconfiado pois sabia que isso não tinha o menor sentido, e rimos juntos.
Apreciamos o nascer do Sol sabendo que não haveria outra explicação mais apropriada.

Acredito que quando eu assistir um alvorecer e os pássaros não fizerem aquele estardalhaço, o Sol não irá nascer mais...

Erramos, Erasmo. Erramos.

FILHO ÚNICO

(Erasmo Carlos)

Êh, Mãe, não sou mais menino.
Não é justo que também queira parir meu destino.
Você já fêz a sua parte, me pondo no mundo
Que agora é meu dono, Mãe, e nos seus planos não estão você.
Proteção desprotege e carinho demais faz arrepender.

Êh, Mãe, já sei de antemão, que você fêz tudo por mim
e jamais quer que eu sofra,
Pois eu sou seu único filho, mas contudo não posso fazer nada.
A barra tá pesada, Mãe, e quem está na chuva tem que se molhar.
No início vai ser difícil, mas depois você vai se acostumar.


PANORAMA ECOLÓGICO
(Erasmo Carlos)
Lá vem a temporada de flores
Trazendo begônias aflitas
Petúnias cansadas
Rosas malditas
Prímulas despetaladas
Margaridas sem miolo
Sempre-vivas quase mortas
E cravinas tortas
Odoratas com defeitos
E homens perfeitos

Lá vem a temporada de pássaros
Trazendo águias rasteiras
Graúnas malvadas
Pombas guerreiras
Canários pelados
Andorinhas de rapina
Sanhaços morgados
E pardais viciados
Curiós desafinados
E homens imaculados

Lá vem a temporada de peixes
Trazendo garoupas suadas
Piranhas dormentes
Sardinhas inchadas
Trutas desiludidas
Tainhas abrutalhadas
Baleias entupidas
E lagostas afogadas
Barracudas deprimentes
E homens inteligentes


MULHER (SEXO FRÁGIL)

(Narinha - Erasmo Carlos)

Dizem que a mulher é o sexo frágil
Mas que mentira absurda
Eu que faço parte da rotina de uma delas
Sei que a força está com elas

Vejam como é forte a que eu conheço
Sua sapiência não tem preço
Satisfaz meu ego se fingindo submissa
Mas no fundo me enfeitiça

Quando eu chego em casa à noitinha
Quero uma mulher só minha
Mas pra quem deu luz não tem mais jeito
Porque um filho quer seu peito
O outro já reclama a sua mão
E o outro quer o amor que ela tiver
Quatro homens dependentes e carentes
Da força da mulher

Mulher, mulher
Do barro de que você foi gerada
Me veio inspiração
Pra decantar você nessa canção

Mulher, mulher
Na escola que você foi ensinada
Jamais tirei um dez
Sou forte mas não chego aos seus pés


download dessas três musicas

Filho Único, do LP Banda dos Contentes, 1976.
Panorama Ecológico, do LP Pelas esquinas de Ipanema, 1978.
Mulher, do LP Mulher, de 1981.

George Harrison

Link enviado por: Anne Berton
Postagem: Johnny F


The London Radha - Krishna Temple

01 - Govinda
02 - Sri Guruvastakan
03 - Sri Ishopanishad
04 - Bhaja Bhakata - Arati
05 - Bhajaha Re Mana
06 - Hare Krishna Mantra
07 - Govinda Jaya Jaya
08 - Dialogue (Excerpts)

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Sexta-feira, 20 de Julho de 2007

Jon Lord

Hospedagem do Álbum, Texto, Fotos e Montagem: Fireball


Após sua saída do Deep Purple, Jon Lord gravou esse show em Sidney, Austrália, em fevereiro de 2003. O repertório é repleto de clássicos do blues, tendo a participação de Jimmy Barnes como vocalista.



Live At The Basement Disc I (Turboupload)

(Rapidshare)

01.HIDEAWAY (King/Thompson)
02.LONESOME TRAVELLER BLUES (Gaze/Gibb/Grosser/Conway)
03.BLUES WITH A FEELING (Little Walter)
04.YOU GOT GOOD BUSINESS (Curtis Jones)
05.GREEN ONIONS (Jones/Cropper/Jackson/Steinberg)
06.24/7 BLUES (Daisley/Gaze)
07.BABY PLEASE DON'T GO (Muddy Waters)
08.THE MONEY DOESN'T MATTER (Don Hillman)
09.STRANGE BREW (Clapton/Collins/Pappalardi)
10.DALLAS (Johnny Winter)
11.I JUST WANNA MAKE LOVE TO YOU (Willie Dixon)
12.YOU NEED LOVE (Willie Dixon)

Live At The Basement Disc II Turboupload)

(Rapidshare)

01.THE HOOCHIE COOCHIE MAN (Willie Dixon)
02.NEW OLD LADY BLUES (B. Daisley)
03.WHO'S BEEN TALKING (Howling Wolf)
04.SIX STRINGS DOWN (Vaughn/Neville/Neville/Kolb/Smith)
05.DUST MY BROOM (Elmore James)
06.BACK AT THE CHICKEN SHACK (Jimmy Smith)
07.WHEN A BLINDMAN CRIES (Blackmore/Gillan/Glover/Lord/Paice)
08.12 BAR BLOW JAM (Barnes/Gaze/Lord/Daisley/Grosser)

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Dick Dale III


E segue mais uma pérola do gênio Dick Dale... dispensa comentários...


¨Summer Surf¨



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Autoramas III



E segue para vocês o novo álbum dos Autoramas - o cd tá muito bom e mantém a qualidade musical desta ótima banda, injustiçada pela mídia tupiniquim, que praticamente a ignora.

¨Teletransporte¨ (2007)



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Quinta-feira, 19 de Julho de 2007

Joan Jett

Montagem: Mr Bad Guy

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Joan Jett é cidadã Americana, nascida na Philadelphia em 1960. A sua carreira começou em meados da década de 70. Sua primeira banda foi o The Runaways. Familiar este nome? Você não se enganou, é a mesma banda que Lita Ford integrou. Como já se sabe, o Runaways não teve muito sucesso na América. Apesar de ter conseguido uma boa reputação no Japão, isto não foi suficiente para manter a banda na ativa. Quando a banda terminou definitivamente, Joan foi viver na Inglaterra, o berço do rock n’roll mundial... Mas Joan não contava que os anos 80 viriam para mudar essa história. Ela acabou voltando para o EUA, onde montou sua banda solo. O primeiro disco foi lançado em 1981 por um novo selo chamado Boardwalk, e levou o nome de “Bad Reputation”. Não chamou atenção que Joan desejava, e as vendas também deixaram a desejar.

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Com isso, ela resolveu ousar um pouco mais, contratou três jovens vocalistas que se tornariam a Blackhearts Band, que não passava de um grupo de backing vocals. O segundo álbum, o primeiro com os Blackhearts, entrou de cara na Billboard, graças à faixa título, “I Love Rock n’roll”. Esta canção chegou a ficar na primeira posição do top e até hoje é considerada um clássico. Atualmente ela chegou a ser coverizada por Britney Spears. Desnecessário dizer que a versão beirou a mediocridade. Em 82 o dono da Boardwalk morreu e a gravadora fechou as portas. Joan se mandou para a MCA Records, onde gravou dois discos razoáveis. Em 1986, Joan asssinou com a CBS, que lançou “Good Music”, disco que teve uma repercussão melhor que os seus antecessores. Ainda em 86, Joan estreiou no cinema ao lado do ator Michael J.Fox no filme “Ligh of Day”.

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Após a frustrada tentativa de entrar em Hollywood, Joan voltou a pensar em sua carreira musical e em 88 saiu o álbum “Up your Alley”, o disco devolveu status a musicista que recebeu discos de platina pelo álbum que tinha como carro chefe a canção “I Hate Myself for Loving You”. Com o prestigio em alta e o bolso cheio, Joan se deu ao luxo de lançar um álbum só de covers chamado “The Hit List”. Em 91 ela voltou a compor e com a ajuda de Paul Westerberg (The Replacements), gravou o disco “Notorius”. Durante os anos 90, Joan se dedicou à produção e a sua gravadora particular. Entre alguns artistas que ela produziu estão o Metal Church, que era contratado de seu selo, o Blackheart. Em 99, ela e os Blackhearts se reuniram para o álbum “Fetish”, que trazia sobras de estúdio em meio a material novo. Dois anos após, Joan anunciou que a banda sairia em turnê pelos EUA e fecharia com a participação no espetáculo da Broadway, Rocky Horror Picture Show.


Bad Reputation

01. Bad Reputation
02. Make Believe
03. You Don't Know What You've Got
04. You Don't Own Me
05. Too Bad On Your Birthday
06. Do You Wanna Touch Me (Oh Yeah)
07. Let Me Go
08. Doing All Right With the Boys
09. Shout
10. Jezabel
11. Don't Abuse Me
12. Wooly Bully
13. Call Me Lightning
14. Hanky Panky
15. Summertime Blues
16. What Can I Do For You



I Love Rock N' Roll

01. I Love Rock N' Roll
02. (I'm Gonna) Run Away
03. Love is Pain
04. Nag
05. Crimson and Clover
06. Victim of Circumstance
07. Bits and Pieces
08. Be Straight
09. You're Too Possessive
10. Little Drummer Boy
11. Oh Woe is Me
12. Louie, Louie
13. You Don't Know What You've Got (Live)
14. Summertime Blues
15. Nag (Version)



The Hit List

01. Dirty Deeds Done Dirt Cheap
02. Love Hurts
03. Love Me Two Times
04. Celluloid Heroes
05. Up From the Skies
06. Time Has Come Today
07. Tush
08. Have You Ever Seen the Rain?
09. Pretty Vacant
10. Roadrunner USA (1990 Version)



Sinner

01. Riddles
02. A.C.D.C.
03. Five
04. Naked
05. Everyone Knows
06. Change the World
07. Androgynous
08. Fetish
09. Watersign
10. Tube Talkin'
11. Turn It Around
12. Baby Blue
13. 100 Feet Away
14. Bad Time



Live !

01. Bad Reputation
02. Cherry Bomb
03. Light of Day
04. Crimson and Clove
05. I Hate Myself for Loving You
06. Love is All Around
07. Do You Wanna Touch Me (Oh Yeah)
08. Roadrunner
09. Friend to Friend
10. I Love Rock N' Roll
11. Androgynous
12. Fetish
13. Real Wild Child
14. Everyday People
15. Talkin' 'bout My Baby
16. Little Liar
17. Love is Pain
18. I Wanna Be Your Dog
19. Black Leather
20. Go Home (with Kathleen Hanna)
21. Run Away
22. Wooly Bully
23. Nag
24. Wait For Me
25. You Don`t Know What You`ve Got
26. Victim of Circumstance
27. Shout
28. Rebel Rebel
29. You Drive Me Wild
30. Run Away
31. Wait for Me
32. Victim of Circumstance
33. Fire

Parte 1

Parte 2


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Black Sabbath - Bootlegs

Links e fotos: Mr Bad Guy
Montagem: Johnny F

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Born in Hell - 1984 With Ian Gillan

Download "Born in Hell - 1984 With Ian Gillan"

01 - Children of the Grave
02 - Hot Line
03 - War Pigs
04 - Iron Man
05 - Zero the Hero
06 - Heaven and Hell
07 - Guitar Solo
08 - Digital Bitch
09 - Black Sabbath
10 - Smoke on the Water
11 - Paranoid


Ozzy Meets The Priest

Download "Ozzy Meets The Priest"

01. Children Of The Grave
02. Children Of The Sea
03. Symptom Of The Universe
04. N.I.B.
05. Die Young
06. Into The Void
07. Heaven And Hell
08. Sweet Leaf
09. Neon Knights
10. Black Sabbath
11. Fairies Wear Boots
12. Iron Man
13. Paranoid


Dehumanizing Rio

Download "Dehumanizing Rio"

01. Mob Rules
02. Computer God
03. Children of the Sea
04. Time Machine
05. War Pigs
06. I
07. Die Young
08. Guitar Solo
09. Black Sabbath
10. TV Crimes
11. Master Of Insanity
12. Drum Solo
13. Iron Man
14. Heaven and Hell
15. Neon Knights
16. Sabbath Bloody Sabbath/Paranoid/Heaven And Hell (Reprise)
17. Fluff (Outro)


Live in New Jersey (1975)

Download "Live in New Jersey"

1 Killing Yourself To Live 6:10
2 Hole In The Sky 5:13
3 Snowblind 5:59
4 Symptom Of The Universe 5:19
5 War Pigs 7:39
6 Talking 0:44
7 Megalomania 10:06
8 Sabbra Cadabra 20:22
9 Supernaut 2:19
10 Iron Man 6:16
11 Orchid Rock & Roll Doctor Don't Start (Too Late) 8:46
12 Black Sabbath 6:46
13 Spiral Architect 4:33
14 Embryo Children Of The Grave 5:39
15 Paranoid 4:07


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Demon

Montagem: Mr Bad Guy

Uma das bandas mais injustiçadas que já existiu, o Demon surgiu em 80 na Inglaterra. O seu primeiro disco, “Night of the Demon”, foi um dos melhores lançamentos daquele ano. A faixa título, junto de “Decisions” e “Into the Nightmare” já valem o disco. Antes do álbum, eles lançaram primeiramente o single “Liar” pela Clay Records que era um obscuro selo inglês. A formação oficial da banda era: Dave Hill (v) Mal Spooner (g) Clive Cook (g) Paul Riley (b) e John Wright (d). Quando eles assinaram com a Carrere que editaria o “Night of The Demon”, Clive Cook e Paul Riley foram substituídos por Les Hunt e Chris Ellis respectivamente. Esta nova formação gravaria o disco “The Expected Unexpected”.

Neste álbum a banda já havia voltado a trabalhar com a Clay, que estava melhor estruturada e lançou seus lp´s seguintes: "The Plague" (1983) e "British Standard Approved" (1985). Este último se transformou no seu melhor álbum até a data, trazendo novas mudanças para o grupo: Gavin Sutherland (b), John Waterhouse (g), e Steve Watts (k) entravam na banda, e traziam outras influências para o som do Demon.Em 85 eles lançariam “Heart of Our Time”. Nesta época aconteceu um fato que chocou muito a banda: sete dias após aprontarem o novo trabalho, o guitarrista Mal Spooner faleceu devido a uma Pneumonia. Apesar do abalo, eles seguiram em frente. Para o disco "Breakout" (87) a banda trazia mais uma mudança no Line-up.

O competente Andy Dale era oficialmente o novo baixista. No final dos anos 80, o Demon ainda lançou “Taking The World By Storm” em 1989 e um álbum ao vivo, gravado na Alemanha em 1990 chamado “Helluva Night”. A banda continuou as mudanças no line up, até se estabilizar em 92 com Mike Thomas (b) e Paul Rosscrow (d). O disco lançado deixa muito a desejar e a banda se congela até 2001, quando retorna com o disco “Spaced Out Monkey” que resgata todo o prestígio que a banda havia conquistado no início da carreira. A formação atual conta com Andy Dale, Steve Brookes, Dave Hill, Ray Walmsley , Duncan Hansell e Cotterill.

Site Oficial: http://www.the-demon.com/



Night of the Demon

Download "Night of the Demon"


The Unexpected Guest

Download "The Unexpected Guest"


Taking the World by Storm

Download "Taking the World by Storm"


Spaced Out Monkey

Download "Spaced Out Monkey"


Better the Devil You Know

Download "Better The Devil You Know"


The Plague

Download "The Plague"


British Standard Approved

Download "British Standard Approved"


Heart of Our Time

Download "Heart of Our Time"


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TOM ZÉ - TECNOLOGIA - EXPRESSÃO


Passo a vocês parte de uma entrevista que o Tom Zé concedeu a Luiz Alexandre Coelho, Revista Backstage (sei lá quando, não pesquisei o suficiente. Algum crítico de plantão poderia colaborar nesse caso).

O grande barato é forma como ele se expressa. A profundidade conceitual do cara. Querem receber uma aulinha sobre história da música, microtonalidade e sua ação na expressão cultural das pessoas e culturas que essas pessoas desenvolvem?

Então, meus caros, preocupem-se menos com os cliques do mouse e mais com a concatenação (ou concatenamento, como queiram) de SEUS PRÓPRIOS PENSAMENTOS e também, é claro, a organização mental de Tom. Bom isso caso apreciem de fato "música", em seu sentido mais amplo, completo e vital!!

Se esse for o caso, no entanto, terão que visitar o site abaixo e ler a entrevista toda. Mas embora o texto da entrevista toda seja um pouco extenso, você levará menos tempo lendo do que alguns levam para limpar os intestinos (próprios).

E certamente serão plantadas em sua mente algumas sementes que darão frutos de ótima qualidade.

Aqui uma parte da entrevista em que Tom Zé explica didaticamente seu processo de criação musical.

Como é que você grava em casa, antes de levar para o estúdio?

Tom Zé:
Eu tenho um gravador Yamaha de quatro canais e tenho um... isso é bom podia até fazer uma coisa separada na revista como método de composição. Porque eu vou aproveitar o negócio de gravador para dar o método. É uma coisa auto-didática, uma coisa que foge da tonalidade, que implica em você fazer tônica sobre dominante e ter relações de forças atrativas e repulsivas. Como eu faço música tonal, mas a vida toda faço música em tom maior, não tenho tonalidade, porque não tenho as relações da tonalidade.

Eu faço o seguinte: pego primeiro um gravador, Tenho duas fitas com baterias gravadas. Fui a um estúdio e gravei samba, samba duro, samba quadrado. É dai que eu vou degenerar as coisas: começo em cima do absolutamente convencional, boto isso numa fita e começo a ouvir. Descobri que, se você começa a fazer certos ostinatos em cima da batida no grave, você começa a degenerar o ritmo da batida da bateria. Ela parece que não é mais samba, mas fica mais interessante.

Isso eu transfiro para a quinta e a sexta cordas da guitarra e para o contrabaixo, na hora de fazer a instrumentação. Depois de fazer uma coisa que me agrada, que eu acho que seja bonita, que tenha um som legal, que faça a quebra do ritmo de samba e ofereça alguma célula quase parecendo o arcabouço de uma frase musical, quando eu já gosto intuitivamente, eu pego os cavaquinhos e faço em duas vozes, no agudo, um contrabaixo muito rigoroso com essa frase do baixo. Quer dizer, o que eu vou fazer no agudo depende muito da frase do baixo. No cavaquinho, eu ainda ponho mais dissonância. E boto intervalos estranhos, fica quase escapando da tonalidade, mas nunca totalmente.

Quando isso já me satisfaz, aí eu sou japonês, eu erro, erro, erro. Depois de um mês, um belo dia. eu volto e digo: "ah, está bem fluente!. Aí eu vou tentar cantar, tentar botar uma carne nessa parede, nessa estrutura levantada, Então faço outra parede, que é a idéia do que eu devo cantar.

Eu não faço uma coisa que é experimentação de letras. Começo interessando, com o ritmo, com o contraponto. Mas ninguém sabe o que é ritmo. O que é contraponto, mas as pessoas sente vontade de mexer o corpo. O que me interessa é isso. Depois, levanto outra parede, que é uma idéia sobre o que cantar e tal. Com essas duas paredes levantadas, eu tento fazer a cumeeira, que é a letra, a melodia. Tenho uma estrutura pronta que se agüenta em pé.

Eu acho que a pessoa que ouvir vai ter o grande prazer de desvendar essas estruturas e ter aquele prazer não só de brincar e dançar, cantar comigo no show, porque eu tento fazer refrões, às vezes não faço porque erro. (risos)

Esse é meu método de composição. Todas as minhas músicas são assim.

Por que Tom Zé faz sucesso no exterior? Vá lá e veja: não tem nada de dificuldade. Não tem segredo, não tem inspiração, não tem bate-papo. Qualquer pessoa no Brasil pode fazer. Só que eu peguei esse método e acreditei nele. Gostei, minha intuição me levou a isso. Em 1976, quando eu fiz o disco Estudando o Samba houve até críticas boas. Tárik de Souza disse na revista Veja que era uma coisa interessante e tal, mas foram necessários 17 anos para o David Byrne me levar para os Estados Unidos e ser sucesso lá. Aí as pessoas voltaram a se interessar no Brasil. Deus sabe o caminho da coisa, eu não me queixo de nada, Deus sabe o que faz com a gente. Por exemplo: teve gente nos Estados Unidos que, no princípio, sem entender o que eu fazia, chamou de... como é aquela música do Phillip Glass? Minimalista. Chamou de minimalista. Ora isso está muito errado. Não é minimalismo. Isso pode lembrar mais o móbile. O móbile tem uma coisa assim: cada estrutura, cada planeta gira no tamanho de sua corda. Cada frase desses ostinatos, dessas repetições, da melodia, gira do tamanho que é. E então essas coisas vão se encontrando cada hora em lugares diferentes horizontalmente. E, verticalmente, se você vir, nunca tem um acorde igual, embora nunca saia do Dó Maior, por exemplo. Aí você acaba criando outro tipo de interesse, mas não é minimalismo. Tem até gente boa aqui da música brasileira chamando isso de minimalismo. Mas não é.

Não estou dizendo como opinião, estou dizendo como professor de música, que eu também sou, embora não faça pose.
Você, olhando o móbile 20 vezes num dia, nunca vai achá-lo na mesma posição.

[TODOS os grifos são meus.]


Cena do filme "Fabricando Tom Zé".
Visite www.fabricandotomze.com.br


Leia toda a entrevista no artigo "Todos os Tons de Tom Zé",
com Luiz Alexandre Coelho, Revista Backstage,
em http://www.tomze.com.br/ent1.htm

Quarta-feira, 18 de Julho de 2007

Peter Criss

Postagem: Mr Bad Guy

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Peter nasceu em 1947 em New York, filho mais velho da família Criscuolla. Começou a tocar bateria cedo, tendo tocado em várias bandas pequenas, destacando-se o Lips e mais tarde o Chelsea com quem gravou um disco. Casou-se com sua namorada Lydia em 1972, como estava desempregado em 1973, colocou um anuncio na revista Rolling Stone que dizia: " Sou Baterista e faço qualquer coisa para chegar lá". Após um telefonema de Gene Simmons marcaram um encontro, tocaram juntos e viram que a semente estava plantada. Gene, Paul e Peter chegaram a fazer algumas apresentações mas logo perceberam que precisavam de um guitarra-solo, foi quando apareceu Ace Frehley com um sapato vermelho e outro laranja...e o resto é História, surgia ali a mais famosa Banda de Rock de todos os tempos , odiada por alguns, amada por muitos. Peter assumiu a identidade de Homem-Gato, ele entrou oficialmente no KISS em Janeiro de 1973. Com a banda participou dos discos KISS, Hotter Than Hell, Dressed To Kill, Alive!,Destroyer, Rock´n´Roll Over, Love Gun, Alive II, Peter Criss (solo), Dynasty.

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Peter conheceu as maravilhas e desgraças que a fama trás, ele queria levar para a vida particular as loucuras do palco...e acabou envolvendo- se com drogas. Ele acabou deixando a banda para segundo plano, atrasando-se ou não aparecendo em ensaios, inclusive a voz que que aparece no filme KISS MEETS THE PHANTON OF THE PARK, não é dele, pois ele não apareceu para a edição do som do filme. Também não é ele que toca bateria no disco UNMASKED (e sim o baterista de estúdio Anton Fig ). Tudo isso fez com que em março de 1980 ele deixa-se o KISS, um ano antes ele havia separado-se de sua esposa Lydia. Em outubro de do mesmo ano ele lançava "Out of Control" seu 1º disco solo fora do KISS, neste disco encontramos a musica " You Better Run" sucesso dos Young Rascals nos anos 60 e regravado por Pat Benatar em 1982. Em 1980 Peter ainda casou-se com Debra ex-coelhinha da Playboy. Em maio de 1982, Peter lança seu segundo album solo, "Let Me Rock You" que é editado em todo o mundo menos nos EUA.

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Depois disso Peter deu uma longa parada em sua carreira artistica. Foi quando um mendigo de rua apareceu em revistas e programas de televisão dizendo ser PETER CRISS, Peter é claro ficou puto, e apareceu desmentindo tudo. Um fato que agradou a Peter e aos fãs ocorreu em 1995, foi uma tour chamada "Bad Boys", onde ele dividia o palco com Ace Frehley. O Show era dividido em 3 partes, primeiro Peter Tocava com sua banda, depois Ace assumia o palco, e por fim Ace e Peter tocavam juntos grandes clássicos do KISS. Ace e Peter sempre foram bons amigos e Peter chegou a participar de alguns discos solos do Space-man. Em 1995 Peter resolveu levar sua filha Jenille a uma KISS-Convention ( segundo ele " para ela saber que tem um pai famoso") e ele acabou no palco, tocando com Gene, Paul, Eric e Bruce. O sucesso fez com que surgi-se a idéia de convida-lo para participar do Mtv-Unplugged, dai, para chamar o Space-Ace e voltarem a formação original foi um passo. Em 1996 o KISS estava de volta a sua formação original, os quatro criadores da " Banda de Rock mais Quente do Mundo" estavam de volta aos palcos.Em setembro de 1998 é editado o CD Psycho Circus IMPECÁVEL!!

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Em 17 de abril 1999 o KISS vem ao Brasil pela terceira vez, e foi preciso ter um coração muito forte para não despencar em lagrimas ao ouvir Peter Criss cantando BETH e BLACK DIAMMOND ao vivo. Mas... em fevereiro de 2001 com show marcados na Austrália e Japão Peter é "convidado a sair do Grupo". Em uma nota a imprensa ele disse: " Eu gostaria de expressar meu carinho e minha afeição pelo KISS e seus fãs. Eu lamento que Gene e Paul tenham preferido encerar sua parceria comigo antes do shows na Austrália e Japão. Eu estava preparado e ancioso para tocar para meus fãs de lá. Porém, em vista das circunstâncias, só me resta desejar muita sorte e sucesso a todos". No tempo em que esteve fora do KISS, Peter participou de algumas convenções e gravou dois episódio da série de televisão Oz. Com o fim da Farewell Tour mais uma vez o KISS surpreende os fãs anunciando que fará um concerto único em Melbourne com a Orquestra Sinfônica de Melbourne em 28 de Fevereiro de 2003 no Tesltra Dome. O KISS faz uma turnê com a banda "AEROSMITH", e depois Peter Criss é retirado da banda por Paul e Gene. Peter saiu muito chateado principalmente com Gene Simmons, mas não teve outra escolha, pois além de tudo o contrato havia acabado.



Chelsea (1971)

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01. Rollin' Along
02. Let's Call It a Day
03. Silver Lining
04. All American Boy
05. Hard Rock Music
06. Ophelia
07. Long River
08. Grace
09. Polly Von
10. Good Company
11. Beck



Peter Criss (1978)

01. I'm Gonna Love You
02. You Matter To Me
03. Tossin' and Turnin'
04. Don't You Let Me Down
05. That's The Kind of Sugar Papa Likes
06. Easy Thing
07. Rock Me Baby
08. Kiss The Girl Goodbye
09. Hooked on Rock 'n' Roll
10. I Can't Stop the Rain


Out of Control (1980)

01. By Myself
02. In Trouble Again
03. Where Will They Run
04. I Found Love
05. There's Nothing Better
06. Out of Control
07. Words
08. You Better Run
09. My Life
10. Feel Like Letting Go



Let Me Rock You (1982)


01. Let It Go
02. Tears
03. Move On Over
04. Jealous Guy
05. Destiny
06. Some Kinda' Hurricane
07. Let Me Rock You
08. First Day in the Rain
09. Feel Like Heaven
10. Bad Boys



Cat # 1 (1994)

01. Bad Attitude
02. Walk The Line
03. The Truth
04. Bad People Burn in Hell
05. Show Me
06. Good Times
07. Strike
08. Blue Moon Over Brooklyn
09. Down With the Sun
10. We Want You
11. Beth


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Michael Nesmith

Montagem: Mr Bad Guy

Clique aqui para ver o que já foi publicado sobre "Monkees"

Michael Nesmith foi guitarrista e líder do grupo The Monkees. Sempre com um gorro de lã, era um pouco mais sério do que os outros membros. Era um fanático por country que queria mais músicas nessa linha; ou melhor, queria unir country e rock. Especula-se que Michael Nesmith esteve no Brasil em 1976, daí sua gravação, no ano seguinte, do single “Rio” e sua composição “Carioca”, em 1979.


Loose Salute (1970)

01. Silver Moon
02. I Fall To Pieces
03. Thanx For The Ride
04. Dedicated Friend
05. Conversations
06. Tengo Amore
07. Listen To The Band
08. Bye Bye Bye
09. Lady Of The Valley
10. Hello Lady




Nevada Fighter (1971)

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01. Grand Ennui
02. Propinquity (I've Just Begun To Care)
03. Here I Am
04. Only Bound
05. Nevada Fighter
06. Texas Morning
07. Tumbling Tumbleweeds
08. I Looked Away
09. Rainmaker
10. Rene




And The Hits Just Keep On Comin' (1972)

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01. Tomorrow & Me
02. The Upside Of Good-Bye
03. Lady Love
04. Listening
05. Two Different Roads
06. The Candidate
07. Different Drum
08. Harmony Constant
09. Keep On
10. Roll With The Flow




The Prison (1974)

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01. Opening Theme (Life, The Unsuspecting Captive)
02. Dance Between The Raindrops
03. Elusive Ragings
04. Waking Mystery
05. Hear Me Calling?
06. Marie's Theme
07. Closing Theme (Lampost)




Austin City Limits (1992)

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01. Joanne
02. Laugh Kills Lonesome
03. Yellow Butterfly
04. Twilight on the Trail
05. Rio


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Edgar Varèse


Edgar(d) Victor Achille Charles Varèse (Paris, 22 de novembro de 1883Nova Iorque, em 6 de novembro de 1965) foi um compositor francês naturalizado estadunidense.

Ele estudou com Vincent d'Indy na Schola Cantorum, de 1903 a 1905 e com Charles-Marie Widor no Conservatório de Paris, de 1905 a 1907; depois ele de deslocou a Berlim, onde encontrou Richard Strauss e Ferruccio Busoni. Em 1913, regressou a Paris, mas em 1915, decepcionado pelos novos meios oferecidos aos compositores, decidiu emigrar para os Estados Unidos, e estabeleceu-se em Nova Iorque.

Passou seus primeiros anos nos Estados Unidos a encontrar-se com os principais atores da música norte-americana, promovendo sua visão de novos instrumentos de música eletrônica, dirigindo orquestras, e criando a New Symphony Orchestra. Foi cerca desse período que Varèse começou a trabalhar em Amériques, que terminou em 1921. Nessa obra, Varèse mostra-se particularmente atento em dar corpo à matéria sonora proteiforme, palavra criada a partir da entidade mitológica grega Proteu, divindade com o poder de se metamorfosear: ele transforma as massas sonoras em cores de timbres, jogos de interações recíprocas, liberadas do jugo de um sistema. Necessitou para essa empreitada de integrar novos conceitos de sonoridade, que transformam os parâmetros clássicos da música em categorias mais amplas, portanto em campos, noção móvel, mas mais em consonância com as pesquisas desenvolvidas pelas ciências físicas de hoje. Com efeito, na teoria quântica de campos, derivada dos trabalhos sobre o eletromagnetismo, os resultados exatos são raros, e deve-se habitualmente valer-se de métodos de aproximações sucessivas (também chamada de teoria das perturbações). Notar-se-á igualmente a concordância da composição Amériques com a publicação da teoria da relatividade geral de Albert Einstein (1915).

Foi depois de terminada a mencionada obra que Varèse fundou a International Composers' Guild, (inglês para: Associação Internacional de Compositores), dedicada à interpretação de novas obras de compositores norte-americanos e europeus, e para a qual compôs quantidade de peças para instrumentos de orquestra e voz, como Offrandes, em 1922, Hyperprism, em 1923, Octandre, em 1924, e Intégrales, em 1925.

Em 1928, Varèse retornou a Paris para modificar certas partes de Amériques, nela incluindo o instrumento ondas Martenot, criado, na década de 1920, por Maurice Martenot, inventor e músico francês. Compôs em 1931 sua mais célebre obra não eletrônica, institulada Ionisation. Ela é freqüentemente apresentada como a primeira peça escrita unicamente para instrumentos de percussão: mas há erro nessa afirmação, insidiosamente criada e divulgada pelo próprio Varèse (conferir em Alejo Carpentier). Se fizermos abstração de um Interlúdio, escrito por Dmitri Shostakovich para a ópera Le Nez (O Nariz), a primeira obra exclusiva para instrumentos de percussão da música erudita ocidental é Rítmica V (1929) do compositor nascido em 1900, em Cuba, Amadeo Roldán. Ainda que escrita para os instrumentos existentes, Ionisation foi concebida como uma pesquisa de novos sons e de novos métodos para os criar. Em 1933, quando Varèse ainda estava em Paris, escreveu à Fundação Guggenheim e aos Laboratórios Bell na esperança de obter fundos para desenvolver um studio de música eletrônica.

Sua composição seguinte, Ecuatorial, terminada em 1934, continha partes para teremins, e Varèse, antecipando uma resposta favorável ao seu pedido de fundos, retorna aos Estados Unidos para la criar sua música eletrônica. Varèse escreveu Ecuatorial para dois teremins, registro (voz) de baixo, instrumentos de sopro e de percussão, no início dos anos 1930. A obra foi executado no dia 15 de abril de 1934, sob a direção de Nicolas Slonimsky. Em seguida, Varèse deixa Nova Iorque, onde vivia desde 1915, e vive em Santa Fe, São Francisco e Los Angeles. Quando Varèse retorna à França, em 1938, Léon Theremin havia regressado à Rússia. Esse fa(c)to desesperou Varèse, que havia esperado trabalhar com Theremin em um aperfeiçoamento do instrumento. Varèse havia também apresentado o teremin por ocasião de suas viagens ao Leste estadunidense, e havia feito uma demonstraçãodo do instrumento em 12 de novembro de 1936, em uma conferência na Universidade do Novo México, em Albuquerque.

Quando, perto do fim da década de 1950, Varèse foi contactado por um editor para publicar Ecuatorial, restavam apenas uns poucos teremins, e ele decidiu então reescrever essa peça para ondas Martenot. A nova versão foi criada em 1961.

Estética

Varèse havia definido muito cedo os parâmetros de uma nova ética da pesquisa musical. Ele queria que o rigor da pesquisa mantivesse uma firmeza artística desligada de qualquer teoria apriorística. Seu propósito é freqüentemente citado, pois ficou famoso por ser visionário, que a ele somente se refere o estado de inquietude no qual foram jogados desde então os compositores:

Música, que deve viver e vibrar necessita de novos meios de expressão e somente a ciência consegue impregná-la com ímpeto juvenil... eu sonho com instrumentos que obedeçam ao pensamento e que, apoiados por uma torrente de timbres ainda não sonhados, servirão para qualquer combinação que eu escolha lhe impôr e submeter-se-ão às exigências de meu ritmo interior.

Em 1958, o Concret PH (Parabole – Hyperbole) de Iannis Xenakis, peça curta de dez minutos, serviu de interlúdio durante o concerto no Pavilhão Philips, da Exposição Universal de Bruxelas: ele preparava os ouvintes para o Poème électronique de Edgar Varèse. O espaço sonoro redistribuído cumpria então um papel bem mais importante do que um simples meio, que um substrato para a obra: ele eleva-se ao nível de parâmetro da composição. Desde Hyperprism (1923), Varèse começou a criar uma música que integra o componente espacial a uma nova dimensão da representação, a uma música espacializada.

Obras

  • Un grand sommeil noir (1906), para soprano e piano (uma versão orquestral foi realizada por Antony Beaumont)
  • Amériques (1921), para grande orquestra.
  • Offrandes (1921), para soprano e orquestra de câmara.
  • Hyperprism (1922-23), para pequena orquestra e percussão.
  • Octandre (1924), para seis instrumentos de sopro e contrabaixo.
  • Intégrales (1924-25), para pequena orquestra e percussão.
  • Arcana (1926-27), para grande orquestra.
  • Ionisation (1931), para 13 percussionistas. Ao menos 2 versões para 6 percussionistas foram propostas. A primeira por Georges Van Gucht para les Percussions de Strasbourg, que Varèse deu sua permissão e a segunda, em 2002, por Georges Boeuf para 'Symblêma' sobre a qual o maestro Frédéric Daumas escreveu em 08 de julho de 2003: "Esta última versão é igualmente para 6 percussionistas. Ela respeita escrupulosamente a partitura original e foi concebida de maneira a conservar a espacialiazação do som da versão para 13.
  • Ecuatorial (1934), para coro, trompetes, trombones, piano, órgão, dois ondas Martenot e percussão.
  • Densité 21,5 (1947), exclusivo para flauta.
  • Déserts (1954), para instrumentos de sopro, de percussão e fita magnética.
  • Poème électronique, para fita magnética. (1958).
  • Nocturnal (1959-61) para soprano, coro e orquestra (inacabada).
  • Nuit calcada em poema de Henri Michaux, para soprano, instrumentos de sopro, contrabaixo e percussão (inacabada).
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre [ma non troppo!! hehehe].

Bem, senhores lacrimejantes de plantão, agora um ótimo depoimento em inglês (todos já estamos bem acostumados a esse idioma hostil):

Edgard Varese's "Poem Electronique," premiered at the World's Fair 1958comments from Professor Chou Wen-chung (composer, literary and musical executor of the Varese estate)

This was one of his only purely electronic pieces and it represents what he had been working towards for years- he had been imagining a composition that was made by unconventional means. In a way, it was the culmination of years of work in his attempt to capture sounds and ideas that couldn't be done with traditional instruments.

Although you don't have the sense of the way it was presented originally at the World's Fair with 400 speakers, it still presents itself as a very poetic piece with a large variety of sound sources that are combined in an exciting way. You can also experience how these sounds move through space in a way that had never been attempted before.

I saw him regularly and we talked about ideas. Varese talked abstractly about his music. He didn't talk about it too specifically. He was more concerned about principles and aesthetics. He was concerned with the kind of sound he had in mind, the specific compositional goals. In reference to the piece, he was talking his need for adequate equipment to project the kind of sounds that he had in mind. He was unhappy about his experience with "Deserts" so he talked about what he wanted to achieve through adequate electronic means. He was very hopeful at that time that the laboratory in Eindhovin would be able to provide him the opportunity of realizing the sounds he had in mind. He was thinking of the sound being set free in space and very much concerned about how sound can move, interact, collide and integrate with sound. He talked about sound masses.

In his conversations, he would talk about poetic implications, a kind of music that would emerge out of realizing the natural attributes of sound. Subsequently, he became more and more disillusioned with the environment in the studio. He had to deal with the scientists and engineers there at Eindhovin and they were very difficult. He said "we thought we were getting rid of prima-donna's in music but now we have prima-donna engineers!" (laughs) That really reflects his frustration.

Then there was also the controversy about the premiere performance. Le Corbusier fought for him to be the composer but the board members wanted someone more conventional. So there was a struggle going on. Some of the engineers and technicians were very good to him and others weren't. He felt very frustrated to convince people and tried to convey his ideas to people. He really did a lot of work there. He brought along some sketches of some pieces and had a chorus and percussion part for "Deserts." He made revisions of the recordings to be used in "Poeme Electronique." He also used organ music that I had to transpose in different ways which had been used for "Deserts." You can recognize these things in "Poeme Electronique," although transformed.

There's a continuity of the past there, the musical ideas that he began to conceive since the 1930's. He gradually evolved "Espase" as the word implies (French for "space"). He had the idea of how sound would travel in space. At one stage, he was talking about having the piece performed in different parts of the world and then received in a concert hall using radio transmitters and capturing all the static interference and other sounds there. You can see how lively his mind was and how he was really thinking of the space in all the senses of it.

He was not a scientist although many people accuse him of being too scientific. Not at all. When he wrote about "Deserts," when he was talking about 'space,' he said "I don't mean space in the universe, it could happen in your mind." Ever since his childhood, he was attracted to various types of exploration, especially through science. (in http://www.furious.com/Perfect/ohm/varese.html)

Traduzam a frase "I don't mean space in the universe, it could happen in your mind", e viajem com Edgard Varèse, um dos grandes inspiradores de Frank Zappa.


EDGAR VARESE - Compilação

1922-23 - Hyperprism
1924 - Octandre
1924-25 - Integrales
1931 - Ionisation
1958 - Poeme Electronique

(sem senha)

Lita Ford

Hospedagem : JH II
Texto : Allan jones
Montagem : JH II

Andaram reclamando posts de garotas no LP, então estamos colocando algumas, como Lita Ford, musa do Hard Rock, o rock não é feito só de "cuequinhas". Esta bonequinha atualmente está fora do meio musical. Mas de "rock pauleira" ela entendia muito bem, confiram..
Nascida em 1958 na Inglaterra, Lita Ford começou a tocar guitarra aos 11 anos, graças a um show do Black Sabbath que a deixou muitíssimo impressionada. Considerada uma menina precoce, com 13 anos já preparava suas próprias canções e pretendia formar sua própria banda.Assim sendo, começou a trabalhar em um hospital para conseguir comprar sua guitarra.Aos 16 anos, Lita teve a primeira oportunidade de sua vida. Conheceu Kim Fowley, que procurava integrantes para formar uma banda de rock feminina. Kim havia visto Lita tocar baixo com uma banda de amigas e resolveu convidá-la, mas ela disse que só aceitaria se fosse para tocar guitarra.



Ela fez um teste e saiu-se muito bem. Após esta fato, aconteceram muitas idas e vindas, vários desencontros, mas seis meses depois, eles procuraram Lita e a convidaram para entrar na banda. Vale lembrar que a banda Runaways contava com Joan Jett e Cherie Reed. Lançaram cinco discos que não fizeram sucesso nos EUA. Após o fim da banda, Lita partiu para uma grande carreira solo.Seu primeiro álbum chamou-se “Out for Blood”, e não chamou muita atenção. A maioria das pessoas dizia que a melhor coisa do disco estava na capa: uma foto altamente sensual de Lita. Para não dizer que tudo estava perdido, a faixa “Rock and Roll Made Me What I Am Today” era bem legal .

Nesta época, ela já assumia seu relacionamento com Nikky Sixx do Motley Crue. Eles ficaram um bom tempo juntos, numa fase dificil, onde tiveram muitos problemas, já que estavam sempre drogados e metidos em confusão. Lita chegou a pagar fiança para livrar Nikki da cadeia.Com “Dancin on the Edge” ela se redimiu e fez um dos melhores discos de hard dos anos 80. Este álbum trazia Randy Castillo e Hugh Mcdonald (atual Bon Jovi). O terceiro álbum saiu no mesmo nível do anterior. Batizado de “Lita Ford” apenas, o disco vendeu bem, graças a um dueto com Ozzy Osbourne em “Close my eyes forever”. Nesta época suspeitava-se de um envolvimento entre ela e Tony Iommi, ex parceiro de Ozzy no Black Sabbath. Diziam as más línguas que David Lee Roth do Van Halen também corria por fora, na disputa pelo coração da Loira.

Contrariando as previsões, em 89 ela casou-se com Chris Holmes do WASP. Tempos depois eles se separaram por causa do alcoolismo de Chris.“Stiletto”, lançado em 1990 foi o quarto álbum. Neste disco Lita mostrava um amadurecimento em todos os sentidos. Apesar do som estar mais suave, faixas como “Aces & Eights” mostravam que ela progredia a olhos vistos. Aqui encontramos também “Lisa”, uma canção em homenagem a sua mãe falecida. Após uma breve tour americana, ela entrou em estúdio novamente e lançou “Dangerous Curves” em 1991, bem mais pesado que “Stiletto”. “Hellbound Train” e “ Black Window” são as grandes canções do disco que foi o último bom momento da carreira de Lita Ford.

Nos anos seguintes, a gravadora lançou duas coletâneas, demonstrando que não tinha interesse em um novo álbum de Lita.Por mais que o vento soprasse contra, em 1994 ela lançou “Black” por um selo independente chamado Zyx. O disco teve participações de Dave King (Fastway) e Jeff Scott Soto, mas isso não foi suficiente para torná-lo um sucesso. Era mais uma tentativa do pessoal dos anos 80 pegar carona no movimento alternativo que estava surgindo. “Black” foi realmente um fiasco. Músicas como “Black” e “Joe” faziam a Deusa do hard parecer uma paródia de Courtney Love.Após este disco, Lita casou-se novamente e desapareceu do meio musical. Hoje ela pode ser vista em clubes de golfe. Quanto ao passado, "é apenas o passado..." diz ela, que tomou raiva do meio musical, mas não descarta um retorno num futuro próximo.


Out for Blood

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Black

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Dancin On The Edge

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Dangerous Curves


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Stilleto

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Lita


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Paula Stefanini


Pessoal do Lágrima,

Há dois anos acompanho o fabuloso trabalho de vcs em espalhar o rock n' roll da melhor qualidade entre os internautas e eu mesmo sou um desses internautas já tendo baixado mta coisa de vcs, inclusive músicas de bandas n muito famosas, por isso quando escutei o demo da minha amiga Paula Stefanini, vcs foram a primeira lugar q pensei por terem uma reputação mto boa na net.

A Paula é uma estudante de música nascida em Petropólis - RJ q possui uma voz maravilhosa e uma paixão por rock como nós e acho q nesse demo fica claro do q ela é capaz daqui pra frente.

Gostaria da ajuda de vcs com uma opinião sobre as músicas, uma crítica ou se possivel um post no seu blog tão prestigiado para compartilhar as músicas.

Aqui estão os links para ouvirem

Badongo:

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Espero ansiosamente a opinião de vcs.

Abraços,

João Ricardo




Galera psicodélica rockiana, esperamos sua ajuda nos comentários sobre este trabalho da menina Paula Stefanini...

Johnny F

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Morton Subotnick

Morton Subotnick (de barba) e o sintetizador Buchla.

Morton Subotnick (nascido em 13 de abril de 1933 em Los Angeles) é um compositor norte-americano de música eletrônica minimalista. Sua obra mais conhecida é Silver Apples of the Moon (Maçãs prateadas da Lua), a primeira obra eletrônica encomendada por uma gravadora (Nonesuch Records) e composta no sintetizador modular Buchla, que ele ajudou a construir.

Subotnick é também conhecido por seus trabalhos com interatividade e multimídia. Co-fundou a San Francisco Tape Music Center com Ramon Sender e é casado com a vocalista e compositora Joan La Barbara.

Principais obras

  • Silver Apples of the Moon (1967)
  • The Wild Bull (1968)
  • Touch (1969)
  • Sidewinder (1971)
  • Four Butterflies (1973)
  • The Key to Songs (1985)
(texto extraído da Wikipédia, a minha, a sua, a nossa biblioteca virtual, sempre livre, leve e solta!)

Silver apples of the moon (1967)
parte A - 16'40''
parte B - 14'59''

Wild Bull (1968)
parte A - 13'08''
parte B - 15'01''

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(sem senha)


Oneida - Each One Teach One (2002)

Oneida é uma banda originalmente formada por quatro carinhas do Broklin, NY. Hoje são três:
  • Kid Millions - drums, vocals
  • Bobby Matador - organ, guitar, vocals
  • Hanoi Jane - guitar, bass
Suas influências incluem o rock psicodélico, krautrock, e hard rock, mas a estrutura de suas músicas (sic) extrapolam essas classificações. Seu estilo é muuuuito experimental.

A característica básica encontrada nas músicas (sic) é a repetição. O CD 1 traz duas músicas (sic): Sheets of Easter entra com a frase "You got you look into the" sabe-se lá o que exatamente. Talvez um "sight", "right", ou "night", ou "flight", ou seu-ja-lá-o-que-Deus-quiser que se estende por 14 minutos sem parar...
O grande barato é que os caras bem que poderiam colocar um loop na trilha e pronto. Mas não: eles ficam tocando, sem parar, ininterruptamente a mesma frase, o mesmo riff, com uma ou outra pequena mudança. É como um mantram daqueles encontrados nos templos tibetanos. Mas com muito peso, bateria enlouquecida, guitarra distorcida, teclado ensandecido (aliás daqueles usados nos anos 60, não somente no timbre: eles usam os próprios). O baterista, creio, não tem parte com o demo: tem parte com Keith Moon!
Antibiotics, faz lembrar, como disse um resenhista, uma impressora matricial, daquelas antigas, imprimindo sem parar, um som mais eletrônico. São mais 16 minutos!

O CD 2 é mais "ouvível" (!!). As músicas têm até algo parecido com refrão (!!). Mas não terminam: acabam. Isso quando já não emendam com a seguinte. A música Number Nine (nada a ver com o experimentalismo dos Beatles no álbum branco), faz lembrar, nos vocais, músicas orientais de origem indiana. Sneak Into the Woods quase seria uma balada, quase teria um riff fácil; mas desaba aqui e alí, propositadamente, numa harmonia improvável, e acaba. Rugaru é formada de ritmos quase se desencontrando, um quaternário frankensteiniano, que se revela mais limpo no último minuto.
O improvável rap Black Chamber é quase cantável. Em No Label o teclado manda de forma quase computadorizada.

A grande vantagem das músicas experimentais, desde Ravel e seu repetitivo Bolero, passando por Erik Satie, Stockhauzer, Edgar Varèse, dentre tantos outros, é o rompimento de paradigmas. Qualquer som pode ter uma conotação musical. O som de uma pá sendo calcada num monte de areia é motivo de estudo aprofundado por musicólogos do calibre de Steven Halpern (pesquisem sua obra "Som Saúde", em que ele aborda as técnicas de "massagens sonoras"). Novas percepções de realidade e expressões autênticas de surpreendentes visões de mundo podem ser alcançadas por intermédio das experimentações sonoras e, consequentemente, musicais.
Einstein teria dito que uma mente que se abre para novos conhecimentos, jamais volta ao seu estado original.

Esse álbum do Grupo Oneida foi lançado em 01/01/2002. Certamente muitos lacrimejantes de plantão já conhecem Oneida. Quem não conhece, prepare-se.
Aviso: essa molecada do Oneida sabe o que tá fazendo. Tudo pensado, estudado, elaborado. Se o Kosmos surgiu do Chaos, você entenderá melhor alguns sons simples e singelos da natureza após ouvir Oneida, mas não apenas ouvindo Oneida.

ONEIDA - Each One Teach One

01 - Sheets Of Easter - 14'13''
02 - Antibiotics - 16'36''

CD 2
01 - Each One Teach One - 3'25''
02 - People Of The North - 4'29''
03 - Number Nine - 2'53''
04 - Sneak Into The Woods - 1'58''
05 - Rugaru - 6'33''
06 - Black Chamber - 3'06''
07 - No Label - 4'57''

(sem senha para dowload)

Homenagem a Taxi Driver, de Martin Scorcese

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Hospedagem, pesquisa e manipulação das imagens,
transcrição dos diálogos
e Montagem: Neide

Fusão de informações encontradas em
:



Post dedicado à todos os irmãos da madrugada...


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"A solidão me perseguiu minha vida inteira. Em todos os lugares.
Em bares, em carros, calçadas, lojas,
em tudo.
Não há como fugir, sou o solitário do Senhor"
'


'
“12 horas trabalhando e ainda não consigo dormir...
Cacete, os dias duram uma eternidade...
Minha vida precisa apenas de um senso de direção...
Não acho que deva ser devotada à auto-contemplação mórbida...
Acho que é preciso se tornar uma pessoa como os outros...”
'
'
Logo no início do filme, quando Travis se oferece para a vaga de motorista de táxi, ele tenta dizer algo engraçado, mas o atendente apenas o estranha. Essa estranheza e esse tom de incomunicabilidade vão dominar o restante do filme, seja nas situações mais prosaicas - por exemplo quando Travis vai comprar refrigerante no cinema, ou em cenas centrais da história com as personagens Betsy (Cybill Shepherd) e Iris (Jodie Foster). Há pequenos momentos de empatia, por exemplo: Betsy sendo convencida por Travis a sair com ele, mas eles são seguidos de situações esdrúxulas e diálogos de categoria kafkiana, os quais não levam a lugar algum e, não estabelecem nenhuma comunicação positiva.

A bela Cybill Sheperd, como Betsy, um amor frustrado...

'
De início ele se envolve amorosamente com Betsy personagem de Cybil Sheperd. Depois de o relacionamento não dar certo ele conhece Íris, uma jovem prostituta, o que faz explodir toda a sua raiva e violência, planejando até um atentado contra o senador.
Não só Travis não consegue se relacionar com o mundo dos outros, como também os demais personagens não parecem ter nada de significativo a dizer para ele. Numa cena importante, sentindo-se confuso, Travis pede conselhos a um colega da empresa de táxi conhecido como Wizard (Peter Boyle). O próprio apelido viria da sua sabedoria superior, Wizard é atencioso e de fato tentar orientar Travis, mas suas palavras são superficiais e inócuas. Depois dessa tentativa falha de entender o que está acontecendo, os problemas de Travis só farão aumentar. Com Travis, Iris tem ao menos um lapso de percepção: "não sei quem é mais esquisito aqui, eu ou você".

Jodie Foster, como a prostituta mirim Íris


'
Paul Schrader, roteirista do filme, disse que encontrou na profissão de motorista de táxi um modo perfeito para representar a solidão típica dos centros urbanos, aquela que se dá com uma enorme quantidade de pessoas ao entorno. Entre tantos méritos de Taxi Driver está uma representação inesquecível da melancolia dos passeios noturnos numa grande cidade.
Travis expressa várias vezes sua repulsa em relação aos "animais da noite", como prostitutas, cafetões e bandidos. Por outro lado, ele é atraído e obcecado por eles, trabalha intensamente nos turnos da noite e cobre regiões perigosas que seus colegas evitam. O filme muda de tom justamente quando Travis deixa de apenas assistir a cidade do seu carro e resolve interferir. Suas tensões internas e divagações vão passar a ter conseqüências práticas.


O sempre ótimo (em minha ótica de fã) ator Harvey Keitel, como o cafetão Sport
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Uma das antológicas seqüências do filme...
Nela, Travis Bickle, mergulhado em sua loucura e isolamento, conversa com o espelho,
respondendo a um inimigo imaginário:
“Vi você sacar seu merdinha!
Fui mais rápido seu filho da puta!
Estou parado aqui...
Você primeiro...
Você primeiro...
É a sua vez...
Você esta falando comigo?
Você está falando comigo?
Você está falando comigo?
Então com quem está falando, é comigo?
Só eu estou aqui...
Com quem acha que está falando, porra?
Ah, é?
Tudo bem.”



As nuances no olhar de Travis, personagem construído de forma brilhante por De Niro.






Algumas pessoas que não gostam de Taxi Driver, apontam a dificuldade de compreender as ações de Travis e a falta de informações sobre a origem do personagem. Sabemos que ele foi fuzileiro naval, que tem pouca formação, porém quase nada sobre o seu passado. Retomando alguns outros filmes dos anos 70, podem ser encontrados igualmente personagens que estão quase sempre em cena, mas ainda mantêm um forte grau de imprevisibilidade e mistério. Atualmente esse tipo de construção é muito incomum e as conexões de causa-efeito tendem a ser didaticamente estabelecidas e reiteradas, o que freqüentemente força a simplificações dramáticas excessivas.
Certamente há um arco dramático em Taxi Driver, mas não temos, por exemplo, um flash back mostrando um episódio traumático, o qual explicaria claramente tudo o que está acontecendo. Como espectadores, partilhamos com os outros personagens a dificuldade de compreensão sobre Travis. Há uma incomunicabilidade estrutural no filme. Com o apoio disso, as ações do personagem guardam todo o seu impacto. Um dos trabalhos mais perturbadores da história do cinema e também a maior obra-prima de Martin Scorsese juntamente com Touro Indomável. Táxi Driver é a revolta de uma pessoa contra toda a sociedade que o rodeia, cheia de regras e princípios muitas vezes bobos e insignificantes. É um daqueles filmes que você fica refletindo por horas, em parte por ele ter muito conteúdo e tratar a violência de forma poucas vezes antes vista, em momento nenhum se tornando cansativo.
Um dos momentos mais marcantes foi a cena final, onde Travis Bickle provoca uma verdadeira matança. Um conjunto perfeito de fatores que tornam esta a melhor parte do filme, edição, direção... Robert De Niro está muito bem também, conhecido por ser um ator extremamente perfeccionista, desta vez ele trabalhou por doze horas durante um mês como preparação para seu personagem. É espetacular toda a transformação pela qual sofre o seu personagem, às vezes parece impossível distingui-lo, tamanha a mudança, de um “bom cidadão” a um “completo marginal”
Além de todo o fator social é apresentado também o igualmente bem explorado fator psicológico, exposto em forma de dualidades. O protagonista tem momentos de altruísmo e outras vezes perde completamente a noção, forma esta que não é mostrada somente neste filme, mas sim em todo o mundo ocidental. Expõe a idéia de que a pessoa sempre teve um lado delinqüente dentro de si, que pode eclodir a qualquer momento....

Direção: Martin Scorcese
Ano:1976
País EUA
Duração: 114 minutos

Elenco:
Robert De Niro (Travis Bickle)
Jodie Foster (Iris)
Albert Brooks (Tom)
Harvey Keitel (Sport)
Leonard Harris (Charles Palantine)
Peter Boyle (Wizard)
Cybill Sheperd (Betsy)
Norman Matlock (Charlie T)
Diahnne Abbott
Martin Scorsese


“Paul Schrader escreveu Taxi Driver em 1972, completando seu primeiro rascunho em apenas 7 dias. Ex-crítico de cinema, Schrader fez de seu personagem principal um motorista de táxi, pois percebeu que era o tipo de homem que andou, trabalhou e falou, mas mesmo assim permaneceu invisível ao seu próximo.
Em suas palavras: “ Taxi Driver dramatiza as condições verdadeiramente humanas de solidão, de um ser humano que se move entre a multidão furiosa, acotovelada, arisca, ignorada ou insultada, alheia ou fofoqueira, mas que de alguma forma é absolutamente intocado por isso, em função de seu secreto mundo de fantasia e pela total inabilidade em se comunicar com seus camaradas humanos. Em resumo, um homem solitário, sofrendo para ser notado, reconhecido e amado, mas incapaz de alcançar isto.”
O roteiro de Schrader foi adquirido pelos produtores Michael e Julia Phillips, que contratarm Martin Scorcese para dirigir Taxi Driver após assistirem ao excepcional filme do diretor, Caminhos Perigosos.
Para interpretar o motorista de táxi Travis Bickle, Scorcese recrutou seu astro de Caminhos Perigosos, o vencedor do oscar Robert De Niro (Melhor Ator Coadjuvante, O Poderoso Chefão 2, 1974). Ele se juntaria nas telas à atriz, então com 12 anos, Jodie Foster, Harvey Keitel (outro saído de Caminhos Perigosos), Albert Brooks, Peter Boyle e Cybill Shepherd.
Taxi Driver foi totalmente filmado em locações na cidade de Nova York durante o verão de 1975. Entre os locais usados pelos realizadores estavam a Cafeteria Belmore, na rus 28 e a Park Avenue South, um cinema pornô da rua 8, o Columbus Circle e a região do Garment District.
Para escrever a trilha musical do filme, Scorcese recrutou o lendário compositor Bernard Herrmann, que morreu dormindo horas após as sessões de gravação terem terminado.
Brutal, assustador e cinematograficamente brilhante! Estreou em 8 de fevereiro de 1976."
(Retirado do encarte do dvd)
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Taxi Driver – Original Recording Remastered

1 Main Title (2:15)
2 Thank God for the Rain (1:38)
3 Cleaning the Cab (1:05)
4 I Still Can't Sleep/They Cannot Touch Her (Betsy's Theme) (4:31)
5 Phone Call/ I Realize How Much She Is Like the Others/A Strange Custome (6:10)
6 .44 Magnum Is a Monster (3:20)
7 Getting into Shape/Listen You Screwheads/Gun Play/Dear Father & Mother/ (5:25)
8 Sport and Iris (2:18)
9 $20 Bill/Target Practice (2:33)
10 Assassination Attempt/After the Carnage (5:04)
11 Reluctant Hero/Betsy/End Credits (4:40)

Additional Interpretations:

12 Diary of a Taxi Driver (Album Version) (4:28)
13 God's Lonely Man (Album Version, With Alternate Ending) (2:00)
14 Theme from Taxi Driver (4:02)
15 I Work the Whole City (2:24)
16 Betsy in a White Dress (2:13)
17 Days Do Not End (4:05)
18 Theme from Taxi Driver (Reprise) (2:25)

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Sobre o compositor:

Bernard Herrmann, após ter composto tantas obras-primas da música de cinema, entrou em uma espécie de ostracismo em meados dos anos 60. E o responsável maior por isso foi ninguém menos que Alfred Hitchcock, cujos clássicos O Homem Que Sabia Demais, Um Corpo Que Cai e Psicose (entre outros) não seriam os mesmos não fossem as magistrais partituras de Herrmann. Em 1966, Hitch, em busca de uma música "mais contemporânea", rejeitou a trilha sonora que seu habitual colaborador compusera para Torn Curtain (Cortina Rasgada), o que encerrou a parceria entre o lendário diretor e o genial (mas irascível) compositor. A trilha sonora acabou ficando a cardo de John Addison, e após este fato Herrmann passou a ser visto como uma espécie de dinossauro ultrapassado, sendo esquecido por Hollywood.
Foi graças principalmente a François Truffaut, um grande admirador seu, que o compositor manteve-se em atividade (Fahrenheit 451, The Bride Wore Black), até ser redescoberto por uma nova geração de diretores norte-americanos e retornar à Meca do Cinema no início dos anos 70. Para o roteirista-diretor Larry Cohen Herrmann compôs o inquietante It´s Alive, mas foi para o então jovem Brian De Palma, que estava iniciando uma série de filmes inspirados por Hitchcock, que ele produziu suas melhores obras do período: Sisters (Irmãs Diabólicas, 1973) e Obsession (Estranha Obsessão, lançado em 1976). Em 1975, após concluir seu trabalho para De Palma, o veterano compositor, já com a saúde bastante debilitada pelo scotch e pelo cigarro, dois prazeres dos quais não abria mão, foi contratado por outro jovem e promissor diretor que aprendera a admirar e reverenciar sua obra, Martin Scorcese: o filme, o magistral Taxi Driver.
O próprio Scorcese, nas notas do CD, conta um pouco das dificuldades para contratar o genial (e genioso) Herrmann, mas o esforço compensou. Muito da opressão e da melancolia do filme advém da partitura, que materializou a obsessão do protagonista, uma interpretação antológica de Robert De Niro, ao som de fortes metais e percussão. Para as visões noturnas de New York, filtradas através do pára-brisas do táxi de De Niro, o compositor utilizou um estilo incomum para ele, o jazz. E o fez como um especialista. Após uma introdução com percussão e metais, no "Main Title" Herrmann nos apresenta uma primeira versão de seu tema principal, uma composição elegante conduzida por sax alto. "Thank God for the Rain" e "Cleaning The Cab" acompanham a rotina miserável do motorista de táxi, com os acordes da orquestra, suaves mas sempre opressivos, sendo acompanhados pela bateria de jazz.
Na faixa 4 retorna o saxofone cool do tema principal, ao qual posteriormente, na interpretação do "Betsy´s Theme" se juntam cordas e um trompete com surdina que nos lembram mais Alfred Newman, em seus trabalhos orientados para o jazz, do que propriamente Herrmann. O underscore prossegue, agregando elementos e acordes de suspense típicos do compositor, que transmitem ao ouvinte a sensação de que algo oculto nas sombras irá surgir ameaçadoramente a qualquer instante. A partir de "The .44 Magnum is a Monster", é utilizado um tratamento similar ao de It´s Alive, com fortes acordes dos metais, sopros, harpa e percussão. A isto o compositor agrega o piano Fender nos momentos mais lentos, inclusive solando o tema principal. O resultado é um conjunto de faixas opressivas e psicológicas, sem concessões ao lirismo - exceção feita apenas às ocasionais notas do motivo principal.
As faixas de nºs 1 a 11 contém as gravações originais conduzidas por Herrmann, sendo as mais longas a reunião de composições criadas para diferentes momentos do filme e disponíveis pela primeira vez em disco. Algumas delas, com outra mixagem, já faziam parte do álbum original, onde no entanto predominavam regravações de temas de Herrmann arranjadas e regidas por Dave Blume, também incluídas nesta reedição da Arista. No dia 23 de dezembro de 1975, Bernard Herrmann terminou de gravar a música para Taxi Driver, voltou para o seu hotel e faleceu à noite, enquanto dormia. Morria o homem e nascia o mito que legou à música de cinema uma obra de qualidade excepcional, presente até a última nota gravada. Em 1991 Scorcese prestou um belo tributo ao seu ídolo quando, ao refilmar Cape Fear (Cabo do Medo), convidou o colega e amigo do compositor, Elmer Bernstein, para adaptar a trilha que Herrmann compusera para o filme original. Bernstein foi além, e também utilizou trechos do score rejeitado de Torn Curtain. Mas esta já é outra história...



Terça-feira, 17 de Julho de 2007

Clube do Download

Olá Blog amigo

Fiz uma seleção dos melhores Blogs Download/Variedades da Net e adicionei você na minha lista de link, da uma olhadinha lá:

http://clubedodownload.blogspot.com

Caso tenha espaço para colocar o meu fique a vontade



Se quiser postar lá

MSN blogcampeao@gmail.com

Abraços do amigo

Marcio Paraiba

Action & Reaction

Links: Japametal
Postagem: Johnny F


Mais duas bandas japonesas de rock: Action e Reaction.

O Action foi formado em 1982 e tem como estilo o hard rock. No seu currículo estão a participação de Ritchie Blackmore em shows da banda e a abertura dos shows do WASP (ambos em 1984).

E como nas leis de física, depois da ação vem a reação. O Reaction surgiu na seqüência, em 1983. O estilo é heavy metal tradicional, por vezes mais rápido, por vezes mais lento. Em ambas as bandas as letras são misturas de frases em inglês e japonês.

Japametal



Action - Movin' and Rockin'

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Reaction (1988)

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Segunda-feira, 16 de Julho de 2007

Rainbow

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FRASES:
"Em 73, Ritchie me expulsou do Deep Purple, alegando motivos profissionais. Algum tempo depois, me convidou para formar o Rainbow. Ele é um cara difícil, e nossa relação é marcado por altos e baixos" (Roger Glover).


Ritchie Blackmore's Rainbow

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Long Live Rock 'n' Roll

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Rising

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On Stage

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Live In Germany 1976

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